Seu filho sabe como agir em emergências?

Mês passado, um post da Sam no grupo Mãe Com Filhos me deixou abalada. A mãe de 28 anos foi vítima da asma durante a noite e só foi encontrada morta dois dias depois, enquanto seu filho de três anos ficou sozinho em casa tentando acordá-la.

De imediato, disparou em mim a recordação de uma amiga querida, que passou mal em casa com seu filho de quatro anos. Ela estava no banho quando teve um mal súbito, ficou caída no chão e paralisada, não conseguia nem balbuciar palavras para orientá-lo de como fazer uma ligação. Ambos desesperados. Graças a Deus, a ajuda chegou em algumas horas quando a irmã passou para visitá-la. Descobriu-se então um tumor e, infelizmente, após um ano de muito tratamento e sofrimento, ela faleceu.

Mas o questionamento que a Sam instigou, a partir da triste história do link compartilhado, foi sobre se orientamos nossos filhos para emergências. E não, eu nunca fiz isso.

Bateu a culpa por esta constatação… Meu filho tem seis anos, é inteligente e capaz de decorar números de telefone, por exemplo. Duas vezes na semana fica em casa sozinho com minha mãe e minha bebê de 7 meses – e se algo acontecer com minha mãe? Como ele reagiria? Eu nunca o orientei sobre o que fazer! Não sabe meu número de celular e nem sequer de como usar o interfone para o porteiro do prédio (vergonha!)

A única coisa que ele sabe, há algum tempo, é nosso endereço. E isso por iniciativa dele, que tem muito medo de se perder e queria saber como dizer onde mora.

Me apertou o coração imaginar o desespero que seria para uma criança não saber como agir. E a tarefa que me impus no final de semana seguinte ao ler a história, foi de conversar sobre este assunto com meu filho e começar a ensiná-lo como agir em emergências. Para saber ligar para meu celular, para o porteiro, para o pai, o avô, a polícia! Isso é um cuidado essencial e, também, proteção para nossos pequenos.

Ele decorou com uma rapidez incrível o meu número de celular, e agora gosta de ficar me ligando (rs). Também aprendeu como usar o interfone para ligar na portaria do prédio.

E conversando com outras mães amigas, a sugestão de deixar uma lista ao lado do telefone com os números para quem a criança pode ligar é bem útil também!

O que ensinar?

  • O número de telefones de emergências (Polícia 190 / Bombeiros 193 / SAMU 192).
  • O Número do telefone dos pais / dos avôs / ou qualquer outro adulto que possa socorrer ou prestar ajuda rápido na situação.
  • O endereço de casa.
  • Dependendo da idade, é sempre bom já ensinar como se locomover de metrô para chegar em casa.
  • Para os que sabem nadar, é importante orientar que NUNCA tente socorrer alguém que estiver se afogando – pois podem ser dois a precisar de ajuda. O ideal é gritar / pedir socorro para algum adulto próximo.

O medo pode paralisar as crianças em situação de emergência (coisa que acontece também com os adultos!) e, por isso, especialistas aconselham que elas contem até cinco, ou fechem os olhos e respirem. Isso vai ajudar a retomar o controle e pensar sobre o que fazer.

Esta dica está neste texto do blog Hypescience, que traz outras ideias interessantes do que os pais podem ensinar às crianças para ajudar a salvar vidas.

E você? Já pensou sobre isso? Tem dicas do que mais podemos ensinar para fortalecer nossas crianças? Compartilhe conosco!

Até mais!

Vivi

 

 

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Viviane Koyama

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