Virei um gato! Sessão de pipoca com as crianças.

Há algumas semanas, inesperadamente, o filme Virei um Gato, estrelado por Kevin Space e Jennifer Garner, virou uma paixão aqui em casa. Assisti com os meninos ainda nas férias de verão, à toa nas tardes quentes em que alguns “cariocas com o pezinho lá no sul” precisam se refugiar do calor no aconchego do ar condicionado… Enfim, sobre toda a louca concepção de que uma pessoa poderia virar um animal de estimação, mais precisamente um gato, as chances do filme seduzir as crianças estão no acerto de terem escolhido um pai para sê-lo.

Já reconheceu o enredo? Talvez vocês já tenham assistido, porque esse foi um filme de 2016 há bastante tempo disponível no Netflix, mas caso não tenham visto, é uma boa sugestão para famílias, incluindo crianças pequenas (na companhia de um adulto).

O enredo.

Tom Brand (Kevin Spacey) é um pai de família focado demais em sua carreira e trabalho. Ao estilo poderoso e arrogante empresário, está obcecado com a ideia de construir o maior arranha-céu da América do Norte. O problema é que seu atual empreendimento, em construção em Nova York, sofre a concorrência de um prédio sediado em Chicago, que pode receber uma antena no teto apenas para superar a disputa. Paralelamente, Tom precisa comprar um presente para sua filha, Rebeca (Malina Weissman), já que o aniversário dela se aproxima e a filha sente muito sua ausência, sempre preenchida por presentes esdrúxulos, dando sinais de que a filha entende muito bem a expressão #menospresentemaispresença. A garota, há anos,  pede um gato, mas Tom se recusa a comprá-lo porque odeia o animal. Sem encontrar outra alternativa, ele acaba indo na estranha loja de Felix Perkins (Christopher Walkins), um encantador de gatos que lhe vende o Sr. Bola de Pêlos, um gato adulto. Entretanto, uma disputa dentro de sua própria empresa faz com que Tom sofra um acidente e, repentinamente, tenha sua consciência transferida para o gato recém-comprado.

Nem nos melhores episódios de Super Gemeos “ativar”, teríamos tido essa ideia, mas talvez a direção do filme tenha seguido qualquer coisa próxima às mil e uma possibilidades da máquina de Zoltar, em “Quero ser grande”, filme sensação das crianças, no início da carreira de Tom Hanks. Lembram desse?! Contracenando com Sigourney Weaver, seu eu adolescente fora transferido para o corpo de um adulto, passando a experimentar fortes emoções.

Nostalgias a parte, voltamos para Tom Brand e sua vida de gato. O enredo não tem grandes lições de moral ou muita lógica, mas para os pais é um passatempo e senti que para as crianças é uma diversão trabalhada nas possibilidades do imaginaria infantil… E “se” a gente nascesse como gato e pensamento de pessoa! E “se” o gato soubesse escrever e pudesse ser tão inteligente como o Sr. Peabody? E “se” ninguém descobrisse que o gato era o pai, mas a menina soubesse e eles conversassem escondido toda noite? E “se” você pudesse ser um bicho também, sempre que quisesse?

A criatividade fica solta, livre pelo ar e muitas reflexões ganham corpo a partir dos desejos e das referências que cada criança traz sobre o seu dia a dia e seu mundinho particular.

Então indicamos o filme porque ele tem esse lado lúdico e diverte, resgatando aqui e ali o contexto familiar atual em que surgem esposa e ex convivendo como amigas, filhos de casamentos diferentes, valores como convivência e ausência bem ilustrados, ambição e deslealdade de forma condenável, motivação, frustração, ansiedade, perdas… tudo aparece de modo superficial, mas possível de criar um diálogo. Digo isso porque sempre que assistimos um filme – os meninos e eu – aproveito para falar sobre a conduta e consequencia das escolhas dos personagens. Funciona muito bem por aqui.

Mas já falei demais.

Busquem lá no seu canal de filmes da TV a cabo ou no “cardápio cada vez mais rico” do Netflix e assistam: “Virei um gato”.

 

E, se for o caso, chamem seus pets. Os companheirinhos devem adorar um chamego na hora do #cinemaemcasa 🎞

Por aqui nem cachorro e nem gatos, embora os pets sejam uma paixão e gatinhos tenham sido solicitados entre os pequenos guris Stica, por enquanto eles continuam na loja… aí vem um filme assim e a paixão só aumenta.

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Paranaense de coração, vivendo há 10 anos na conexão Rio/Niterói. Sou Relações Públicas, especialista em gestão de pessoas. Abraço a maternidade em tempo integral na minha jornada como mãe do @guri_feliz #aos9 e do @guri_valente #aos4. Fotógrafa nas horas livres e paparazzi dos filhos, também amo cinema, sou muito fã da cultura pop, quadrinhos e seriados de TV. Com Caio e Vicente inventamos muito #lazercomfilhos e artes de um modo geral! E se sobra tempo, a gente se joga nas viagens...

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