5 mitos sobre a obesidade infantil

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 41 milhões de crianças menores de 5 anos apresentam excesso de peso (que seria sobrepeso ou obesidade). Os números estão no relatório “Pelo Fim da Obesidade Infantil” (Ending Childhood Obesity), de 2016. Segundo o documento, nos últimos 25 anos a prevalência de sobrepeso saltou de 31 milhões (4,8%) para 41 milhões (6,1%) de crianças.

Diante desses números, a nutricionista e consultora da Associação Brasileira de Laticínios (Viva Lácteos), Ana Paula Del´Arco, desvenda 5 mitos sobre a obesidade infantil e como a alimentação adequada e rica em lácteos pode ser a chave para um desenvolvimento saudável.

1- Se uma criança já gosta de beber leite não preciso incentivar esse hábito.

Mito.

Durante a “fase láctea” a criança tem um apego emocional com o momento de “tomar o leite”, que ocorre ao acordar e na hora de ir dormir, como um ritual que precisa prevalecer. Após esta fase, dependendo do incentivo dos pais, as crianças passam a não querer mais este momento de “tomar o leite”, com toda esta carga de significado, pois remete à caracterização da criança como bebê, rompendo este estigma. Neste momento, se não houver incentivo a criança pode migrar do leite para as bebidas açucaradas (sucos, refrigerantes e outras não tão saudáveis).

2- Se uma criança está na “fase láctea” devo me preocupar com o aumento de peso, pois o leite engorda.

Mito.

Na verdade, os lácteos ajudam na prevenção do ganho de peso desordenado. Uma revisão de 10 estudos sobre o tema, publicados com 3 anos de seguimento em média e envolvendo 46 mil crianças e adolescentes, verificou que aquelas com maior consumo de lácteos estavam 38% menos propensas a ter excesso de peso na infância. Ainda, este estudo verificou que pode haver redução do risco de sobrepeso e obesidade em 13%, com o aumento do consumo de 1 porção de lácteo ao dia. O desenvolvimento de hábitos saudáveis engloba uma alimentação saudável, qualidade de sono adequada e prática suficiente de atividade física na infância. Esta revisão de estudos foi realizada em 2016 pelo Departamento de Nutrição Clínica do Hospital Xin Hua Hospital, Faculdade de Medicina de Xangai e a Jiao Tong University em Xangai, China.

3- Se sou obeso, meu filho também será. É a genética. 

Mito.

De fato pais obesos incorrem em grandes chances de terem filhos obesos, mas não por fatores genéticos e sim por fatores comportamentais. Apenas 5% dos casos de obesidade são genéticos, em torno de 10% de causas hormonais, que são tratáveis, e o restante derivados de maus hábitos de vida, sejam alimentares e/ou de atividade física. É importante que os pais deem o exemplo de alimentação saudável e prática de exercícios.

4- Meu filho não gosta de tomar café da manhã, por isso faço um almoço reforçado para resolver o problema.

Mito.

Atualmente é comum observarmos uma omissão de refeições na alimentação da criança, em especial o café da manhã. No entanto, salientamos sua importância, é uma prática que deve ser incentivada bem como o consumo de frutas, hortaliças e lácteos, alimentos estes que deixam de ser consumidos pelas crianças quando não incentivados pelos pais.

5- Meu filho está um pouco além do peso, mas vou me preocupar com isso quando ele for mais velho.

Mito.

A obesidade não é uma questão de estética pois traz graves problemas. Desde doenças cardiovasculares, renais, gastrointestinais até distúrbios psicológicos como depressão e distúrbios alimentares. Pais devem ficar atentos e fazer acompanhamento médico para que tenham alimentação equilibrada e um crescimento saudável.

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Sam Shiraishi

Paranaense, Jornalista, mãe de Enzo, Giorgio e Manuela. Mooquense de coração. Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena.

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