Mentira tem perna curta em lições de moral infantis

Dias atrás, #aos9 trouxe para casa uma proposta de redação que demandava refletir e esmiuçar o tema “mentira tem perna curta”. O ditado popular que há muito eu já conhecia, por incrível que pareça, não costuma ser proferido aqui em casa, uma vez que com o pequenino adotamos um discurso bastante objetivo e com o mais velho, temos uma conversa bem tranquila e até hoje ele nunca nos deu nenhum “susto” em faltar com a verdade. Então, diante da expressão, fomos explicar que uma pessoa com a perna mais curta que outra, mais alta, seria menos rápida e alcançaria menor distância numa corrida, por exemplo. Se estivesse presa na areia movediça ou na lama, perderia o ar mais rapidamente do que uma mais alta que ela… enfim. Pela lógica, outros argumentos e posições influenciariam, mas só estávamos tentando falar do sentido figurado das “pernas curtas”. Feito isso, adentramos no mais importante, a verdade sempre. Faltar com a verdade no momento de narrar um episódio real ou faltar com a sua palavra de honra quando algo está em jogo é mais grave e importante do que uma simples mentirinha possa justificar e é importante que as crianças apreendam esse conceito desde cedo.

Valores morais que se estabelecem desde a infância ajudam a moldar o caráter e definir atitudes que as crianças levarão por toda a vida, inclusive quando forem adultos atuantes em sua comunidade. Ser valoroso é agir adequadamente e com critérios, respeitando a moral daquele ambiente do qual faz parte. E essa moral nada mais é do que o conjunto de princípios morais (virtude, honestidade, lealdade, reciprocidade, etc.) que norteiam a conduta e o pensamento de uma pessoa e sua relação com a sociedade em que vive. 

Voltando à redação escolar, perguntei ao meu filho se ele achava que contar mentiras seria algo feio ou bonito. Ele foi taxativo ao responder, mostrando certa irritação pela pergunta: – Errado, mãe, é logico! 

Então, muito feliz, eu sugeri a ele que tentasse lembrar de alguma história vivida por nós ou até de um desenho/filme em que os personagens já tivessem trazido à tona essa discussão. O quanto uma mentirinha inocente poderia trazer de prejuízo para quem a aplicasse. Fiquei surpresa e feliz quando ele sugeriu uma história do Chico Bento e Zé Lelé, personagens da Turma da Monica, que vimos juntos, anos atrás. O episódio “Óia a onça” tinha causado mais efeito do que eu imaginava e Maurício de Souza, novamente, deu uma ajudinha aqui pra mamãe. Abaixo eu disponibilizo o material que é curto e riquíssimo. Direto do túnel do tempo…

O interessante na redação do meu filho, que por sinal, ele entregará hoje na escola, é que seu protagonista vivencia o “erro” de abusar da boa fé das pessoas e em seguida, passa pela “consequência” de ter mentido. Gostei tanto da problemática e da maneira sucinta como ele escreveu que, depois, falamos sobre vários contextos parecidos e incluímos inúmeros personagens do cinema nestas nossas histórias hipotéticas. Foi bom. Aguça a criatividade e estimula a fantasia. Aliás, ler faz isso com as crianças… e crianças que gostam de ler, certamente gostarão de escrever também.

Como ilustração, fica a redação do filhote que, a cada dia, apresenta uma letra mais bonita e enorme dedicação neste que está sendo um quarto ano puxado, mas também a realização de um sonho pra ele!

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Paranaense de coração, vivendo há 10 anos na conexão Rio/Niterói. Sou Relações Públicas, especialista em gestão de pessoas. Abraço a maternidade em tempo integral na minha jornada como mãe do @guri_feliz #aos9 e do @guri_valente #aos4. Fotógrafa nas horas livres e paparazzi dos filhos, também amo cinema, sou muito fã da cultura pop, quadrinhos e seriados de TV. Com Caio e Vicente inventamos muito #lazercomfilhos e artes de um modo geral! E se sobra tempo, a gente se joga nas viagens...

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