Jejum Intermitente: A Dieta das Guerreiras

Estou lendo o livro ”A Dieta do Guerreiro” de autoria de Ori Hofmekler, um entusiasta e pesquisador sobre nutrição e exercícios físicos que foi editor chefe da revista “Mind and Muscle Power Magazine. Como sei que aqui, guerreiras não faltam (rs) decidi compartilhar alguns insighs com vocês. Afinal, quem se interessa por atividade física, saúde e mundo fitness já deve ter ouvido falar sobre JEJUM INTERMITENTE e foi isso que me levou até o livro.

Hoje existem um milhão de métodos e programas alimentares que prometem eliminar determinado número de quilos em poucos dias ou semanas, promover a boa forma ou trazer o corpo dos sonhos. (Ah!!! Como eu queria uma fórmula mágica que não envolvesse a conhecida combinação comer menos e gastar mais).

É importante que antes de escolher um caminho a gente se aprofunde sobre o que se trata e como funciona o método escolhido para não ter uma decepção mais tarde e acabar buscando um culpado para a falta de resultado.

São tantas informações interdependentes, que vou tentar resumir. Eu poderia começar deixando a minha definição inicial para a dieta, mas acho que você poderia parar de ler o texto agora ou sair por aí xingando minhas três gerações e me chamando de louca, pois foi isso que fiz num primeiro momento. Confesso. “Passar mais de 12 horas sem comer? Coisa de maluco”

O tal guerreiro do nome da dieta faz menção ao combatente das civilizações da antiguidade, principalmente as mais famosas: grega e romana. Esses caras eram um exemplo de potência física humana: um soldado do império romano era capaz de caminhar mais de 40 km por dia, com 30kgs de “peso nas costas”. Eram muito fortes, ágeis, preparados para todo tipo de situação e passavam por treinamentos brutais e dolorosos. E – morram agora, meninas – pesavam em média apenas 65kgs!

Você já parou para pensar (euzinha sempre admirei) o porquê de as estátuas de guerreiros e de deuses, sempre mostrarem um corpo bem atlético, com muito músculo, todo definido? Os caras nem puxavam ferro, não suplementavam, não usavam drogas, e mesmo assim eram fortes, grandes e definidos daquele jeito… como?

A genética até podia influenciar, mas está provado que rolava algo a mais: o  segredo estava na alimentação. Eles comiam basicamente uma vez ao dia, consumindo alimentos frescos e nutritivos, e permaneciam em jejum durante diversas horas, mantendo o organismo sob vigília constante e intenso treinamento. Pela noite, descansavam e recebiam a recompensa por um dia exaustivo de trabalho: a comida.

Longos períodos de jejum mantêm o organismo sob constante estado de alerta, aumentam nossa produtividade, a eficiência do metabolismo da proteína e a sensibilidade pela insulina, sendo que esta não irá variar absurdamente, e seu corpo não irá estocar tantas calorias dos carboidratos na forma de gordura quando você se alimentar. Principalmente, na barriga, culote e bumbum.

Vale dizer que essa dieta não se trata pura e simplesmente de ficar em jejum, mesmo porque, o autor nem recomenda que a gente fique nesse estado radical e incentiva o consumo de determinados alimentos (vou falar deles daqui a pouco) para otimizar a eficácia do método.

O jejum não deve durar mais de 16/18 horas, segundo Hofmekler, pois mais do que isso seria prejudicial, já que haveria um gasto exagerado de energias e o catabolismo poderia se agravar, podendo prejudicar a nossa saúde. Muita gente tem feito jejum intermitente sem entende-lo de fato. Sempre me incomodo com as modinhas que assombram as academias e por isso, fui estudar. Aliás, galera, fica a dica para que você tome cuidado ao escolher fontes de pesquisa para aprender sobre algo… Eu sempre prefiro os livros.

Mas voltemos à dieta… Como o próprio autor avisa, o jejum nem deveria ser chamado de dieta, mas sim um estilo de vida. Com o passar dos dias você vai se acostumar com o período sem ingestão e a fome vai deixar de incomodar. Simultaneamente, você vai ficando mais magra e seus pensamentos devem se tornar mais claros e mais focados.  Aos poucos, a gente vai mesmo virar uma guerreira do mundo moderno.

