Quando é indicada cirurgia de adenoide e garganta?

Vocês devem conhecer alguém na família que já precisou operar a adenoide ou amígdalas, não é? Eu operei após a adolescência e minha vida mudou depois disso. No alto da minha consciência corporal, aos 21 anos, eu analisava o histórico de amigdalites, de dificuldade para respirar, o nível dos roncos (sim, mocinhas também roncam) e outras dificuldades associadas e pensava “por quê razão” demorei tanto tempo para aquele procedimento cirúrgico.

Anos mais tarde, meu filho mais velho, então com 3 anos recém completados, unia dois diagnósticos, terror noturno (com episódios cansativos que nos faziam velar seu sono nas intermináveis madrugadas) e a necessidade de operar a adenoide. Chamado pelos otorrinos de uma “clássica criança com síndrome catarral”, visto que associava a rinite alérgica com frequentes casos de sinusite em crise, convencionaram (os três especialistas que o atenderam) que operando a adenóide, ele respiraria melhor, o sono melhoraria e a qualidade de vida passaria para muito mais sadia.

Muitos exames e orações depois, ele foi operado em Curitiba, num hospital referência em atendimento infantil e por um médico de confiança da família. Tudo correu bem e de fato, a vida melhorou. Minhas considerações passaram a focar uma certa afirmação do pediatra, a de que “a carne esponjosa operava antes dos sete anos de idade poderia voltar a crescer” e ocasionar a necessidade de nova cirurgia.

“As amígdalas ficam na garganta e as adenoides ficam no nariz. Estas estruturas fazem parte do nosso sistema de defesa e funcionam como o FILTRO DO AR, impedindo que vírus, bactérias, poeira ou ácaros entrem no nosso sistema respiratório.

No entanto, quando as amígdalas e as adenoides são agredidas constantemente ficam tão grandes que em vez de nos defender, tornam-se depósitos de agentes infecciosos. Como se em vez de filtros, elas se tornassem “garagens” ou “moradias” para os agressores”.

(Dra Ana Escobar)

Imaginem vocês que isso me atormentou até esse ano, após o pequeno ter completado 9 anos. E foi numa consulta com um novo otorrino, onde um exame de imagem apontou que a passagem de ar está perfeita e que nada se orienta maior do que deveria, que fiquei tranquila. Agora sim, focamos somente nas crises de rinite e sinusite, quando elas surgem.

Mas para quem vive dilema parecido, fica sempre o questionamento, especialmente quando os roncos altos e possível apneia vão se manifestando. 

Nos casos em que amígdalas e adenóides estão em processos infecciosos, as crianças começam a ter amigdalites, otites e sinusites de repetição. Resultado: recebem antibióticos com frequência, dormem mal e podem até desenvolver o que chama de apneia noturna, que significa parar de respirar por alguns segundos.

Quando a situação chega a este ponto, de acordo com orientação da Dra Ana Escobar, a família e o médico devem avaliar se a cirurgia é a melhor opção. “Não é uma decisão fácil. Pais e mães ficam aflitos com a anestesia geral e com a recuperação. Por isso, converse bastante com seu médico e esclareça todas as suas dúvidas“.

Deve-se ter em mente, no entanto, que esta é uma cirurgia relativamente simples e os resultados são excelentes para as crianças, que passam a ter mais qualidade de vida. 😉

Fica o alerta e as considerações do meu relato, pois ouço com muita frequência as mães dizendo que sofrem com essa questão e eu as compreendo muito bem. Nunca foi fácil pra nós, mas deu certo. E contar a nossa experiência, próxima das palavras da médica, ajuda muito a orientar quem está precisando.

Uma abraço.

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Paranaense de coração, vivendo há 10 anos na conexão Rio/Niterói. Sou Relações Públicas, especialista em gestão de pessoas. Abraço a maternidade em tempo integral na minha jornada como mãe do @guri_feliz #aos9 e do @guri_valente #aos4. Fotógrafa nas horas livres e paparazzi dos filhos, também amo cinema, sou muito fã da cultura pop, quadrinhos e seriados de TV. Com Caio e Vicente inventamos muito #lazercomfilhos e artes de um modo geral! E se sobra tempo, a gente se joga nas viagens...

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