Sobre o Dia Internacional das Mulheres!

Amanhã se comemora o Dia Internacional da Mulher, um dia de muitas lutas, inspirado em batalhas por direitos, ou, trocando em miúdos, pelo direito de existir no mundo.

Este post poderia continuar contando esta história em detalhes, há muito o que resgatar e ainda por dizer sobre isso.

Ou poderia fazer homenagens, falar em empoderamento, sororidade, empatia.

Ou ainda falar em misoginia e da luta árdua e diária por um mínimo de respeito, muitas vezes negado no nosso dia a dia, tanto no nosso círculo restrito, ou de maneira macro, envolvendo o mundo e a sociedade como um todo.

Poderia até publicar flores…

Luiza diante de uma árvore centenária, no Jardim Botânico do Rio (acervo pessoal)

Peço a você que está lendo este texto hoje, que imagine a seguinte situação: você está trabalhando, concentrada, numa atividade qualquer, redigindo um relatório, fechando contas, qualquer coisa que lhe exija um pouco de dedicação. Em dado momento pessoas ao seu lado, ou na sala ao lado, começam uma conversa e seu fluxo de pensamentos é interrompido por uns instantes e, mesmo sem desejar, você começa a prestar atenção mais à conversa do que ao trabalho. Imaginou?

Amanhã, de todos os lados, especialmente neste mundo da internet, vão pipocar mensagens de todos os tipos. Umas que vão te cair como uma luva. Outras que vão te despertar revolta. Pode ser que você ganhe flores por onde passar e as pessoas, outras mulheres e alguns homens também, vão te enviar mensagens te parabenizando pelo seu dia.

Convido você a juntar toda a informação, conhecimento, homenagens, e guardar para mais tarde.

Lembra da cena descrita ali em cima? Como é possível terminar sua atividade, estando mais atenta aos ruídos externos do que ao que precisa executar? Como é possível dedicar-se a fazer qualquer coisa, a quebrar paradigmas, provocar mudanças, deixando os ecos de fora serem mais altos do que o que vai dentro de você?

Minha mensagem hoje, para o dia de amanhã e para todos os dias do ano, da vida é esta:

Mulher, sua força, seu poder, seu espaço, começam dentro de você! É ali, bem dentro, seu ponto de partida para qualquer mudança. Se o tudo te parece confuso, se o “respeito” que recebe não condiz com o que você merece, se suas conquistas ainda são distantes dos sonhos que você tem, então pare! Olhe para dentro de você! Embarque nesta viagem para conhecer melhor quem você é e isto vai te contar qual é o seu lugar no mundo.

Se você tem dúvidas sobre suas crenças, então pegue todas as informações, conhecimentos, homenagens, tudo o que você já leu e ouviu até hoje, disponha tudo diante de si em busca do que entra em consonância com quem você é de verdade.

Se ainda assim estiver complicado, nebuloso, permita-se romper com as velhas formas e dar-se a chance de olhar tudo de outros ângulos. Questione-se, desconfie do óbvio, suas melhores respostas estão dentro de você!

E olha, não se deixe enganar: somos uma classe! Você pode ser e pensar diferente da sua mãe, da sua prima, da sua vizinha, da moça da padaria, mas isto não as torna inimigas, não, de modo algum! Somos todas mulheres e todas nós podemos ser a mudança que desejamos para o mundo.

Deixo aqui minha homenagem e admiração sincera por todas que lutaram antes de nós, que sofreram, que perderam suas vidas para que chegássemos até aqui. E as convido para a luta, somos o presente e estamos construindo um mundo melhor para nós mesmas, nossas filhas e todas as filhas que ainda vão nascer. Estamos juntas!

Parabéns a todas nós, todos os dias! Feliz Dia Internacional das Mulheres! Um abraço bem grande meu e do time @maecomfilhos!

 

P.S. A imagem do post é daqui.

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Nivia Gonçalves Masutti, Psicóloga, Psicoterapeuta Existencial, com experiência em Saúde Pública e Saúde Mental e em Recursos Humanos. Deixou o serviço público e mais tarde, a vida corporativa, ao perceber que, mesmo sendo apaixonada pela correria do trabalho, a maternidade é a sua melhor parte. Mãe de primeira e de segunda viagem, da Luiza e do Guilherme, depois de muitas rupturas e recomeços, encontrou na Psicologia da maternidade, um jeito novo de conciliar as coisas que mais ama: a Psicologia e os filhos. Apaixonada pelos processos de crescimento e transformação do ser humano e pela força dos grupos, atua hoje com atendimentos clínicos individuais, coordena um grupo de pós parto, o Grupo de "Powerpério", na Lumos Cultural, e ainda encontra energia para juntar na sua prática profissional outra paixão: fazer pães, usando o processo de fabricação dos mesmos como metáfora para explicar os caminhos de transformação pessoal.

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