Ballet Clássico, Dança Aérea, Circo, Ginástica Rítmica… que aula de dança você escolheu?

Nesta manhã eu estava conversando com duas amigas mães de meninas mais velhas do que a minha filha e o assunto era como escolher as aulas de dança.

Dentre as meninas, a mais velha, de 11 anos, quer fazer Ballet, mas para melhorar sua postura para as aulas de Dança Aérea. A de 10 anos é super comportada e por isso mesmo optou por fazer Circo. E para a pequena, de (quase) 5 anos, a mãe procura uma aula de Ginástica Rítmica.

Minha filha já fez aulas experimentais de ballet e capoeira. Na volta, diz que gostou, mas não quer ir novamente. É na escola, depois da aula, então às vezes eu chego mais tarde nestes dias e pergunto: olha, as amigas estão lá, quer fazer de novo? Mas nada, ela não quer!

Eu fiz ginástica rítmica dos 8 aos 10 anos, mudei de cidade e entrei no ballet e jazz. Gostei de tudo. Faria Dança Aérea e Circo se tivesse na minha época!

Mas eu não faria nada cedo demais.

Coisa minha, acho que criança tem que brincar e ter tempo livre de sobra!

Quando for buscar uma atividade para minha filha #quase4 fazer a sério, considero o ballet uma possibilidade.

Uma das práticas mais comuns na infância, o ballet é uma atividade física que envolve a magia da dança e a disciplina exigida na prática de qualquer exercício. Por isso, é muito comum ser indicado para crianças pequenas e até adolescentes pelos benefícios para o corpo e mente.

Admito que gosto da postura de bailarina!

Acredito que o alongamento, conhecimento do próprio corpo e a força que ganhamos dançando, tudo é muito valioso para a criança na segunda infância.

O ballet é considerado um dos exercícios mais completos que existem, desenvolvendo habilidades motoras, equilíbrio e força.

E o ballet clássico? Faz bem?

Vejam o que diz Leandro Gregorut, ortopedista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo e especialista em Medicina do Esporte:

“O ballet na infância proporciona o desenvolvimento de um sentido chamado propriocepção, ou seja, a criança desenvolve a habilidade motora fina, o equilíbrio, a força dos membros inferiores e da coluna. Além do desenvolvimento da parte física, o ballet desenvolve e incentiva na criança a disciplina, concentração, força de vontade de atingir um objetivo e o “Estado de excelência”, pois os movimentos precisam ser perfeitos e bem executados.”

Os benefícios da prática se estendem na fase adulta com a disciplina e facilidade de concentração, além de um excelente alongamento, postura correta, força da musculatura lombar, abdominal e do CORE (musculatura que circunda a coluna).

Ao contrário do que muitos pensam, os benefícios desta prática advém de muito esforço físico.

Não é a toa que pesquisadores da Universidade de Hertfordshire, no Reino Unido, garantiram que o ballet clássico é um exercício ainda mais completo que a natação. No estudo, eles compararam o desempenho de membros da academia Royal Ballet com o de nadadores da seleção olímpica britânica e os bailarinos apresentaram melhores resultados em sete das dez medidas de condicionamento físico analisadas, como equilíbrio psicológico, flexibilidade e equilíbrio corporal.

Além das vantagens para a saúde física, o Ballet proporciona ainda contato com a arte e música clássica, histórias, cenários e figurinos, com isso a criança ainda passa a trabalhar sua imaginação e a criatividade.

Vejam este ballet criativo que legal:

‘Os exercícios desenvolvem também a musicalidade, algo essencial na vida de uma bailarina. Isso é uma oportunidade de enriquecimento e formação cultural.

Bom, mas isso já é papo para nossa colunista de música, a Raquel Braga, né?

Para fechar, deixo com vocês este vídeo que achei no canal de Raissa Bernardes Testa mostrando um pouco da Dança Aérea que comentei no começo do texto.

E um duelo de ginastas para mostrar que a dança tem que ser um pouco brincadeira de criança:

(sem bem que no canal da Gigi Davila tem dicas para quem quer levar a sério!)

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Sam Shiraishi

Cristã, jornalista, mãe de Enzo, Giorgio e Manuela, casada com Guilherme. Paranaense que caiu de amores pela Mooca em 2005. Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena.

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