Sobre o dia dos pais e por que não publiquei minha coluna essa semana

Precisei que passasse o dia dos pais para que meu coração aquietasse um pouco e eu conseguisse por no papel esse mar de sentimentos e reflexões.

O dia dos pais sempre foi um dia “ok” em casa. Meu pai, assim como o marido da Sam, nunca se importou com presentes ou comemorações. Agradecia as lembrancinhas da escola (quando eu era menor) e guardava com muito cuidado os presentes que eu escolhia pra ele (canetas tinteiro ou relógios (esses, dados em conjunto com minha mãe)). E nunca passamos disso.

(Mas esse ano, mandei pelo correio um kit de reparo para pneus de bicicleta. Simples mas sei que será muito útil para ele rs)

Enfim.

Como #mamaecrafter, sempre escrevo sobre artesanatos e costuras, mas especialmente este ano fiquei bastante indisposta com a ideia de crafts para pais. Muito mais pelas experiências impessoais que meu próprio filho tem vivido com o pai dele do que minhas lembranças com meu pai. Achei que seria muito impessoal da minha parte sugerir crafts para o dia dos pais sabendo que sequer colocaríamos as “mãos na massa” dentro de casa.

Pensei em outras atividades que fugissem ao tema, mas também me senti sem inspiração para tanto.

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E fiquei pensando nisso o final de semana todo, acalentando esse texto e tentando transformar esse mar de emoções e vivências em palavras. E continuei pensando na loucura que é a maternidade/paternidade e em tudo o que aprendi com meus pais (mais com meu pai, verdade seja dita).

Irônico, engraçado ou verdadeiro, mas aprendi em casa, com meu pai, os primeiros conceitos de igualdade e feminismo.

Aprendi que “conhecimento não ocupa espaço” (com isso, tive noções básicas de reforma; alvenaria; marcenaria; mecânica (ajudava na troca do pneu do carro e na manutenção básica –troca de fluido para freio, troca de peças…); aprendi como fazer uma horta; a subir no telhado e também como fazer a troca de telhas com segurança; aprendi a pescar e andar na costeira; subir em árvores; fazer trilha em mata fechada, enfim, a lista é longa rs)

Basicamente, meu pai me ensinou que “lugar de mulher é onde ela quiser“, não necessariamente com essas palavras.

Ele sempre meu incentivou e apoiou, mesmo não tendo certeza que minha escolha era a mais acertada. E eu sempre soube que poderia correr de volta pra casa a qualquer momento e que seria recebida de braços abertos <3

Era meu pai quem participava das reuniões escolares. Foi ele quem me levou ao banco para abrir minha conta e, sem dar “nome aos bois”, começou a me dar mesada, no início do ensino médio. Do jeito dele com poucas palavras, me ensinou na prática a economia financeira.

Enfim, vejo tudo o que ele representa pra mim, todos os momentos em que ele esteve junto e me entristece ver que meu filho não tem metade da riqueza que um pai presente e ativo pode oferecer.

Felizmente, tenho essa rede de amigos maravilhosa que é o @maecomfilhos , que sempre me ajuda a ser/estar mais forte e confiante pro #mininerd <3

E tudo bem. A vida vai seguindo e vamos nos virando do nosso próprio jeito 😉

 

Deixo aqui os links pro texto da “>Tchulim e pro vídeo do Rafa Noris sobre “pães” que achei bem interessantes.

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Cristina Sano

29 anos, mãe do Daniel Akira, #aos6 , designer de profissão e jornalista de formação. Costuro, cozinho, troco spot de luz e acredito em tudo aquilo que é feito com amor. Nerd, fã de Doctor Who e sci-fi, ouvinte de podcasts, consumidora de conteúdos do Youtube e Netflix e ciclista iniciante na arte de andar por São Paulo de bicicleta 😉 Responsável pelo conteúdo envolvendo costuras e artesanatos para fazer com e sem os filhos com a tag #mamaecrafter

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