Desbravamos o Museu da Imaginação, um lugar para brincar, criar, experimentar e viver a infância

No sábado, estivemos com a pequena Manu, #aos3, no Museu da Imaginação e, como eu previa, voltei pensando que preciso levar meus sobrinhos do Paraná e do Rio de Janeiro para brincar lá.

A propaganda não é enganosa: é um lugar para brincar, criar, experimentar e viver a infância. 

O espaço cultural de lazer, instalado no bairro da Lapa, em São Paulo, desde janeiro de 2017, oferece uma proposta diferente de lazer e cultura para crianças, explorando a imaginação através de exposições de arte interativas e estações de atividades lúdicas, onde as crianças podem tocar, usar, pular, correr e brincar livremente. 

Me lembrou vagamente alguns setores do Museo de los niños em Buenos Aires, sem a parte em que as crianças experimentam profissões. E nisso mora um diferencial enorme do Museu da Imaginação e do Kidzania, parque indolor paulistano que tem um padrão – e um preço também! – internacional.

Gostei de ver a liberdade para brincar. Mesmo no dia em que estivemos lá, num evento organizado para blogueiros com filhos, não tivemos uma mediação ou facilitação nas brincadeiras. Alguns cuidados, sim, monitores propondo atividades, também, mas os comuns “nãos” e as regras que tolhem a criatividade da criança não deram o ar da graça!

Que bom!

São dois mil metros quadrados, divididos em três ambientes totalmente dedicados ao livre brincar, que proporcionam diversas experiências sensoriais. As questões, hipóteses e significados são construídos pelas crianças, inclusive portadoras de necessidades especiais, sem condução de adultos e com total autonomia no espaço. O museu oferece monitores treinados para serem facilitadores das brincadeiras, sem intervirem no processo criativo e imaginativo das crianças.

Para quem costuma viajar e apresentar espaços diferentes para as crianças, uma boa referência é Inhotim, o museu de arte contemporânea que fica perto de Belo Horizonte, em Minas Gerais. Minha pequena adorou Inhotim e senti que o mesmo sentimento aflorou nela no piso superior do Museu da Imaginação.

Na Sala das Esferas, que traz releituras de obras de Pablo Picasso, além de esculturas de papel machê, sinos de metal, chocalhos e outros objetos estão disponíveis para os visitantes manipularem. Manu fez tantas coisas lá que até entrou nas obras de arte e fingiu que era parte de uma sopa!

Mas, enfim, a parte lúdica fica mesmo no andar inferior, onde os “brinquedões” são chamados de estações.

Assim que entrei, fiquei de olho na estação Bolas Malucas e realmente foi a que mais tomou o meu tempo. O meu mesmo, pois brinquei muito lá. É um prato cheio para qualquer criança explorar seus movimentos e perceber a interferência do seu corpo – peso, força, intensidade – sobre o ambiente, além de garantia de muita diversão enquanto a descoberta acontece, As crianças podem interagir com bolas gigantes penduradas no teto e circular pelas redes flexíveis presas nas paredes, que funcionam como pisos flexíveis. Enquanto exploram, se divertem, socializam com outras crianças e criam movimentos corporais inéditos, impossíveis de serem reproduzido em solo fixo.

O único senão: os nós das cordas doem muito nos pés descalços. Para brincar lá é super valioso ir com tênis!

Ao lado desta estação, a Ponte Maluca fez tanto sucesso na nossa visita que eu nem tentei usar as bikes! Nela, as crianças trabalham em equipe, superam desafios e praticam o raciocínio lógico, enquanto pedalam bicicletas de vários tamanhos – num convite para todos brincarem juntos, independente do tamanho ou idade – e até as crianças com necessidades especiais podem pedalar nos pedais adaptados para cadeirantes!

Manu brincou muito na estação Fogueira, que eu entendi como o “local para os pequeninos”, mas a mediadora me explicou que é para todos e que os grandes se reuniam lá também. Trata-se de um jardim cenográfico com pedras, grama, fogueira, barulhinho de fogo, almofadas pra relaxar e brinquedos de antigamente, onde as crianças podem brincar com jogos tradicionais, ouvir histórias ou simplesmente sentar para relaxar.

