Dia Nacional de Luta das Pessoas com Deficiência

O Dia Nacional de Luta das Pessoas com Deficiência foi instituído em 2005 pela Lei nº 11.133. A escolha do dia 21 de setembro coincide com o início da primavera e o Dia da Árvore, uma metáfora ao nascimento das reinvindicações de cidadania e igualdade de condições.

Veja essa realidade na educação:

  • O censo escolar de 2015 registrou mais de 930 mil matrículas de estudantes com deficiência na educação básica.
  • 24,5% das escolas que registram matrículas de alunos com deficiência têm atendimento educacional especializado.
  • 28% têm salas de recursos multifuncionais
  • 5% dos professores que atuam nessas escolas têm formação específica em educação especial.
  • Dos docentes que atuam em turmas com alunos da educação especial, 5,5% possuem formação específica.

O MEC afirma que tem desenvolvido uma série de ações na área, que vão desde mudanças na estrutura de seleções a políticas que asseguram a permanência em sala de aula.

Minha pergunta é:

Quem convive com crianças e adolescentes com necessidades especiais, percebe que essas ações chegam em todas as escolas?

Meus filhos tiveram apenas 1 colega cadeirante no Ensino Fundamental, numa escola particular. Como era toda vertical e não tinha rampas nem elevador, um segurança carregava o garoto no colo até a sala.

Atualmente, na escola pública onde o filho do meio estuda, há dois alunos que sei que têm necessidades especiais: um autista e um garoto com audição reduzida. Mas a escola tem elevador para o caso de um aluno especial surgir.

Como forma de melhorar o ensino voltado a estudantes com deficiência, o Ministério da Educação trabalha em três eixos: participação da comunidade, formação continuada dos professores e acessibilidade, desde a questão arquitetônica das escolas, passando por mobiliário e tecnologias.

“São valores importantes de não discriminação, de consideração sobre essa complexidade humana. Não é um dia de luta apenas da pessoa com deficiência, mas da nossa sociedade contra o preconceito e o desconhecimento”, explica a diretora de Políticas de Educação Especial da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi), Patrícia Raposo.

Se na escola do seu filho faltam ajustes, indique ações como o Programa Escola Acessível, que visa adaptar as escolas para receber os alunos, com recursos multifuncionais e apoio à melhoria do espaço físico.

Até 2016, foram contempladas 50.510 escolas públicas com recursos do programa, que auxilia na obtenção de equipamentos, mobiliários, materiais pedagógicos, recursos de acessibilidade e outras estratégias para eliminar barreiras.

O MEC também tem um programa de formação de multiplicadores e profissionais de atendimento ao alunado com deficiências visuais e auditivas.

Somente este ano, foram realizados 108 cursos nos Centros de Apoio para Atendimento às Pessoas com Deficiência Visual (CAP) e 74 nos Centros de Capacitação de Profissionais da Educação e de Atendimento às Pessoas com Surdez (CAS). Ambos trabalham na formação continuada de professores e produção de material didático acessível.

Entre as ações do MEC voltadas às pessoas com deficiência está a adequação do Enem àqueles com surdez ou deficiência auditiva. Na edição de 2017, será oferecida como opção de auxílio a prova em videolibras, por meio da qual os estudantes poderão resolver as questões com apoio de um vídeo, que as apresenta traduzidas para a Língua Brasileira de Sinais (Libras). Os participantes também poderão optar por dois recursos já oferecidos pelo Inep: o tradutor-intérprete de Libras e a leitura labial.

Mas, Sam,m o que tem de prático aí?

Olha, eu vou mapeando mentalmente o que vejo de inclusão. Neste ano, tive a satisfação de  ver a reforma da tradicional Escola Municipal de Educação Bilíngue para Surdos (EMEBS) Neusa Bassetto, que fica no Parque da Mooca, ser realizada e entregue como deve ser.

A Neusa Bassetto é uma das seis escolas bilíngues da rede municipal de ensino de São Paulo e presta atendimento educacional a 179 alunos, tanto surdos como surdos com múltipla deficiência, que estejam cursando Educação Infantil e Ensino Fundamental. A unidade foi fundada há 28 anos, em novembro de 1988, e conta com 52 funcionários, sendo 32 professores. Todos os professores são habilitados para a educação de pessoas com deficiência auditiva.

A escola bilíngue usa como língua principal a LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais), por meio da qual são explorados os conteúdos dos diferentes componentes curriculares. A Língua Portuguesa é ensinada como segunda língua, nas modalidades de leitura e de escrita. A LIBRAS é adquirida naturalmente, através da interação dos alunos surdos com usuários fluentes da língua de sinais, desde o ingresso do aluno na Educação Infantil.

Quer saber onde mais tem escolas para deficientes auditivos em São Paulo e municípios vizinhos?

