Quando começar a apresentar a música para crianças?

Não importa a idade, uma coisa é certa: criança combina com música.

Raquel Braga, pedagoga e educadora musical, é uma das defensoras do envolvimento das crianças com o universo sonoro antes do nascimento. Ela explica que “na fase intra-uterina os bebês já convivem com um ambiente de sons provocados pelo corpo da mãe”.

Ela cita a autora Teca Alencar de Brito, na obra Música na educação infantil – propostas para a formação integral da criança:

“A voz materna também constitui material sonoro especial e referência afetiva para eles. Os bebês e as crianças interagem permanentemente com o ambiente sonoro que os envolve e – logo – com a música, já que ouvir, cantar e dançar são atividades presentes na vida de quase todos os seres humanos, ainda que diferentes maneiras”.

Raquel, que também é cantora de MPB, conta que como filha de regente de coral, frequentando desde pequena ensaios e apresentações, cresceu experimentando da música, fazendo música e aprendendo com ela.

“Não demorou muito e comecei a estudar piano. Tocar e cantar fazia parte do caminho didático das aulas; ganhei muito com tudo isso: afinação, incentivo para criar as minhas composições, histórias e brincadeiras musicais.”

E é na primeira infância, brincando, que começamos a nos encantar com as crianças produzindo e reproduzindo sons musicais, cheias de ritmo, construindo um repertório próprio.

A mídia ajuda muito. Ao assistir filmes, desenhos animados, ouvir histórias ou músicas, as crianças se soltam e aprendem sem perceber.

Recentemente,  em parceria com a Paris Filmes e o blog Mãe Com Filhos, Raquel Braga ministrou a oficina “Criando e tocando instrumentos musicais a partir de materiais reciclados”.  A atividade foi parte da pré estreia do filme A Bailarina, que conta a história de uma sonhadora órfã que foge para Paris na intenção de realizar o sonho de ser uma grande bailarina. Lá ela decide se passar por outra pessoa, e consegue uma vaga no Grand Opera, onde vai aprontar muitas aventuras.

Terminada a sessão, os blogueiros, mães, pais e crianças (de 1 a 11 anos), foram convidados a participar da oficina musical, que contou com a performance do violinista e flautista Felipe Lemus.” Foi um tempo de interação, dança, criação e fazer musical coletivo”, conta Raquel, que apesar da experiência como educadora, não deixa de se encantar com a reação dos pequenos à chance de criar. “É uma felicidade grande fazer parte de um momento como esse, em que a música e a criatividade foram a base para toda a experiência coletiva”, conta.

Há quem pense que a escola deveria oferecer isso, mas o ambiente musical pode começar em casa, nos momentos de lazer, nos passeios e atividades.

Que tal começar hoje? Raquel Braga recomenda uma leitura para quem quer ir além neste tema: o livro Música na educação infantil – propostas para a formação integral da criança, de Teca Alencar de Brito.

Na sua fanpage, semanalmente a educadora musical oferece sugestões de atividades singelas que favorecem a descoberta do prazer de se expressar através da música. Acompanhe em www.facebook.com/quelbra.

 

Se interessou? Raquel está com um curso para crianças no Atelier Musical Eny Parejo.

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Sam Shiraishi

Cristã, jornalista, mãe de Enzo, Giorgio e Manuela, casada com Guilherme. Paranaense que caiu de amores pela Mooca em 2005. Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena.

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