Os grandes gostaram mesmo da estação O poder das águas. Mas minha filha, com 3 anos, também teve chance e brincou de atirar com a pistola de água e descobrir o poder das águas na geração de energia! As pistolas de água são o combustível das pequenas geradoras de energia que, à medida em que rodam, geram energia elétrica e acendem as luzes do brinquedo. Na brincadeira, quem conseguir acumular 15 litros de água primeiro e gerar mais energia, ganha e vê um grande painel de luzes todo aceso!
A estação Árvore é vida, que me lembrou um pouco o Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, ocupa o meio do salão com uma grande árvore de madeira. Dentro dela, um espaço aconchegante que convida os visitantes a deitar e acompanhar a passagem das estações do ano por meio de imagens projetadas no teto. Nas laterais, a árvore tem telas audiovisuais, eletrônicas e mecânicas, acessíveis a todos.

Duas estações não chamaram muito a atenção da minha filha: Música e Casa na Árvore. Fomos nas duas, brincamos juntas (eu subi na casa, onde cabe um adulto, e desci no escorregador!), mas nenhuma delas segurou a pequena. No entanto, vi crianças na Música o tempo todo, então creio que pode ser a idade!

😉

Minha opinião bem sincera:

Foi uma manhã muito legal, não vimos as três horas previstas para a visita passarem, e eu realmente penso que meus sobrinhos (da mesma idade da Manu) vão curtir. Mas, respondendo à pergunta que não quer calar (e que me fizeram muitas vezes nas nossas redes sociais onde postei algumas coisas ao vivo do local), é um investimento alto – R$ 160,00 inteira (adultos sem crianças e crianças com 13 anos ou mais sem carteirinha de estudante), R$ 80,00 meia entrada (crianças de 3 a 12 anos, idosos, deficientes físicos e estudantes com carteirinha) e gratuito para crianças de até 2 anos e 11 meses. Uma família com 2 filhos, por exemplo, já investiria um montante alto que, convenhamos, daria para aproveitar em várias outras atividades que durem mais de 3h.

Entendi que é um programa legal para escolas, pois para um ou dois filhos a gente paga e estas 3h cabem direitinho no turno escolar. Para famílias, honestamente, acho que valeria pensarem num passe com desconto para os pais, que, mesmo podendo brincar em quase tudo, não acharão justo pagar 160 reais!

Enfim, fica a dica!

O legal é saber que a iniciativa, 100% privada, é fruto do sonho e trabalho de três mães empreendedoras, com apoio de educadores e artistas, como Guto Lacaz, por exemplo, que criou uma instalação cinética permanente para o hall de entrada do museu.

Serviço:
As visitas ao museu devem ser agendadas com antecedência para que as crianças tenham mais liberdade para brincar e explorar os espaços.

Compra de ingressos:
– Na bilheteria, em dinheiro, cartão de débito ou crédito.
– No site Compre Ingressos, no débito ou crédito: http://www.compreingressos.com/esp…/7801-museu-da-imaginacao

Horário de funcionamento
– Terça à sexta-feira:
Primeiro turno, às 10h, com tolerância de 15 minutos de atraso.
Segundo turno, às 14h, com tolerância de 15 minutos de atraso.
– Sábados:
Turno único, às 10h, com tolerância de 15 minutos de atraso.
– Em breve, também aos domingos.

– Duração da visita: até 3 horas.
– Serviços: acessibilidade total, fraldário, espaço para amamentar, wi-fi, estacionamento de carrinhos de bebê e lanchonete.
– Monitoria: monitores treinados por educadores.
– Estacionamento conveniado: R$ 20,00 por período, na Rua Ricardo Cavatton, 125.

Preços:
– R$ 160,00 inteira (adultos sem crianças e crianças com 13 anos ou mais sem carteirinha de estudante)
– R$ 80,00 meia entrada (crianças de 3 a 12 anos, idosos, deficientes físicos e estudantes com carteirinha)
– Crianças de até 2 anos e 11 meses não pagam!

– Preço promocional de inauguração: adultos acompanhando crianças pagam apenas R$ 50,00 cada um.

– Grupos e escolas: descontos especiais, fale com contato@museudaimaginacao.com.br

Endereço: Rua Ricardo Cavatton, 251 – Lapa/SP

Telefone: (11) 2645-7590

E-mail: contato@museudaimaginacao.com.br

Por Sam Shiraishi

https://youtu.be/FfpYY3yb9Cw

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Sam Shiraishi

Paranaense, Jornalista, mãe de Enzo, Giorgio e Manuela. Mooquense de coração. Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena.

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