OMG! Piolho na escola!

 

Ontem a Sara escreveu sobre pulgas e outros problemas que o Billy, cãozinho dela, passou a ter quando começou a passear na rua e se meter no mato. A gente não quer que os animais de casa tenham problemas assim e acha que são coisa de gente relaxada, mas a verdade é que faz parte!

Na hora lembrei da cara das mães de colegas da minha filha quando eu falei na reunião de pais sobre as crianças terem piolho. Nenhuma delas teve, mas a verdade é que, como tenho 3 filhos, já sei que basta uma cabecinha coçando (geralmente na volta das férias, quando um ou outro colega vai para um hotel fazenda ou mesmo o sítio de um parente) e pronto, a escola fica em polvorosa!

E os pais, Jesus, entram em desespero!

Muita calma nesta hora! Não precisa arrancar os seus cabelos nem raspar o dos meninos!

É muito comum as crianças pegarem piolhos e o número de casos aumenta nos períodos mais frios do ano. Isso tem a ver com o fato de que elas passam mais tempo em ambientes fechados e mais próximas umas das outras, facilitando o contágio. Ao contrário do que alguns pensam, não tem a ver com o fato de lavarmos menos o cabelo no inverno, porque piolho gosta de couro cabeludo limpo.

Saiba um pouco deste carinha que aparece muito no inverno:

  • O piolho passa de uma cabeça para outra pelo contato direto entre os fios de cabelo: basta um abraço apertado entre os amiguinhos, uma troca de bonés, gorros ou presilhas.
  • Cada piolho pode viver até dois meses na cabeça e, nesse período, botar até 300 ovos.
  • A criança infectada precisa ser tratada o quanto antes, tanto para evitar a contaminação de outras pessoas como para aliviar a coceira no couro cabeludo, principal sintoma da presença de piolhos. Coceira na nuca ou atrás das orelhas também são comuns.

Tratamento e cuidados:

  • O tratamento mais comum é com xampus ou loções aplicadas diretamente sobre o couro cabeludo. Esses produtos devem ser aplicados por um ou dois dias e precisam ficar cerca de 15 minutos no cabelo.
  • Junto com o remédio, costuma ser indicado que os pais passem um pente fino no cabelo da criança. Isso porque o maior problema do piolho são os ovos que eles colocam na raiz do cabelo (conhecidos como lêndeas). Eles são responsáveis por parte da coceira que a criança sente e darão origem a novos insetos. O pente fino ajuda a remover as lêndeas.
  • Caso os adultos também sejam contaminados, o tratamento é o mesmo – loção de uso tópico e, se for o caso, medicamento de uso oral. E não estranhe se o seu filho reclamar que a cabeça está ardendo um pouquinho com a aplicação do remédio. Com a coceira, o couro cabeludo pode ficar ferido.
  • Como o piolho pode viver até dois dias fora da cabeça, vale colocar as roupas, toalhas e lençóis para lavar.

Se a criança já estiver sendo tratada, ela pode ir para a escola normalmente. É importante, no entanto, avisar a professora ou a pessoa responsável pela classe para que a diretoria da escola envie um comunicado alertando os outros pais sobre a incidência de piolhos.

E uma dica valiosa que era o papo que comecei na reunião de pais: procure não compartilhar objetos pessoais, como bonés, pentes e escovas de cabelo, roupas de cama e elástico de cabelo com outras pessoas. Se for necessário, use água quente para fazer a higienização dos objetos. Se sua filha for do tipo vaidosa, que gosta de se arrumar durante o horário de aula, envie sempre um kit com objetos pessoais para ela na mochila e estimule as mães de outras colegas a fazerem o mesmo.

(Com informações da revista Crescer e Pais & Filhos)

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Sam Shiraishi

Cristã, jornalista, mãe de Enzo, Giorgio e Manuela, casada com Guilherme. Paranaense que caiu de amores pela Mooca em 2005. Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena.

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