Seriam as mães as verdadeiras heroínas?

Dias atrás, meu filho #aos9 assistia a um episódio do seriado The Flash (transmitido pela Warner Channel) e me perguntava “por que razão os super-heróis não podem ser felizes?” e a despeito dessa pergunta pensei no assunto por dias e dias.

Nas representações da vida de super-heróis seja em HQ’s ou adaptações para cinema e televisão, as adversidades são frequentes e com grande intensidade. Eles combatem o mal, vencem adversários, alcançam resultados que lhes trazem notoriedade e novas expectativas sobre alcance e capacidade, mas ao final do dia fica àquele olhar de frustração por ter deixado algo ou alguém escapar… Dito isso, ainda não fui capaz de dar uma boa explicação ao filhote.

Com #aos4 eu passei um sufoco na piscina recentemente, quando o pequeno pulou da borda para a água, em meio às raias que dividem a área de natação e, no tumulto de outras crianças não cheguei nele a tempo. Foram menos de 10 segundos (ele prendeu a respiração, graças) e eu o agarrei pelo cabelo e pela camiseta. Retirei-o da água e ele estava assustado, arroxeado. Susto pra mãe, para os amigos e àquele olhar do filho que diz e paga tudo: “mamãe, minha heroína”. Em casa conversamos sobre o acontecido e ele justificava a situação reforçando que mamãe o salvou (o que enchia meu coração de orgulho), mas na verdade nós mães, embora lutadoras e leoas, não somos heroínas. Não como imaginam os filhos, como projetam em suas cabecinhas criativas.

Quando eles crescem e chegam à adolescência, os filhos não deixam de sonhar. Atualmente, com tantas apologias à cultura nerd e tanto espaço oferecido a personalidades com o rótulo de nerds famosos, hackers revolucionando o mundo e transformando mercados, youtubers se tornando da noite para o dia celebridades maiores do que as da TV, o que a gente encara é o desafio de mostrar que não precisam de atos heróicos (como derrubar o site do FBI!) ou ter “um milhão de amigos” (ops, seguidores) para serem felizes e realizados.

O céu é o limite?

Sim! Mas para chegar lá, tem uma “starway to heaven”. O salto do Hulk que o faz alcançar prédios altos em NY tem um preço alto para o Bruce Banner, os poderes do Superman o deixam solitário e carente e até a parafernália tecnológica de Bruce Wayne e Tony Stark os deixam em estado de vigília absurda e de estresse tecnológico.

Dosar tudo isso é um desafio e tanto que eu acredito que faz de nós, mães nerds, quase super heroínas!

*Por Tiffany Stica (mãe de Caio, 9 e Vicente, 4) e
Sam Shiraishi (mãe de Enzo, 16, Giorgio, 14 e Manuela, 3).

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Paranaense de coração, vivendo há 10 anos na conexão Rio/Niterói. Sou Relações Públicas, especialista em gestão de pessoas. Abraço a maternidade em tempo integral na minha jornada como mãe do @guri_feliz #aos9 e do @guri_valente #aos4. Fotógrafa nas horas livres e paparazzi dos filhos, também amo cinema, sou muito fã da cultura pop, quadrinhos e seriados de TV. Com Caio e Vicente inventamos muito #lazercomfilhos e artes de um modo geral! E se sobra tempo, a gente se joga nas viagens...

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One Reply to “Seriam as mães as verdadeiras heroínas?”

  1. Realmente, as considerações são instigantes, mas na minha opinião não é verdade que as mães não sejam heroínas. Elas o são sim. São o melhor de si, esquecem de si mesmas e não consideram os riscos que elas próprias se expõem, estão sempre prontas até mesmo ao maior sacrifício pelo bem do seu, ou dos seus filhos. Moídas de cansaço, não se negam a buscar do fundo do seu ser um último laivo de energia, para acudir, acolher o seu rebento.
    Quantas histórias sabemos das heroínas anônimas que dão o seu sangue para que o seu filho possa ascender, crescer, se realizar e acima de tudo, o amor as leva a ficar de joelhos diante de Deus, para que seus filhos estejam em pé.
    Abençoadas sejam as heroínas, mulheres maravilha que dão vida e vivificam. Benditas sejam as mães.

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