A notícia da Fly Children merece ser compartilhada e alcançada

Habitualmente, lendo o jornal desta manhã, vi a notícia de uma cadeira de rodas desenvolvida e feita sob medida para uma criança que sofre de paraplegia, a Fly Children. Não conheço, no meu convívio diário, nenhuma criança que tenha a mesma necessidade, mas não pude deixar de me interessar pelo fato de que a criança da foto parecia extremamente amada e feliz. E a cadeira é muito simpática, além de visualmente atraente, num material atóxico, não inflamável e flexível. Distante do padrão de uma cadeira de rodas tradicional que distancia o seu usuário do chão, para tê-lo próximo a objetos e ferramentas de uso diário, como mesas, computadores, pia, fogão e a própria altura das camas tradicionais, esse modelo de cadeirinha de rodas me lembrou um kart. Então, ao longo da matéria soube que o pai deixou o emprego após o diagnóstico de que a filha, aos oito meses de vida, tinha uma paralisia parcial do tronco e de pernas que demandariam o uso de uma cadeira e inúmeras limitações.

O pai, Mário Alvitti, 33 anos, deixou o trabalho e juntando suas economias aos valores doados por amigos, pesquisou e desenvolveu a cadeira de rodas rente ao chão que pudesse levar sua filha a brincar com os brinquedos espalhados pelo chão do quarto, riscar paredes, locomover-se pela casa e alcançar coisas sozinha, tendo contato com todo o universo ao seu redor. O projeto batizado como Fly Children foi patenteado e será lançado numa feira de empreendedores e inovações, a partir de 18 de fevereiro.

Chamou minha atenção um comentário do pai quando ele disse que “as cadeiras de rodas normais são para deslocamentos maiores. Elas não dão a segurança e a comodidade que ela precisava para pegar sozinha uma boneca do chão, para se deslocar pela casa e para explorar o ambiente e isso me tirava o sono”. Vejam que são coisas simples quando temos bebês que engatinham e crianças que andam, mas de fato, deve limitar ainda mais o desenvolvimento  de crianças que encontram limitações em seus pequenos corpos e ainda nas ferramentas à sua disposição. É válido pensar sobre isso, porque não costumamos exercitar muito essa “empatia”física, se é que podemos dizer assim. Imaginar-se fisicamente no lugar do outro.

Enfim. Um pediatra, ouvido pela reportagem da Folha de S. Paulo, onde conheci a história do Mário e da Ana Paula (3), o pediatra Emanuel Sarinho, presidente do Departamento Científico de Alergia da Sociedade Brasileira de Pediatria, aponta com elogios que “o pai da criança, com sua sabedoria afetiva, abraça a causa biológica e o conhecimento científico atual”, porque ele permite, com o uso da cadeirinha (ou carrinho) que a filha esteja exposta às bactérias da vitamina S (que todas nós, mães, conhecemos).

Sarinho explicou que “o contato da criança com bactérias probióticas nas fases iniciais da vida, promove no intestino e, em outros sistemas orgânicos, uma verdadeira harmonia no sistema imunológico”. Quanto ganho essa pequenina passou a ter, não foi?! E que bom que ela pode contar com pais tão dedicados (a mãe, Fernanda Cristina, é fisioterapeuta e participou da criação da cadeira junto com o pai). Diante das dificuldades #contesuasbênçãos

Compartilho as fotos. Crédito para a equipe da Folha,

 

 

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Paranaense de coração, vivendo há 10 anos na conexão Rio/Niterói. Sou Relações Públicas, especialista em gestão de pessoas. Abraço a maternidade em tempo integral na minha jornada como mãe do @guri_feliz #aos9 e do @guri_valente #aos4. Fotógrafa nas horas livres e paparazzi dos filhos, também amo cinema, sou muito fã da cultura pop, quadrinhos e seriados de TV. Com Caio e Vicente inventamos muito #lazercomfilhos e artes de um modo geral! E se sobra tempo, a gente se joga nas viagens...

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