Dicas para lidar com a separação dos amigos na mudança da escola

“Com ela eu aprendi a dizer ‘eu te amo’ para uma amiga”.

Me emocionei com o encontro da atriz Chandelly Braz no programa Estrelas. 

Cresci mudando de escolas, tentei manter as amizades de infância por cartas e, apesar de nem tudo ser possível, algumas amizades de fato ficaram.

E essas amizades de infância são muito valiosas. 

A psicologia diz que a amizade é uma das manifestações de intimidade que envolve relações em que estão presentes, entre outros, elementos como confiança, lealdade, cooperação, carinho, apoio, franqueza… Essas características envolvem reciprocidade. 

Uma relação de amizade é uma relação pessoal, informal, voluntária, positiva e de longa duração que implica reciprocidade, que envolve atração pessoal e que facilita os objetivos que os envolvidos querem atingir. 

“As expectativas que estão subjacentes às relações de amizade são: defender o amigo quando está ausente; partilhar com ele os acontecimentos e as ocorrências relevantes; apoiá-lo emocionalmente sempre que precise; confiar no outro e ser verdadeiro e apoiar o outro de forma espontânea e voluntária, sempre que necessário.”

Assim como reconhecemos que as relações de amizade correspondem a um importante suporte psicológico, a sua ruptura é um fato de grande perturbação. 

Então, é fato: a dor do rompimento de uma amizade ou da traição de um amigo é um luto. 

E como a história da atriz era da separação da melhor amiga por uma mudança de escola, trago algumas orientações sobre essa situação tão comum nas famílias.


Além de aprender, brincar e se desenvolver, na escola as crianças fazem suas primeiras amizades. 

“A saudade do convívio na escola anterior é inevitável e vai depender do tempo e vínculo que a criança cria em cada lugar, mas ela irá perceber a mudança de ambiente”, diz Paula Pessoa Carvalho, psicóloga comportamental.

Desde quando a criança se apega aos amigos?

“Filhos únicos tendem a se apegar com mais facilidade aos amiguinhos, se o convívio é intenso como o da escola, com três anos já é possível observar que a criança sente saudade”, atenta Jéssica Fogaça, psicóloga infantil.

Ouvir a opinião da criança nesse momento é essencial, pois a mudança irá influenciar diretamente na vida e rotina dela. 

“Quando a criança participa da conversa ela expõe o que pensa e sente, os pais conseguem lidar com a situação com mais facilidade, assim podem entender as dúvidas, medos e angústias do filho e esclarecer pontos mais específicos”, explica Jéssica. “Por mais que a criança não possa mudar a situação se sentirá importante em dar sua opinião e isso irá ajudar a superar a mudança.”
P.S. E a Angélica nasceu para TV, né? Sou fã.

🙂 

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Sam Shiraishi

Cristã, jornalista, mãe de Enzo, Giorgio e Manuela, casada com Guilherme. Paranaense que caiu de amores pela Mooca em 2005. Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena.

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