Ansiedade de separação em cachorros

O sofrimento começa assim que terminamos de nos arrumar. E aí Billy tem tremedeira, vira um cachorrinho danado que nos segue para todos os lugares e fica correndo atrás do próprio rabo feito um maluco. No começo, a gente achava que era só falta de costume dele ficar sozinho. Mas daí uma amiga disse “ele deve sofrer de ansiedade de separação”.

 

 

Já contei aqui que Billy veio ficar em tempo integral comigo e meu marido depois de muitos anos vivendo na casa dos meus pais. Então, quando ele passou a viver com a gente há 1 ano e 4 meses, tanto ele quanto nós precisamos de um tempo para nos acostumarmos. Ele faz xixi e cocô só na rua ou no lugar separado para isso em casa. e também não come objetos da casa ou nossos… Não temos muito do que reclamar dele, não é? Mas a verdade é que a cada dia, Billy ficou mais apegado com a gente. E isso nos deixa preocupados.

“algumas pessoas passam a adquirir um animal de estimação e fazem deste o centro de suas atenções quando estão juntos. Dormem juntos, comem juntos, muitas vezes compartilhando da mesma alimentação, proporcionando uma relação de dependência mútua. Na maioria das vezes, essa atitude de acolhimento e carinho que o proprietário tem para com o cão é algo que se faz inconscientemente, na tentativa de preencher algum espaço e em troca dar algo bom ao animal. Não cabe nenhum julgamento a qualquer proprietário sobre esse tipo de atitude, pois se o mesmo não possui consciência do que isso pode significar verdadeiramente para o cão, ele não é o culpado, apenas não sabe e o faz na melhor das intenções.” (Fonte: Tudo Sobre Cachorros)

Eu fui a humana que dei carinho demais. Billy veio para mim numa época muito difícil, uma das piores fases da depressão e encontrei nele um amigão de verdade. E, óbvio, ele se apegou demais a mim também.

Cachorros que são bons companheiros

Comecei a pesquisar sobre ansiedade em cachorros e vi que ele estava sofrendo com isso. Ele comeu alguns (vários) chinelos do meu marido, tivemos que reformar a porta de entrada de casa algumas vezes, porque ele raspava loucamente. Até que percebemos que seria melhor deixá-lo num ambiente menor, em que ele se sentisse seguro. Assim, passamos a deixar o Billy no nosso quarto, com água, ração, pano para fazer xixi, brinquedos, alguma roupa nossa para cheirar e a caminha dele. Nos primeiros dias, ele pulava o portão, daí aumentamos a altura do portão e as coisas foram melhorando. A questão é que a casa inteira para ele o deixava ainda mais estressado, mais ansioso e, automaticamente, o fazia querer destruir as coisas. É sempre bom pesquisar sobre o assunto e se nenhuma ação sua faz com que a atitude do animal melhore, não hesite em procurar ajuda num veterinário. Pode ser mais fácil de resolver do que você imagina 😉

Como disse no meu último post, mudamos de casa recentemente e estamos em fase de adaptação. Como minha mãe mora bem perto, estamos deixando o Billy durante o dia com ela e o pegamos após chegar do trabalho. Não queremos que isso vire rotina, mas estamos indo aos poucos, para que a adaptação seja tranquila e feliz.

Tem mais animalzinho por aí que apronta demais? 😀

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Sara Martinez, 30 anos, Jornalista, cristã, “mãe” do cachorrinho Billy. Escreve sobre o amor que sente por São Paulo no @pelocentro, onde compartilha dicas da cidade juntamente com sua irmã. Gosta de desenhar palavras coloridas no @fasesinfrases. É maratonista profissional de seriados no Netflix, inscrita em mais canais do que consegue assistir no YouTube e leitora apaixonada. No Twitter e Instagram: @sarafcmartinez.

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