Dica de livro: Para educar crianças feministas

Para educar crianças feministas, um manifesto (uma livro baratinho da Companhia das Letras, vendido em brancas de jornal por 15 reais e gratuito na iBooks Store) é praticamente um manual com questionamentos e respostas sobre a educação infantil atrelada ao feminismo. Feito de 15 lições, o manifesto pode ser lido em uma sentada só. Alguns questionamentos são mais complexos, como esse que abre o livro, sobre a vida íntima de um casal. Outros, de fato, são mais simples, como brinquedos com as cores “de menino” e “de menina”, um ponto que já deveria ter sido superado.

Baixei-o no iphone e me ganhou no primeiro capítulo em que escreve para a amiga como educar a filha de modo que ela seja feminista:

“A primeira é a nossa premissa, a convicção rme e inabalável da qual partimos. Que premissa é essa? Nossa premissa feminista é: eu tenho valor. Eu tenho igualmente valor. Não “se”. Não “enquanto”. Eu tenho igualmente valor. E ponto final.”

E o livro tem formato de carta íntima, de uma conversa, não um discurso pronto.

(…) “quando uma amiga de infância — que cresceu e se tornou uma mulher bondosa, forte e inteligente — me perguntou o que devia fazer para criar sua lha como feminista, minha primeira reação foi pensar que eu não sabia.
Parecia uma tarefa imensa.”

Escrito no formato de uma carta da autora a uma amiga que acaba de se tornar mãe de uma menina, Para educar crianças feministas traz conselhos simples e precisos de como oferecer uma formação igualitária a todas as crianças, o que se inicia pela justa distribuição de tarefas entre pais e mães. E é por isso que este breve manifesto pode ser lido igualmente por homens e mulheres, pais de meninas e meninos. Partindo de sua experiência pessoal para mostrar o longo caminho que ainda temos a percorrer, a autora oferece uma leitura essencial para quem deseja preparar seus filhos para o mundo contemporâneo e contribuir para uma sociedade mais justa.

Ela tem uma formação acadêmica extraordinária:

Nascida na cidade de Enugu, Chimamanda Ngozi Adichie é a quarta de seis filhos de uma família Igbo na cidade universitária de Nsukka, no sudeste da Nigéria, onde a Universidade da Nigéria está situada. Seu pai James Nwoye Adichie era um professor de estatística na universidade, e sua mãe Graça Ifeoma foi a primeira secretária do sexo feminino da universidade. Estudou medicina e farmácia da Universidade da Nigéria por um ano e meio. Durante este período, ela editou The Compass, uma revista feita por estudantes de medicina da universidade católica. Com 19 anos, deixou a Nigéria e se mudou para os Estados Unidos para fazer outra faculdade. Depois de estudar comunicação e ciência política na Universidade de Drexel, na Filadélfia, foi transferida para Eastern Connecticut State University para viver mais perto de sua irmã, que tinha um consultório médico em Coventry. Ela recebeu um diploma de bacharel de Leste, onde se formou summa cum laude* em 2001. Em 2003, ela completou um mestrado em escrita criativa na Universidade Johns Hopkins. Em 2008, recebeu a titulação de Master of Arts em Estudos Africanos pela Universidade de Yale. Adichie era uma companheira Hodder na Universidade de Princeton, durante o ano letivo de 2005-06 . Em 2008, ela foi premiada com uma MacArthur Fellowship. Ela também foi premiada com uma bolsa em 2011-12 pelo Instituto Radcliffe de Estudos Avançados da Universidade de Harvard.

Adichie divide seu tempo entre a Nigéria, onde ensina oficinas de escrita, e nos Estados Unidos . Ela foi a primeira mulher a ser Chefe da Administração da Universidade da Nigéria.

Ouça a autora no TEDx explicando porque todos nós devemos ver feministas:

Este TEDx (Todos nós deveríamos ser feministas) foi incorporado na música “Flawless” da Beyoncé e ganhou com isso mais notariedade.

😉

*Summa Cum Laude (Com a Maior das Honras) representa a maior distinção e é o reconhecimento por obter a máxima qualificação possível em uma titulação universitária, especialmente nos níveis do mestrado ou doutorado. Corresponde aos graduados com um nível não menor de dezenove ou vinte pontos obtidos.
The following two tabs change content below.

Sam Shiraishi

Cristã, jornalista, mãe de Enzo, Giorgio e Manuela, casada com Guilherme. Paranaense que caiu de amores pela Mooca em 2005. Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena.

Comments

comments

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *