O que a psicologia diz sobre a tricotilomania nas crianças

Muita gente vê e acha até bonitinho aquela criança passando o fio de cabelo pelo rosto, pelo nariz ou pela boca, como se fizesse cócegas. Mas pode ser sinal de uma doença séria!

A tricotilomania é uma necessidade irresistível de puxar os cabelos do couro cabeludo, da sobrancelha e de outras partes do corpo. Puxar os cabelos da cabeça acaba deixando o couro cabeludo com falhas, que as pessoas que sofrem de tricotilomania normalmente se esforçam para disfarçar.

As pessoas normalmente começam a puxar os cabelos compulsivamente no início da adolescência, mas essa não é uma regra. Quando combinada com a depressão, a tricotilomania pode causar problemas de funcionamento em situações sociais e profissionais.

O nome lembra “tricô”, mas na verdade essa palavra cunhada pelo dermatologista francês Henri Hallopeau vem de trhix, do grego, que significa cabelo, e etillein, arrancar.

As áreas mais comuns para puxar cabelo são o couro cabeludo, cílios e sobrancelhas, mas pode envolver o cabelo em qualquer parte do corpo. Em crianças, a tricotilomania ocorre igualmente em meninos e meninas. Em adultos, é mais comum em mulheres do que em homens.

Deixamos aqui algumas dicas para os pais observarem nos seus filhos:

Reconheça os sinais físicos do transtorno.

Podem haver alguns sinais que entregam que uma pessoa pode estar sofrendo de tricotilomania, que podem incluir:

  • Perda notável de cabelos causada pelo arranchamento recorrente dos fios.
  • Áreas calvas no couro cabeludo ou em outras regiões do corpo.
  • Falhas nas sobrancelhas ou nos cílios.
  • Infecção nos folículos capilares.

Observe se apresenta outros problemas físicos compulsivos.

Algumas das pessoas que arrancam os cabelos também roem as unhas, chupam os dedos, chacoalham a cabeça ou arranham a própria pele.

Entenda que esse transtorno é uma forma de automutilação.

Não pense que esse comportamento é “normal”. A tricotilomania pode ser considerada uma forma de automutilação, mesmo que não seja tão comentada quando as outras formas. Esse pode se tornar um comportamento viciante e, com o tempo, será cada vez mais difícil interrompê-lo. Por isso é importante controlá-lo o mais cedo possível.

A psicóloga e escritora, Marilene Simão Kehdi, participou do programa Vida Melhor, da Rede Vida, e explicou sobre algumas psicopatologias, em destaque, tricotilomania e onicofagia crônica.

Leia também:

Diagnóstico precoce é essencial para tratamento de queda de cabelo em crianças

 

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Sam Shiraishi

Cristã, jornalista, mãe de Enzo, Giorgio e Manuela, casada com Guilherme. Paranaense que caiu de amores pela Mooca em 2005. Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena.

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