Não sei como é pra vocês , mas naqueles dias que passo o tempo todo comendo ou quando faço várias refeições durante o dia, acabo me sentindo lenta e esgotada, com aquela vontade de me largar no sofá. Segundo o autor, isso acontece por alterações hormonais e uma certa “preguiça” dos neurotransmissores que em jejum passam a trabalhar ao nosso favor.

A dieta segue princípios parecidos com a dieta paleolítica, pois se baseia na dieta dos nossos ancestrais que viviam de forma rudimentar e comiam os alimentos oferecidos pela natureza da forma mais natural possível. Os alimentos recomendados são:

  • Frutas, verduras e legumes;
  • Infusões como café e chá (permitidos também no período do jejum);
  • Proteínas: carne vermelha, frango, peixe, frutos do mar, ovos e toda carne de origem animal;
  • Leites animal e vegetal;
  • Gorduras: azeite, óleo de coco, manteiga, etc.;
  • Carboidratos integrais e complexos: cereais integrais, leguminosas, oleaginosas, sementes, tubérculos e raízes.

E para que você tenha um pequeno gostinho, quiçá um aperitivo, do que podemos ganhar,  abaixo listei algumas ideias interessantes sobre a “dieta”:

  • Acionar o gatilho para despertar a guerreira que existe em você;
  • Queimar gordura;
  • Construir músculos;
  • Acelerar o metabolismo;
  • Potencializar os neurotransmissores;
  • Desintoxicar o organismo;
  • Desacelerar os efeitos colaterais da ação do envelhecimento;
  • Proporcionar uma sensação de liberdade;
  • Gerar satisfação em todos os sentidos;
  • Viver instintivamente.

Parece milagre, né? Mas não é…

Já estou há alguns meses pesquisando, com muita dedicação, conheço várias pessoas que adotaram esse estilo de vida e tiveram ótimos resultados e quero aprender o máximo que eu puder, pois eu mesma vou entrar nessa brincadeira e vencer o mantra quase dogmático do “comer de 3 em 3 horas”.

Estou decidida a experimentá-la. O problema é que passei por uma anemia recente e, infelizmente, estou em processo de recuperação. Enquanto isso, porque você não me conta se já experimentou o método ou quais foram as dietas que fizeram mais sentido em sua vida.

E só mais uma questão, que serve para os viciados em academia como eu: muitos atletas de elite preferem treinar no estado de jejum, uma vez que supostamente temos muitos benefícios. O principal é que o hormônio do crescimento está aumentado e por isso, recuperamos e construímos o músculo mais rápido neste estado. Uma dica dos atletas que seguem o protocolo de 16/18 horas é quebrar o jejum após o treino com uma refeição rica em proteína.

E como sempre digo aqui: isso não é uma regra. Se você não consegue ir treinar sem estar alimentado, não arrisque. É sempre bom ter uma opção de doce caso você sinta tonturas, pois isso pode ser um sinal de glicemia baixa.  Caso você opte por entrar nessa, comece aos poucos e não faça longos períodos de jejum logo de cara para que o seu corpo não sinta os impactos e você não passe mal.

O ideal é que, quem deseja iniciar a dieta do guerreiro ou qualquer outra dieta, procure sempre a ajuda de um nutricionista. Esse profissional é o mais recomendado para nos dar todas as orientações para a perda de peso.

Nos vemos semana que vem!

The following two tabs change content below.
41 anos, mãe do Marcello #aos20 e do Lucca #aos12. Pedagoga por formação, educadora por vocação, empreendedora por opção e uma eterna apaixonada por toda forma de desenvolvimento humano. A paixão pelo mundo fitness surgiu depois de uma depressão e hoje, o estilo de vida saudável contagia sua vida na família, nos negócios e por onde vai. Não cozinha, não gosta das atividades “do lar”, mas vive a rotina da casa como qualquer outra “dona da casa” moderna que concilia mil e uma atividades e é feliz assim, sem culpa. Coach, mentora de pequenos negócios e autora do blog Lounge Empreendedor, não abre mão da academia todos os dias, seja as 5:00a.m. ou as 11:00p.m. No Facebook: LoungeEmpreendedor e no Instagram: @AninhaCoelho

Latest posts by Ana Maria Coelho (see all)

Comments

comments

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *