Encontros que curam: sobre amamentar e a #SMAM2017

                                      #SMAM2015

 

Hoje é o Dia Mundial da Amamentação e o início da Semana Mundial de Aleitamento Materno, que acontece todo ano entre 1 e 7 de agosto, objetivo de estimular a amamentação e melhorar a saúde das crianças ao redor do mundo.

Eu havia planejado escrever um post hoje reunindo as histórias das mães amigas e parceiras deste Blog. Mas fazendo o planejamento para o Grupo de “Powerpério” desta semana, a Caru, uma amiga que eu conheci ainda no pré-natal do Guilherme (tivemos a mesma obstetra que nos atendia em grupo para tirar dúvidas a respeito do parto) e com quem estou trabalhando na Lumos, me disse que quando pensa em mim e em amamentação, ela lembra do dia que trocamos meia dúzia de palavras na sala de espera da consulta de pós-parto e eu a acolhi. E o quanto aquilo lhe fez bem e a ajudou a seguir enfrentando a sua jornada árdua.

O que aconteceu neste dia foi que eu vi nos olhos dela uma angústia que já tinha sido minha e ouvir duas frases de acolhimento também me fez seguir adiante, então eu dei a ela o que me foi dado 6 anos antes, no meu primeiro pós-parto. Quem me acolheu foi o pediatra da Luiza me perguntando se eu desejava amamentar. Foi como se ele tivesse lido a minha alma e entendido o quanto aquilo estava difícil e o quanto eu estava perdida.

Foi valoroso pra mim relembrar estes dois momentos, o ser acolhida e depois acolher, e ouvir o quanto este movimento contribui para que a nova mãe consiga ter a manutenção da sua saúde emocional neste momento delicado que é o puerpério. (Aconteceu comigo, aconteceu com a Caru e seguimos dando a mão para quem precisa desse carinho e desse apoio).

Então, mais do que contar histórias e dizer coisas (informações, conselhos), hoje me coloco à disposição para ouvir (ou ler). E pergunto: você, que me lê hoje, viveu situação parecida na sua história de amamentação? Você encontrou alguém no seu caminho que fez a diferença num momento de luta e angústia? Você foi ou é essa pessoa que acolheu e acolhe quem está neste momento árduo também? (Conta pra gente sua história).

E deixo um convite, ou provocação (no sentido de instigar a fazer): como você pode ajudar uma mãe que deseja a seguir amamentando, mesmo que não seja esta a sua história?

Nesta semana, mais que nas outras, ofereço a minha escuta e meu colo, para quem precisa de apoio ou de cura. Estarei aqui <3

 

                                          #SMAM2016

 

 

       Foto feita domingo, pra comemorar 2 anos amamentando!                                             #SMAM2017
Nivia Gonçalves

Nivia Gonçalves Masutti, Psicóloga, Psicoterapeuta Existencial, com experiência em Saúde Pública e Saúde Mental e em Recursos Humanos. Deixou o serviço público e mais tarde, a vida corporativa, ao perceber que, mesmo sendo apaixonada pela correria do trabalho, a maternidade é a sua melhor parte. Mãe de primeira e de segunda viagem, da Luiza e do Guilherme, depois de muitas rupturas e recomeços, encontrou na Psicologia da maternidade, um jeito novo de conciliar as coisas que mais ama: a Psicologia e os filhos. Apaixonada pelos processos de crescimento e transformação do ser humano e pela força dos grupos, atua hoje com atendimentos clínicos individuais, coordena um grupo de pós parto, o Grupo de "Powerpério", na Lumos Cultural, e ainda encontra energia para juntar na sua prática profissional outra paixão: fazer pães, usando o processo de fabricação dos mesmos como metáfora para explicar os caminhos de transformação pessoal.

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Nivia Gonçalves Masutti, Psicóloga, Psicoterapeuta Existencial, com experiência em Saúde Pública e Saúde Mental e em Recursos Humanos. Deixou o serviço público e mais tarde, a vida corporativa, ao perceber que, mesmo sendo apaixonada pela correria do trabalho, a maternidade é a sua melhor parte. Mãe de primeira e de segunda viagem, da Luiza e do Guilherme, depois de muitas rupturas e recomeços, encontrou na Psicologia da maternidade, um jeito novo de conciliar as coisas que mais ama: a Psicologia e os filhos. Apaixonada pelos processos de crescimento e transformação do ser humano e pela força dos grupos, atua hoje com atendimentos clínicos individuais, coordena um grupo de pós parto, o Grupo de "Powerpério", na Lumos Cultural, e ainda encontra energia para juntar na sua prática profissional outra paixão: fazer pães, usando o processo de fabricação dos mesmos como metáfora para explicar os caminhos de transformação pessoal.

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