Guardiões da Galáxia Vol. 2 é show! É família!

Guardiões da Galaxia Vol. 2 é um filme de ficção, um filme de heróis, um sucesso Marvel, mas pode ser tido também como um filme absolutamente família, regado de conflitos emocionais e bom humor. Um filme para todos os públicos! E se você se encantou pelo primeiro, vai curtir o segundo. As crianças então…

O sucesso dos filmes Guardiões da Galáxia e de sua sequência, agora com Volume 2, numa referência a importância da trilha sonora na concepção e desenvolvimento dos filmes, se devem a personalidade descontraída de Peter Quill, na pele do carismático Chris Pratt e a um conjunto de acertos do diretor James Gunn. Como sou muito fã de Pratt, credito grande mérito a ele, do olhar puro e sincero ao tentar arrancar emoções em seus pares a fim de combinarem com o que seu próprio coração deseja transparecer, da descontração com que qualquer piada ou atitude boa “flui” facilmente – como se fosse verdade – ao físico que mudou bastante para interpretar esse personagem e tem se mantido para outros filmes. A outra parcela do sucesso vem da junção de personagens tão diferentes (origem, físico e desafios pessoais) num grupo coeso que vem e vai em cenas de conflito e alegria, de sucesso e frustração, como que mergulhados num universo familiar que é comum a todos nós.

 

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Lançado em 2014, Guardiões da Galáxia teve papel importante no desenvolvimento do chamado Universo Cinematográfico da Marvel. Além de retomar um padrão de qualidade após derrapadas com Homem de Ferro 3 e Thor: O Mundo Sombrio (lançados em 2013), o longa mostrou para o estúdio que havia vida para personagens às margens dos principais Vingadores. (Crítica: Adoro Cinema)

 

Se a crítica diz, a gente acredita e passa pra frente, mas independente de especialistas no ramo cinematográfico afirmarem que a continuação Volume 2 está ótima, o que realmente importa é a sua sensação diante da grande tela. E eu reforço o coro – o ritmo dançante, o bom humor, as disputas e alguns segredos revelados por este e aquele personagem já teriam feito a ida ao cinema valer a pena, mas é através da ingenuidade infantil de Baby Groot que a gente se rende.

Com uma assertividade sem tamanho, surge daquela explosão de uma das jóias do universo em que todos os guardiões quase perderam a vida no final do primeiro filme, um Baby Groot que está renascendo, crescendo e reaprendendo a “ser”. Como membro da equipe, como filho de uma mesma família, ele se revela ao longo do filme e nos créditos também, fazendo todo mundo desejar uma criatura como ele em seu convívio particular.

Outro ponto interessante do filme é a revelação de outras faces do conflito entre irmãs vivido por Gamora e Nebulosa, as filhas do terrível e cruel soberano Thanus. A dedicação e a garra de uma não corresponde às expectativas sobre a facilidade com que a outra vive plena e dona de si. Ciúmes, aceitação, frustrações e vingança marcam essa relação que ainda deve garantir novas cenas de ação e talvez, comoção. Aqui entre nós, tive pena da Nebulosa e neste novo filme, o diretor conseguiu com que ela transparecesse àquele lado bom que os mais otimistas sempre teimam em enxergar lá no fundo de qualquer vilão. àquele olhar que titubeia e você quase acha que a pessoa diria, mas não diz. Acho que vocês compreenderam.

E como o tempo todo se fala em amor e, nitidamente amores não correspondidos – ou só talvez não admitidos rendem muito mais bilheteria – Peter Quill e Gamora ainda não são um casal. E nem se preocupe, isso não é nenhum spoiler. A armadura da musa verdinha é dura demais até para os galanteios pouco cordiais e excessivamente comerciais das memórias de Quill, o que ela curte muito menos do que eu, que quase choro de rir com comparações e brincadeiras. Esses dois vão render. E para as crianças aqui de casa, eles já são marido e mulher: “nunca concordam, não é mamãe?” #shameonme

Enfim, antes que eu me estenda demais, nesse filme todo mundo sabe que o pai do Peter Quill é apresentado ao público e para grande surpresa minha, as cenas e a construção do personagem são incríveis. Com muitas cores vibrantes, com “um quê” de anos 70 e sutileza, tanto a fisionomia em si, quanto a personalidade e a trama por trás deste pai – Ego – surgem diante de nós sob impacto parecido com o do protagonista.

Após uma confusão envolvendo Rocket, o time acaba perseguido por centenas de naves espaciais. Eles são salvos por uma misteriosa nave e logo descobrem que se trata de Ego, o Planeta Vivo. Após descobrir que Ego é seu, Peter o acompanha até seu Planeta (que, na verdade, faz parte dele). Ao lado de Gomora, um Drax único e muito espontâneo, Peter explora sua origem e tenta descobrir quem foi e é verdadeiramente seu pai, personagem interpretado por Kurt Russel. E que ficou excelente!

Não posso contar mais do que isso, embora desejasse faze-lo, pois quando a gente curte muito um filme, dá vontade de falar sem parar, não é?

Enfim. Vale a pena conferir, ainda mais depois de todos esses gif´s que eu coloquei no post só para aguçar a curiosidade. E preparem-se para ouvir excelentes músicas, já desejando – como eu – baixar a trilha sonora assim que saírem dos cinemas.

 

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Paranaense de coração, vivendo há 10 anos na conexão Rio/Niterói. Sou Relações Públicas, especialista em gestão de pessoas. Abraço a maternidade em tempo integral na minha jornada como mãe do @guri_feliz #aos9 e do @guri_valente #aos4. Fotógrafa nas horas livres e paparazzi dos filhos, também amo cinema, sou muito fã da cultura pop, quadrinhos e seriados de TV. Com Caio e Vicente inventamos muito #lazercomfilhos e artes de um modo geral! E se sobra tempo, a gente se joga nas viagens...

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