Sobre o engajamento social de Ed Sheeran – Comic Relief

Certa vez eu li algo referente a alguma celebridade, uma personalidade da televisão a quem nos acostumamos a assistir nas novelas, mas já não lembro exatamente o nome. A atriz dizia que “não é um favor apoiar causas sociais ou ajudar a divulgar campanhas de quem precisa de apoio, mas uma obrigação”. Eu diria que é um gesto de amor. O exercício da empatia, seja você homem ou mulher, adulto ou criança, denota quem você é e quais são os seus valores. Saber colocar-se no lugar do outro não é uma prática comum, ainda mais neste mundo de concorrências e deslealdades em que vivemos e, por certo, colocar-se diante das dificuldades que órfãos enfrentam diariamente ou das quais pais e responsáveis legais por crianças doentes são confrontados, serve não só como um apoio a quem precisa, mas um exemplo a ser seguido.

Há algumas semanas eu acompanho, à distância, o trabalho que a atriz Daniele Suzuki realiza com refugiados da Síria em solo brasileiro e quero voltar a falar disso mais tarde, em outro post, pois o assunto me interessa, mas acima de tudo diz respeito a pessoas que podem ser apoiadas por nós, cidadãos brasileiros. Hoje, prometo, vou me ater a essa divulgação de um material muito especial que envolve o músico britânico Ed Sheeran, de quem admiro o trabalho e por quem senti grande respeito. Sheeran esteve numa favela na Libéria, país do oeste da África para um trabalho do Comic Relief, organização inglesa que usa a comédia para lutar contra a desigualdade no mundo.

Sheeran relatou sua experiência ao jornal The Sun e contou do período emocionante que passou ao lado do jovem órfão JD, garoto de 16 mas com porte físico de 11 anos que vive abandonado nas ruas do local. Sheeran disse ter ficado extremamente emocionado ao ouvir a história do garoto. Que foi abandonado pelo pai ainda bebê, viu a mãe morrer vítima de Ebola e foi deixado nas ruas há seis meses pela tia responsável por sua criação.

“Enquanto eu dirijo para baixo nas ruas apertadas cheias de comida podre e lixo, as vielas ficam tão estreitas que é difícil caminhar sem bater nos barracos imundos preso em cada polegada de espaço disponível. A temperatura quase atingiu 30°C e é completamente sufocante. Onde quer que eu olhe, as pessoas estão vivendo na miséria. Disseram-me que há cerca de 75.000 pessoas aqui sem saneamento ou água limpa. Quando eu penso que não pode ficar pior, o assistente social local deixa cair a bomba: as crianças que vivem nestas condições terríveis são realmente os sortudos”.

Foto/divulgação: Comic Relief #rednoseday2017 –  Ed Sheeran na Libéria, África

“Já era bastante ruim imaginar que JD tivesse de se defender sozinho para conseguir comida e um lugar para ficar, mas nenhum menino deveria ter que se preocupar em ser acordado no meio da noite com uma faca na cara”.

Foto/divulgação: Comic Relief #rednoseday2017

Se o objetivo da participação de personalidades em eventos e campanhas como esta é chamar o público comum à reflexão, que continuem tendo êxito e que a exemplo desse trabalho social, nós cidadãos comuns, possamos nos mobilizar e passar a enxergar as necessidades urgentes próximas a nós. Com os donativos recebidos, através de organizações e pessoas anônimas, é realizado o trabalho de resgate de crianças em situação de risco, trabalhos educacionais, campanhas contra a violência doméstica e sexual, campanhas contra a malária e as doenças de fundo psicológico, entre outras.

Vejam que interessante. A organização Comic Relief, responsável por esse trabalho publicitário no qual Ed Sheeran e inúmeros outros artistas internacionalmente conhecidos estão envolvidos, usa diferentes ferramentas para adentrar os diversos espaços da sociedade britânica e sensibilizar seus cidadãos, incluindo crianças e o ambiente escolar. O vídeo abaixo, por exemplo, traz uma canção para ser trabalhada nas escolas neste ano de 2017, para o “dia do nariz vermelho”, celebrado hoje, no Reino Unido. E disponibilizam os recursos, incluindo a folha de letras, partituras, áudio, faixa de apoio e vídeo musical. 

Nesta campanha, na vertente britânica, que traz o apoio da Rede BBC News, há também um site* específico para promover essa interação com os pequenos cidadãos. 

A campanha Dia do Nariz Vermelho foi criada na década de 80, pela Organização Internacional Comic Relief, sob o nome de Red Nose Day. Hoje, a campanha é realizada em vários países do mundo, como: Áustria, Portugal, Austrália, Itália, Reino Unido, França e Inglaterra (podendo variar este nome em cada um dos países de acordo com a linguagem local). A campanha acontece a cada 2 anos e recebe o apoio de muitos influenciadores ao redor do mundo.

Brasil

No ano de 2011 um grupo de voluntários, através de diversas pesquisas, notou a importância de se realizar esta campanha sociocultural também no Brasil. Nominados de “Eu Acredito em Palhaço”, este grupo lançou aqui o “Dia do Nariz Vermelho”; e desde então, ambos são responsável pela produção e execução do mesmo. Saiba mais sobre eles na página do Facebook*

E eu fico pensando em como poderíamos, aqui no Brasil, atuar em prol de campanhas mais específicas como esta? Como sensibilizar diferentes nichos sociais, a começar pelas escolas, por um bem maior? Pensando nas carências da coletividade. Seria algo tão especial e valioso…

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Paranaense de coração, vivendo há 10 anos na conexão Rio/Niterói. Sou Relações Públicas, especialista em gestão de pessoas. Abraço a maternidade em tempo integral na minha jornada como mãe do @guri_feliz #aos9 e do @guri_valente #aos4. Fotógrafa nas horas livres e paparazzi dos filhos, também amo cinema, sou muito fã da cultura pop, quadrinhos e seriados de TV. Com Caio e Vicente inventamos muito #lazercomfilhos e artes de um modo geral! E se sobra tempo, a gente se joga nas viagens...

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