Mães, vamos nos abraçar? #JaFuiJulgada

Ah, se fosse meu filho…… completem a frase com qualquer uma das milhares que você mãe com certeza já ouviu

Quando nos tornamos mães, parece que automaticamente andamos por aí com uma placa: ensine-me a criar meu filho. Calma, não estou falando que toda dica é ruim, ao contrário, até porque se eu achasse isso não escreveria em um blog de maternidade. Mas acho que precisamos fazer um exercício juntas de que compartilhar dicas e experiências, é bem diferente de emitir julgamentos.

“Não acredito que você não está amamentando?”, “Mas sério que você ainda amamenta?”, “Essa criança birrenta é falta  de limites dos pais!”, “Colo? Você está estragando essa criança!”, eu poderia fazer uma lista com pelo menos 100 criticas que eu mãe de três ouvi, ou mesmo já falei, sim farei o “mea culpa” , pois muitas vezes, a linha é tênue entre uma orientação e um julgamento.

E não imagino data mais adequada para falarmos sobre o tema do que vésperas dos dias das mães. E essa é a proposta do movimento #JaFuiJulgada.

Escolhas pessoais sempre dividem opinião e quando isso se refere à criação dos filhos, as convicções e questionamentos se intensificam tanto, que passar para julgamentos é quase automático. É um exercício difícil, eu sei, é muito mais fácil olhar para os outros com a nossa régua, com as nossas regras e nossas crenças. Mas não é disso que nós mães precisamos. Precisamos de apoio!

Só uma mãe pode ajudar outra mãe a entender que ninguém precisa ser a melhor mãe do mundo. 👭

Uma publicação compartilhada por Já Fui Julgada (@_jafuijulgada) em

Por sinal, eu queria aproveitar esse post pra agradecer as outras mães colaboradoras aqui do #maecomfilhos, que muitas vezes em nossas conversas e desabafos em nosso grupo, são um afago (um abraço mesmo sabe? mesmo que muitas vezes virtual) naqueles momentos que não sabemos o que fazer ou que estamos tomadas pela raiva, pela tristeza ou pela correria do cotidiano. Torço para que toda mãe encontre amigas assim <3

E deixo aqui o convite: da próxima vez que for conversar com uma mãe, antes de emitir uma opinião, abrace-a, talvez seja o melhor que você possa fazer por ela.

Participe deste movimento!

A proposta é coletar tantas histórias de julgamento quanto for possível, mostrando que essa realidade é cruel e avassaladora. Ousamos dizer que TODAS as mães já foram julgadas e que, nem que seja só em pensamento, já julgaram também.

Por isso, não temos a pretensão de acabar com isso neste movimento, mas de mudar pelo menos um pouco esse cenário. Se a gente conseguir levar essa reflexão para algumas mães e salvar um ou outro julgamento antes dele se concretizar, nossa missão estará completa. Contamos com você para espalhar essa proposta. Vamos nessa, sem julgamento?

Você já passou por alguma situação que se sentiu julgada? Use a hashtag #jafuijulgada e dê o seu depoimento.

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Aline Kelly

Administradora, mãe de três, facilitadora em processos de interação e gestão de conhecimento em projetos de formação cidadã, direitos básicos e empreendedorismo. Em seu blog escreve sobre participação social, práticas sustentáveis e outros pensamentos aleatórios.

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