Qual a escola que queremos?

Segundo o último PNAD – Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, 98% das crianças de 6 a 14 anos estão matriculadas na escola. Mas infelizmente esse considerável índice de escolarização, não tem sido traduzido em índices de aprendizado, ao contrário, resultado da Prova Brasil mostra queda de aprendizagem ao longo do ensino fundamental (fonte).

Da minha experiência de mãe de três, que neste ano estão em fases escolares diferentes, todos em escola pública, o que percebo é que começa já com a diferença na infraestrutura oferecida (claro que partindo da minha realidade de escola em Guarulhos e em São Paulo). Enquanto no fundamental I os problemas giram em torno da falta de materiais e problemas com infraestrutura física (problemas no prédio, falta de material de apoio), nas series seguintes os problemas evoluem, passando também para a falta de pessoal e de professores habilitados. Aula vaga muitas vezes acaba virando regra, isso sem contar que a desvantagem da falta de laboratórios e muitas vezes, nem biblioteca de apoio.

Mais do que escolas, o que claro, é uma primeira conquista, precisamos também de uma educação de qualidade, essencial para que o País se desenvolva de forma mais justa e sustentável em todas as áreas, como a saúde, a segurança, a economia, o emprego, a renda e o meio ambiente. E este é o tema da campanha do Todos Pela Educação lançada hoje, 28 de abril, Dia da Educação:

De acordo com Camilla Salmazi, gerente de Mobilização e Comunicação do TPE, a Educação precisa ser entendida, de uma vez por todas, como a política mais estratégica para o desenvolvimento de cada um, da sociedade, do País. “O engajamento de todos – famílias, comunidades, empresários, meios de comunicação e poder público – é fundamental para colocar a Educação no centro das políticas públicas”, afirma. “Essa campanha tem como mote o Dia da Educação, mas não se encerra nessa data. Buscamos a colaboração do maior número de pessoas e meios de comunicação que se mostrem preocupados com o tema, para que possamos gerar a mobilização da sociedade”, complementa.

Agora, respondendo a pergunta que coloquei nesse título, particularmente quero uma escola que ofereça uma educação de qualidade, que não esteja focada em formar pessoas que só querem ser melhores que os outros, mas que busquem o melhor delas, e o melhor que podem oferecer para a sociedade, que incentive a formação de pessoas cidadãs.

“Por uma educação que nos ajude a pensar, e não que nos ensine a obedecer”

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Aline Kelly

Administradora, mãe de três, facilitadora em processos de interação e gestão de conhecimento em projetos de formação cidadã, direitos básicos e empreendedorismo. Em seu blog escreve sobre participação social, práticas sustentáveis e outros pensamentos aleatórios.

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