Falta segurança em brinquedos de praças e parques públicos no Rio e SP

Aproveitar a folga para levar os pequenos para brincar, gastar energia e interagir com outras nos parques e praças da cidade requer cuidados por parte dos pais. Os parquinhos desses locais públicos têm vários brinquedos condenados, sem condições de uso e expõem as crianças a riscos de acidentes. Elas podem se machucar no uso dos brinquedos.

Foi o que constataram a PROTESTE Associação de Consumidores e a Ong Criança Segura ao avaliarem as condições de segurança desses equipamentos em 12 praças e parques públicos, metade em São Paulo e metade no Rio de Janeiro.

Entre os problemas mais comuns encontrados não só por falta de manutenção, mas por projetos mal formulados estão: falta de proteção em determinados brinquedos que pode gerar queda; partes rotatórias desprotegidas; falta de material ao redor para atenuar queda; gangorras e balanços com afrouxamento; materiais que esquentam e podem queimar a criança em dias com temperatura mais elevada; equipamentos com partes enferrujadas e mal soldadas, com pontas agudas e afiadas; pintura descolando que pode gerar intoxicação, brinquedos com partes que acumulam água.
Foram avaliados em São Paulo os parques do Carmo, Independência, Piqueri, Guarapiranga e Ibirapuera; e a Praça Marli Noeli Carly Lacerda, na Vila Madalena. E no Rio de Janeiro, as praças Soldado Geraldo da Cruz, na Barra da Tijuca; do Barro Vermelho, em Jacarepaguá; Praça sem nome entre as Ruas Átila da Silveira e Frei Bento, em Madureira; Afonso Pena, na Tijuca; Parque do Catete, no Palácio do Catete; e Corumbá, em Botafogo.

Muitos equipamentos estão em péssimo estado, necessitando de interdição parcial e até total. Foram feitas fotos e inspeções visuais nos brinquedos. Os resultados serão encaminhados às Prefeituras e ao Ministério Público dos dois Estados pedindo providências.

A avaliação faz parte da campanha “Quero meu parquinho seguro” que pretende tornar obrigatória a norma da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), para que ela passe a ser usada como referência na construção dos brinquedos, no planejamento dos espaços e na manutenção de parquinhos.

O objetivo é garantir que normas mínimas de segurança sejam seguidas pelos fabricantes de equipamentos de playground, como a ação civil pública de autoria do Ministério Público Federal (MPF).

Além disso, há ainda um projeto de lei que tramita no Congresso Nacional e que deseja tornar obrigatório o uso da norma da ABNT na construção e manutenção dos parquinhos, para que sejam mais seguros às crianças.
Desde 2008, segundo o Ministério da Saúde, quase quatro mil crianças, com idades entre zero e 14 anos, foram internadas no Sistema Único de Saúde (SUS) devido a quedas ocorridas em parquinhos. No período de 2008 a 2013, foram registrados 18 casos fatais.

Os acidentes representam a principal causa de morte de crianças de 1 a 14 anos, no Brasil, segundo pesquisa do Ministério da Saúde. E o mais agravante: as quedas estão em primeiro lugar nas estatísticas. Entretanto, pelo menos 90% dessas lesões poderiam ser evitadas com atitudes de prevenção. Portanto, ficar de olho nas crianças enquanto estão brincando nos parquinhos nunca é demais.

Entre os cuidados ao levar seu filho para um parque estão: ficar de olho nas crianças. Repare se o piso onde vão brincar absorve quedas. Verifique se os brinquedos estão em boas condições e se são adequados à idade da criança. O piso deve ser de absorção para a queda, como grama, areia e borrachões. Observe ainda se os equipamentos não estão enferrujados ou quebrados ou se apresentam superfícies perigosas.

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Sam Shiraishi

Cristã, jornalista, mãe de Enzo, Giorgio e Manuela, casada com Guilherme. Paranaense que caiu de amores pela Mooca em 2005. Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena.

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