Morango Sardento by Julianne Moore

Há alguns anos atrás, mais precisamente o ano de 2011, meu primogênito estava com 3 anos e nunca havia sequer tido um problema na escola, mas eu estava certa de que um dia teria que falar com eles sobre o bullying e os muitos desafios que a escola poderia vir a oferecer. A verdade é que mesmo tendo sido uma moça tranquila e mais ainda, uma menina amável e serelepe, quando criança enfrentei vários episódios difíceis nas escolas por onde passei (e foram várias). Quando a questão não era comigo, ela me dizia respeito de qualquer maneira porque era com algum amigo ou conhecido e eu, perplexa com as implicâncias ou ofensas alheias, decidia tomar partido. Era uma pimentinha, por assim dizer. Mas nunca deixei um amigo pra traz, isso muito me orgulha!

E trago rapidamente essa história para relembrar dois títulos literários, cuja temática é muito comum ao universo infanto-juvenil, as diferenças físicas e o bullying. Voltando lá para 2011, vi nas prateleiras das melhores livrarias do país, o lançamento “Morango Sardento”, escrito pela atriz norte-americana Julianne Moore. À época, a atriz concedeu muitas entrevistas e explicava que havia tomado a iniciativa de contar a história da Morango Sardenta, seu apelido de infância, para apoiar a filha, ensinando-lhe a lidar melhor com a questão das implicâncias e das diferenças físicas que, em verdade, sabemos, tornam-nos únicos e especiais, seja você ruivo, negro, branco ou cacheado. Cabelos, cor da pele, manchas de nascença, marcas e cicatrizes por traumas e acidentes, hábitos de vestir, de falar, definem características nossas (e muito da nossa origem e nicho de convívio), mas não definem quem somos, nosso potencial ou sequer revelam onde iremos chegar.

Fato é que essa é uma questão humana que ainda renderá muito assunto, visto que ano após ano temos presenciado as pessoas agredirem-se e implicarem umas com as outras por causa de suas escolhas, preferências e aparência. Sobre o coração e a essência, porém, pouco se fala.

Enfim. Moore, no vídeo abaixo, conta um pouco sobre a sua infância e muito simpática, estabelece algumas regras que regem sua família, mostrando seu lado empoderador e família, confirmando que a carreira profissional pode coexistir com a vida familiar feliz e bem sucedida, quando se prioriza o tempo de qualidade com filhos e marido, flexibilizando as escolhas e compromissos profissionais. No vídeo, ela conta sobre seu apelido e infância e garanto, deixa o espectador com vontade de ler seu material.

O livro mostra que, para “viver feliz para sempre”, é preciso se aceitar, com suas sardas e seu cabelo vermelho. Afinal, “quem liga para um milhão de sardas quando se tem um milhão de amigos?”

 

Aqui em casa, como sou muito fã da cidadã que Julianne transparece ser, pelo engajamento em ações diversas, além de apreciar seu trabalho como atriz, continuo dando a ela todo o meu crédito e, por isso temos na biblioteca dos meninos, este livro e o seguinte, “Morango Sardento e o valentão da escola”. Uma história singela e que vale a pena ser lida e contada repetidas vezes.

“A pequena Morango Sardento adora ir ao Passatempo, lugar onde as crianças se divertem antes do horário da aula. Exceto em dias de chuva, quando a única brincadeira possível é queimada. A atriz nos conta, neste novo livro, como a menina fez para lidar com o valentão Pedro Bomba, temido por sua habilidade no jogo e por não pensar duas vezes antes de arremessar a bola com toda a força nos menores. No dia em que precisa confrontá-lo sozinha, os medos e preconceitos transformam-se em uma bonita amizade entre os dois”.

 

 

Sobre os livros era isso.

Mas aproveito que falei da atriz e de seu papel como cidadã para comentar uma iniciativa sua que virou notícia. A atriz fez um apelo aos norte-americanos para usarem a cor laranja na sexta-feira (02/06) para marcar o Dia Nacional de Conscientização sobre Violência Armada. Moore se envolveu na campanha pelo fim da violência armada após tiroteio contra 20 crianças na escola primária Sandy Hook de Connecticut e agora é presidente do Conselho Criativo de Everytown.

“Quando o nosso governo federal não conseguiu agir, fiquei realmente chocada e foi quando percebi que não estava sendo uma mãe ou uma cidadã responsável ao não me envolver em um assunto sobre o qual me preocupava”, disse Moore nesta quinta-feira.

Bacana, não é? Fico feliz que pessoas que alcançam notoriedade através de seu trabalho, tenham dignidade de se envolver em causas sociais e posicionar-se diante da insatisfação sobre o rumo das coisas. Quem faz nossa sociedade somos nós, cidadãos e, não podemos desistir dela!

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Paranaense de coração, vivendo há 10 anos na conexão Rio/Niterói. Sou Relações Públicas, especialista em gestão de pessoas. Abraço a maternidade em tempo integral na minha jornada como mãe do @guri_feliz #aos9 e do @guri_valente #aos4. Fotógrafa nas horas livres e paparazzi dos filhos, também amo cinema, sou muito fã da cultura pop, quadrinhos e seriados de TV. Com Caio e Vicente inventamos muito #lazercomfilhos e artes de um modo geral! E se sobra tempo, a gente se joga nas viagens...

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