Oficina Terapêutica de Pães

Pensem num encontro despretensioso, do qual todo mundo sai melhor, mudado, mexido no bom sentido. Agora imaginem se isso pudesse acontecer em um lugar aconchegante, sem grandes gurus palestrando com headset e toda uma parafernália eletrônica que faz do coach um show.

E se fosse numa cozinha e a proposta fosse aprender a fazer pão e a pensar na vida?

Isso é a Oficina Terapêutica de Pães da nossa querida colunista, a psicíologa Nívia Gonçalves, que não por acaso usa o nickname de @devaveios_de_forno.

Nívia coordena neste mesmo local um grupo incrível chamado de Powerpério e por isso mães de bebês são presenças constantes nos seus outros papos, como este, acabe sendo um encontro de almas, histórias, caminhos, desafios, que convergem em torno da mesa, lugar sagrado, do desejo de estar com e para o outro e consigo mesmo, em busca de transformação e transcendência!

<3

Fique de olho na agenda dela, pois as 3h que passamos lá valem por meses de terapia!

Eis que na oficina mais recente, eu conheci Ana Claudia Balani e simpatizei com o jeito dela e, admito, muito com o nickname que ela usa no instagram: @sem_coentro.

A arquiteta e paisagista de formação, conta que cresceu na cozinha participando ativamente da rotina da mãe, que fazia doces e salgados para vender e que  cozinhar faz parte da sua essência e é completamente instintivo, talentos que ela concilia a maternidade com consultorias e aulas de culinária para famílias que querem organizar o dia a dia de forma prática e saudável.

Comecei a seguir o perfil e num dia, quando vi uma foto de nuggets caseiros que ela preparou para filha, Mariana, de 19 meses, perguntei se ela daria a receita para postarmos aqui.

E a receita, Sam?

Tá na mão, anotem aí!

Nuggets caseiro de frango

Receita base:
1 kg de peito de frango sem osso
1 cebola grande
Temperos naturais à gosto. Sugestão: sal, salsinha, cebolinha.

Nuggets caseiro de frango com legumes:
Para turbinar a receita basta processar junto com o frango brócolis e(ou) couve flor, crus.

Para empanar:
Farinha de rosca
Ovo batido com o garfo
Farinha de aveia

Modo de preparo:
Bater todos os ingredientes no processador.
A consistência é bem molinha, então para empanar a sugestão é moldar na mão, passar na farinha de aveia para ajudar a firmar, passar no ovo batido e na farinha de rosca.
Dica: Processar os ingredientes e colocar os nuggets em forminhas de silicone no formato desejado (pode ser até formas de gelo) e levar ao congelador até endurecer. Empanar depois de congelado (retirar do freezer, empanar e usar na hora ou voltar para o freezer).
Dica 2: Congelar nas forminhas de silicone facilita muito o dia a dia. Você pode processar o frango em um dia, congelar e na próxima vez que tiver um tempo empanar. Pode empanar só na hora de comer ou descongelar sem empanar e descongelar direto na frigideira antiaderente como se fosse um mini hambúrguer.

Assar no forno ou na Airfryer (8 minutos na Airfryer se não estiver congelado e uns 12 min se estiver congelado. 160 a 180 graus).

Eu uso o grill elétrico, no estilo George Foreman (o meu na verdade é da Arno, o único que achei que permite tirar as grelhas para lavar de verdade) e por isso nunca senti falta de Airfryer.

Quando fazia nuggets para meus meninos pequenos eu assava também no forno convencional e ficava ótimo.

Hoje meus adolescentes também cozinham e aprenderam o prazer da #comidadeverdade com ingredientes mais naturais, para sorte da irmãzinha, que nunca precisou de artifícios para comer bem!

Um dos petiscos favoritos da gente é “frango batatinha frita”, na verdade iscas de peito de frango bem temperadas (usamos muito cúrcuma e sálvia no frango), sem empenhar, refogadas no estilo chinês na wok com azeite (ou na chapa de ferro mineira, como fizemos o shimeji na foto acima) e cobertas de cebolinha verde picada.  Fica pronto em minutos, é magro e saboroso e agrada os grandes e os pequenos.

😉

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Sam Shiraishi

Cristã, jornalista, mãe de Enzo, Giorgio e Manuela, casada com Guilherme. Paranaense que caiu de amores pela Mooca em 2005. Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena.

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