Pai não é coadjuvante da mãe, é seu complementar

Paternidade é uma função própria do pai, com direitos e obrigações familiares importantes. Pai não é coadjuvante da mãe, é seu complementar.

O texto que publico hoje não é meu. Trata-se de um trecho do livro Famílias de alta performance do mestre Içami Tiba. A obra, que complementa o querido Quem Ama, Educa!, comemorou os 40 anos de carreira profissional do psiquiatra, psicodramatista e educador.

#abreaspas

A mãe costuma pedir ajuda ao pai: Ajude aqui, por favor, fique um pouco com as crianças!

Ele acha que está apenas ajudando a mãe e não se sente fazendo a sua parte.

Muitos pais nada fazem enquanto suas mulheres não pedem.

Para os filhos não interessa se é a mãe que está muito ativa ou se o pai é muito passivo.

O que eles precisam é de pai e de mãe.

Neste ponto, alguns pais reclamam que suas mulheres os tratam como se fossem filhos.

Paternidade é a atitude de estar pronto a atender seus filhos, sem esperar que a mãe peça.

Um pai acomodado, além de não ser um bom exemplo na família, estimula o filho a explorar a mãe.

Numa família assim pode se estabelecer uma confusão entre pai acomodado/pai bonzinho e mãe ativa/mãe rabugenta – quando na realidade o pai é negligente e a mãe ativa é obrigada a cobrar as obrigações de todos.

Fica muito clara esta situação quando uma mãe reclama que ela é a “pãe” da família. Ela tenta preencher também as funções de pai, o que é quase impossível.

Há muitos homens, no entanto, que já assumem bem mais seu papel.

Muito longe de querer substituir a mãe, eles querem tomar parte na educação do filho.

Reparei em um passageiro que, em pleno voo, trocava as fraldas de seu bebê, que deveria ter um ano de idade.

A mãe não estava presente.

Um bebê cuidado pela mãe e pelo pai cresce com menos preconceitos e com menos machismo.

Aquela família parece estar desenvolvendo a Alta Performance.

P.S. Aquela família parecia a nossa!

The following two tabs change content below.

Sam Shiraishi

Paranaense, Jornalista, mãe de Enzo, Giorgio e Manuela. Mooquense de coração. Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena.

Latest posts by Sam Shiraishi (see all)

Comments

comments

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *