Logan é mais do que alguns fãs poderiam aguentar. O Triste adeus do eterno Wolverine.

Na última sexta-feira, 03 de março, sentamos numa das salas de cinema do Reserva Cultural de Niterói, meu marido e eu. Ele tinha em mente um filme de ação, alguma “balela” emocional e alguma curiosidade indiferente ao tempo de existência do personagem central do filme. Eu tinha um coração apaixonado pelo Wolverine moldado e interpretado por Hugh Jackman, com muita expectativa sobre a despedida e uma grande melancolia, afinal, tratava-se de uma despedida.

A despedida do ator ao papel que o consagrou, mesmo tratando-se de uma morte anunciada, é algo difícil de digerir e quadro a quadro, difícil de aceitar. Há momentos do filme em que “um fio de esperança surge em balões como os de tirinhas” tentando idealizar como seria SE Wolverine não fosse de fato morrer até o final daquele filme.

Mas o pesar, embora exista, deve dar crédito ao trabalho magistral feito pelo diretor James Mangold e equipe de produção. Eles em paralelo aos pitacos e intenções do próprio Jackman que norteou cada etapa desse filme de encerramento.

“Logan”, o longa que custou cerca de US$ 97 milhões e que marca a última aparição de Hugh Jackman como Wolverine após 17 anos interpretando o papel, levou mais de 1,6 milhão de espectadores aos cinemas em seu primeiro fim de semana de exibição no Brasil. Com faturamento de R$ 25,5 milhões, a produção teve a estreia mais bem-sucedida de 2017 até agora, segundo dados da empresa de monitoramento ComScore.

(Fonte: portal G1)

Concordem comigo ou não, esse filme está bom demais para não ser visto por todo o mundo. Fãs de quadrinhos que já “suspeitavam” do homem com fortes emoções por baixo do esqueleto de adamantium irão visualizar que, sim, Logan também é gente como a gente. Ele se cansa, sofre, sonha, peleja e se frustra.

Aliás, deve ser por causa deste novo cenário – humano e pesaroso – que tanto sentimos empatia pelo Wolverine. O mutante capaz de se regenerar, capaz de alcançar a cura, foi obrigado a tirar a vida da única mulher que amou, vivendo assombrado pelas memórias de Jean. Perdeu amigos e se desencontrou de toda e qualquer paz de espírito que pudesse desejar. Na despedida de Hugh Jackman, a alma de Wolverine está ainda melhor.

Contando com a “ajuda” de Patrick Stewart como Professor Charles Xavier, também numa despedida melancólica e ainda, com Boyd Holbrook interpretando o vilão de mão mecânica Donald Pierce e Sienna Novikov como a ativa, temperamental e combatente Laura Kinney, Hugh Jackman só poderia ter mesmo encerrado em grande estilo.

A crítica e os especialistas irão tecer todos os comentários e esmiuçar toda e qualquer falha e acerto da produção, mas para nós, fãs, que crescemos rindo e copiando os trejeitos de Logan, fazendo sibilar em eco os “kichins” de suas garras, imitando seu corte de cabelo ou admirando seu físico, o filme fecha com chave de ouro as expectativas que tínhamos sobre o homem de valor e carisma por baixo de toda àquela couraça.

Assistir Logan envelhecido, doente e cansado é algo quase surreal, por isso inclusive valeu a pena ter visto inúmeras vezes os trailers do filme, para diminuir o impacto e o “coração na boca”. A vestimenta de trabalhador braçal (num Logan motorista de limusine), em seus esforços mais profundos, apanhando e sendo surrado fazem-nos desejar combater por ele. E é nesse momento em que fúria e ira surgem, comprovando que as garras tiram sangue (seria errado dizer merecidamente?) e que este filme não é mesmo indicado para menores de idade.

Alias, falando neles, crianças como os meus meninos, aos 4 e aos 9 anos, embora nutram muito carinho pelo personagem, não poderão ver o filme. Sangue, cabeça rachada e muitos golpes de diferentes espécies são apenas o aperitivo das cenas de ação deste filme. Mas sangue por sangue, alguns pequenos suportariam. Acho que Logan não é indicado para crianças também pelo conteúdo denso e complexo que envolve o tratamento a que estão submetidos os mutantes desta era futura, também pelo conteúdo sociopolítico e sobretudo, por causa das despedidas em si. Nem o relacionamento fraterno de Caliban (para minha surpresa) ou a dedicação com que Logan protege o Professor Xavier muda esse panorama…

Por fim, o filme é um sucesso que, diga-se de passagem, indica sequência mesmo sem Xavier e Wolverine, onde a pequena Laura (Dafne Keen), a garota do outro lado da fronteira que pode ser a esperança de todos os mutantes, faz sua estreia e arrasa com talento e “carão”.

Recomendo muito que todos assistam! Como eu disse lá na chamada do post, há muito sangue, muita emoção, muita expectativa, tensão e nem todos os fãs podem gostar, mas não há como ignorar que este é um dos filmes que se tornará um marco no cinema, falando em HQ’s e nossos heróis favoritos.

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Paranaense de coração, vivendo há 10 anos na conexão Rio/Niterói. Sou Relações Públicas, especialista em gestão de pessoas. Abraço a maternidade em tempo integral na minha jornada como mãe do @guri_feliz #aos9 e do @guri_valente #aos4. Fotógrafa nas horas livres e paparazzi dos filhos, também amo cinema, sou muito fã da cultura pop, quadrinhos e seriados de TV. Com Caio e Vicente inventamos muito #lazercomfilhos e artes de um modo geral! E se sobra tempo, a gente se joga nas viagens...

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