Um papo sobre papinhas, BLW e ser a melhor mãe que podemos

Reza a lenda que quando eu era bebê meus padrinhos trouxeram uma dispensa de papinhas prontas de uma viagem ao exterior. Minha mãe casou no meio da faculdade e sem saber nada de casa ou de cozinha, mas com bom poder aquisitivo. Então devo ter comido muita papinha pronta. E confesso, ainda AMO, não resisto!

Meus filhos tiveram introdução alimentar diferente, com comidas mesmo, mas nas viagens admito que as papinhas ajudavam muito! E curiosamente os avós tinham prazer de comprar e oferecer potinhos para os netinhos, coisa de tradição, sabem? Sempre que a gente chegava na casa deles, tinha papinha na dispensa.

Relembrei esses sabores e carinhos nesta tarde com a chegada de um presskit fofo contando das novas embalagens totalmente transparentes e do site com conteúdos sobre puericultura.

A propósito, estava ótimo o estrogonofinho que comi! Me deu inspiração para preparar o almoço de domingo!

E sobre a história de comer comida mesmo… o método tem nome, Baby-ledWeaning (Desmame Guiado pelo Bebê), mas eu admito que fiz por intuição porque lá em 2000 e 2003, quando meus filhos mais velhos começaram a comer papinhas, não tinha um movimento tão forte sobre o tema e eu segui mais o estilo japonês e meio macrobiótico, que, na época, era minha base alimentar.

(eu engravidei no Japão!)

O BLW consiste em oferecer a comida em pedaços e permite que o bebê se sirva sozinho.

Simples assim?

Mais ou menos!

A ideia principal é não oferecer um prato diferente aos bebês, mas, sim, deixar que eles se sentem à mesa e participem das refeições familiares já a partir dos 6 meses de vida. Por isso a gente opta por oferecer os mesmos alimentos que comeremos, mas já cortados e deixamos ao alcance dos pequenos, que escolhem quando e como levar os pedaços à boca.

O método BLW teve o nome criado pela agente de saúde britânica Gill Rapley, autora do livro Baby-led Weaning: Helping Your Baby to Love Good Food (em tradução livre, Desmame Guiado pelo Bebê: Ajudando seu Filho a Amar Boa Comida)

Uma revista perguntou:
Adeus, papinha?

A recomendação oficial da Organização Mundial de Saúde é que os pais comecem a oferecer alimentos para complementar a nutrição com leite materno (ou fórmula, para quem não consegue ou não quer amamentar) quando os bebês completarem 6 meses. E a maioria dos pediatras orienta que essa introdução seja feita com as tradicionais papinhas. Sim, a pediatra dos meus filhos também indicou e eu deixei a receita dela na geladeira por meses.

“A alimentação complementar deve ser espessa desde o início e oferecida com colher. Deve-se começar de forma pastosa (papas ou purês) e, gradativamente, aumentar a consistência até chegar à alimentação da família”, prega o Manual de Orientação do Departamento de Nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria.

Mas fiz do meu jeito.

No primeiro filho foi ótimo. Comia comida normal, eventualmente amassadinha, e adorava.

O segundo filho preferiu papinha. A comida voltava, ele se ressentia das texturas e eu fiz muita papinha para ele. Na boa, sem neuras, eu fazia porque o mais importante era ele comer e ficar feliz. Até hoje ele (que tem 14 anos) ama todo tipo de sopa e comemos mingau de aveia na ceia quando ficamos sem sono! É também uma questão de paladar.

A terceira filha foi direto BLW, mas, como viajávamos muito, teve papinha comprada também e não sinto culpa.

Em cada fase, com cada filho, fui a melhor mãe que podia.

Ela viajava a trabalho comigo, mamava no peito em livre demanda (até os 2 anos e meio) e é super saudável. Os meninos, que também mamaram até 1 ano e meio e quase 2 anos, são saudáveis, ótimos de garfo e de cozinha também.

🙂

E aí, como foi? Ainda não foi? Conte pra gente!

 

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Sam Shiraishi

Cristã, jornalista, mãe de Enzo, Giorgio e Manuela, casada com Guilherme. Paranaense que caiu de amores pela Mooca em 2005. Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena.

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