A querida Roseli Gonçalves, do Mãos em movimento, reuniu uma lista. E indico seguir o trabalho dela, que é uma referência para mim!

BRASCRI – Assoc. Suiço Brasileira de Ajuda à Criança

Rua Dr. Armando da Silva Prado, 191 / 271

Jardim Bélgica – São Paulo/ SP CEP 04672-040

Fone: (11) 5548-1646

CEIC – Centro de Integração da Criança

Rua Topázio, 572

Jardim Nomura – Cotia/ SP CEP 06700-000

Fone: (11) 4243-2119

Centro Estadual de Estudos Dona Clara Mantelli

(Supletivo para adolescentes e adultos)

Av. Alcântara Machado, 4188 CEP 03302-000

Fone: (11) 2605-7553

EMEBS Anne Sulivan

Rua Rodrigo Paes, 512 Chácara Santo Antônio

Santo Amaro – São Paulo/SP CEP 04717-020

Fone: (11) 5181-9456/ 5183-5704/ 5182-4492

EMEBS Helen Keller

Rua Pedra Azul, 314

Aclimação – São Paulo/ SP CEP 04109-000

Fone: (11) 5573-4189 / 5573-0667

emeehelenkeller@prefeitura.sp.gov.br

EMEBS Madre Lucie Bray

Rua São Geraldino, 236 Vila Constância

Jaçanã – São Paulo/ SP CEP 02258-220

Fone: (11) 2240-5315

EMEBS Neusa Bassetto

Rua Taquari, 459

Mooca – São Paulo/ SP CEP 03166-000

Fone: (11) 2693-2374 / 2694-6923

EMEBS Profº Mario Pereira Bicudo

Av. Felix Alves Pereira, s/nº Jardim Centenário

Cachoeirinha – São Paulo/ SP CEP 02882-030

Fone: (11) 3985-6179/ 3985-5745 / 3984-6400

EMEBS Vera Lucia Aparecida Ribeiro

Rua Benedito Pereira, 206 Jardim Líbano

Pirituba (divisa com Osasco) – São Paulo/ SP

CEP 05138-120

Fone: (11) 3901-0709

EMEFM Ver. Antonio Sampaio (oferece Ensino Médio)

Rua Voluntários da Pátria, 733

Santana – São Paulo/ SP

Fone: (11) 2221-5599

emefmasampaio@prefeitura.sp.gov.br

Escola de Educação Especial Anne Sullivan

Alameda Conde de Porto Alegre, 820

Vila Santa Maria – São Caetano do Sul/ SP

CEP 09561-000

Fone: (11) 4220-3638

Escola Especial para Crianças Surdas Rio Branco – Rotary

Rodovia Raposo Tavares, 7200 Km 24

Granja Viana – Cotia/ SP CEP 06709-015

Fone: (11) 4613-8478 / 4613-8533

www.eecs.org.br

Escola Mun. de Educ. Básica Especial Neusa Bassetto

Rua Engenheiro Isaac Garcez, 90

Vila Mussolini – São Bernardo do Campo/ SP CEP 09730-220

Escola Municipal Arco Íris

(Habilitação e Reabilitação de Excepcionais)

Rua Treze de Maio, 206

Centro – Itapecerica da Serra/ SP CEP 06850-000

Fone: (11) 4667-4679

Escola Municipal Olga Benário Prestes

Rua São Genaro, 149 Jardim Diadema

Diadema – São Paulo/ SP CEP 09910-650

Fone: (11) 4055-3555

Instituto Cultural Favalli

Rua Emboaçava, 66

Parque da Mooca – São Paulo/ SP CEP 03124-010

Fone: (11) 2028-0933

Instituto Educacional São Paulo (DERDIC)

Rua Dra. Neyde Aparecida Sollitto, 435

Vila Clementino – São Paulo/ SP CEP 04022-040

Fone: (11) 5908-7980 / 5908-8017

www.pucsp.br/derdic/

Instituto Santa Teresinha (oferece Ensino Médio)

Rua Jaguari, 474 A

Bosque da Saúde – São Paulo/ SP CEP 04137-080

Fone: (11) 5581-1928

www.institutosantateresinha.org.br

Instituto Severino Fabriani para Crianças Surdas

Rua Odilon Chaves, 39 Jardim Nazareth

Itaim Paulista – São Paulo/ SP CEP 08150-560

Fone: (11) 2035-1824

SELI – Escola Bilíngüe para Surdos

(Oferece Ensino Médio)

Rua Dr. Ernesto Mariano, 196

Tatuapé – São Paulo/ SP

Fone: (11) 3715-9086/ 2097-6866

www.seli.com.br

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Sam Shiraishi

Cristã, jornalista, mãe de Enzo, Giorgio e Manuela, casada com Guilherme. Paranaense que caiu de amores pela Mooca em 2005. Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena.

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