Diabetes gestacional: saiba mais sobre causas e consequências

Um dos meus grandes receios ao engravidar foi o risco de diabetes gestacional. Minha irmã, que na época estudava medicina, acompanhou atenta cada exame que fiz e foi com grande alívio que soubemos que nós duas não tínhamos essa tendência genética da mamãe.

E essa situação não é tão rara!

Um dos problemas recorrentes durante a gravidez é o diagnóstico de diabetes. Conhecida como diabetes gestacional, a doença é diagnosticada quando há uma quantidade de açúcar no sangue superior ao normal.

Apesar de ser uma situação de risco para a mãe e para o bebê, existe a possibilidade de controlar este mal para garantir uma gestação tranquila, além de nos preparar para uma possibilidade de mudança de vida depois do bebê, com explica o ginecologista e obstetra Élvio Floresti Junior:

“Esse quadro de diabetes pode ou não se reverter após o nascimento da criança, porém, quem desenvolve o distúrbio têm um aumento na probabilidade de diabetes no futuro”

Segundo o especialista, o diabetes ocorre quando há uma modificação no metabolismo, quando a placenta passa a produzir uma grande quantidade de hormônios que podem prejudicar ou até mesmo bloquear a insulina, e, caso o pâncreas da gestante não aumente sua produção, a quantidade de insulina produzida torna-se insuficiente para suprir a demanda do corpo, elevando o índice de glicose e de açúcares do organismo.

 

As causas da doença não são exatas, mas existem condições que facilitam seu aparecimento. Uma gestação de mulheres com idade de 35 anos ou mais, histórico de diabetes gestacional, mulheres cujo filho anterior nasceu acima do peso ou mulheres que ganharam peso excessivo durante a gravidez, histórico de intolerância à glicose ou histórico de diabetes na família, hipertensão, ovários policísticos, histórico de aborto de repetição e crescimento excessivo do feto, podem facilitar o aparecimento do diabetes gestacional.

“Quando os níveis sanguíneos de glicose não são controlados, as consquencias são inevitáveis tanto para a gestante como para o bebê. Para as mães aumentam a possibilidade de desenvolver infecções urinária, candidíase e até pré-eclâmpsia. Já o bebê, caso o diabetes não seja tratado de forma eficiente, aumenta os riscos de parto prematuro, problemas metabólicos, má formação e até aborto espontâneo.”

Além disso, o histórico de diabetes gestacional se torna um fator de risco para o desenvolvimento do diabetes Tipo 2. Após o parto é necessário que a mãe realize exames de acompanhamento.

“Por isso é importante que desde o início a futura mãe esteja em constante acompanhamento de pré-natal, além de seguir uma alimentação balanceada e se possível praticar atividades físicas regularmente.”

O vídeo do Dr Drauzio Varela ajuda a entender também:

E do canal Partejar, sobre Diabetes Gestacional e a quebra do mitos sobre gestação e parto:

O programa Ligado em Saúde tratou de Diabete na Gravidez em entrevista com a professora da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e coordenadora do Serviço de Diabetes e Gravidez da Maternidade Escola da UFRJ, Lenita Zajdenverg.
Vale ouvir os 20 e poucos minutos que explicam questões sobre a diabetes na gravidez, a diabetes gestacional, tipo de diabetes que, como o nome diz, só acontece na gravidez e é uma complicação da gestação que pode ser desencadeada pelas alterações hormonais que a mulher passa nessa fase.

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Sam Shiraishi

Cristã, jornalista, mãe de Enzo, Giorgio e Manuela, casada com Guilherme. Paranaense que caiu de amores pela Mooca em 2005. Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena.

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