Cachorros que são bons companheiros

Sou dona do Billy há quase 10 anos, mas só me senti “mãe de cachorro” quando me permiti abraçar um lado dele que eu desconhecia. Há pouco mais de um ano, o Billy mora direto comigo e meu marido. Anteriormente ele morava com minha família, pois achávamos que nosso apartamento era pequeno demais para ele. Que erro bobo!

Hoje percebo e assumo que o Billy nunca precisou de muito espaço, mas de mais atenção. Muitas vezes confundimos um pouco as coisas, né? Ele era muito bem cuidado e morava numa casa grande, com outros cachorros e pessoas. No entanto, Billy se tornou um outro cachorro quando passou a morar só comigo e meu marido. E eu também mudei muito!

"tenho um super poder, ninguém está me vendo enrolado no edredom dos meus humanos. totalmente camuflado. sou um gênio" (Billy)

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Em meados de 2015, fui diagnosticada com depressão, foi um ano muito dolorido para mim, como podem imaginar. Terapia, remédio, fé, rede de apoio pequena mais muito intensa… tudo isso fazia parte da minha rotina. Escrevi um pouco sobre isso em um blog pessoal. Até que em abril de 2016, quando mudamos de apartamento e Billy foi junto com a gente, o meu maior medo era que ele não se adaptasse comigo, com a casa, com a nova rotina. Foi necessário apenas um dia sozinha com o cachorro para que eu visse que nossas vidas tinham mudado. Ele precisava de mim, eu precisava dele. Quem precisava mais um do outro? Jamais saberemos.

Uma pesquisa científica realizada pelo Departamento de Psicologia Experimental da Universidade de São Paulo (USP), em grupo liderado pelo professor César Ades, comprovou que o convívio com animais favorece sistema imunológico e reduz estresse. A convivência com animais de estimação pode contribuir não só para o bem-estar psicológico, mas também para a prevenção e tratamento de várias patologias, com destaque para a melhora da imunidade de crianças e adultos, a redução dos níveis de estresse e da incidência de doenças comuns, como dor de cabeça ou resfriado. E o melhor: de acordo com o levantamento, as vantagens independem da idade.
(Sam Shiraishi em A Vida Quer)

É exagero ou clichê dizer que não consigo imaginar minha vida sem o Billy? Pode ser um pouco de cada ou os dois, mas a verdade é que ele é o meu melhor companheiro. Sabe quando estou triste ou doente, me acorda e faz com que eu encare a rua todo dia para sair pelo menos por 15 minutos para passear com ele. Nem sempre é fácil vencer o cansaço, a preguiça ou a bad, mas ver a alegria dele vale a pena. E, com certeza, me dá motivos para ser feliz!

Um exemplo lindo é de Bernardo Bortolotti, que ano passado comoveu as pessoas com sua história de amor e superação juntamente com o seu cachorro Alf. Infelizmente, Alf faleceu e Bernardo fez uma linda declaração para seu amigo magrelo:

Que possamos sempre honrar e amar nossos amigões <3

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Sara Martinez, 30 anos, Jornalista, cristã, “mãe” do cachorrinho Billy. Escreve sobre o amor que sente por São Paulo no @pelocentro, onde compartilha dicas da cidade juntamente com sua irmã. Gosta de desenhar palavras coloridas no @fasesinfrases. É maratonista profissional de seriados no Netflix, inscrita em mais canais do que consegue assistir no YouTube e leitora apaixonada. No Twitter e Instagram: @sarafcmartinez.

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