Gloob apresenta pesquisa que traça perfil da Geração Alpha

Dividir as diferentes gerações em X, Y e Z já não é novidade, mas o que vem depois da Z, a geração dos nativos digitais, até então, mais recente? O Canal Gloob, em parceria com a empresa de pesquisa Play Conteúdo Inteligente, desenvolveu uma pesquisa que apresenta ao mercado e ao público a Geração Alpha, crianças nascidas a partir de 2010 e que são frutos da Z. O estudo nomeado “Geração Alpha – Um mindset em construção” traz as percepções destas crianças sobre o brincar, além das referências, dos contextos e das mudanças para a vida em sociedade.
 
O estudo contou com três fases – Desk research (com o levantamento de dados secundários), Quantitativa e Home invasion, com entrevistas de campo individuais. Ao todo, participaram dessa amostragem cerca de 510 pais e crianças entre 6 a 9 anos, de classes A, B e C com acesso à TV Paga.
 
“Investimos continuamente em pesquisas para entender o nosso target e nos tornarmos cada vez mais especialistas no comportamento infantil. A relevância desse estudo reside, principalmente, em conhecer essa geração ainda em formação para que possamos oferecer conteúdos e experiências que dialoguem com ela”, explica Luciane Neno, gerente de marketing do Gloob.
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Tendo a geração Z como espelho, a pesquisa mostra que muitas das características da Alpha potencializam aquelas já encontradas na geração passada. O comportamento Geek é uma delas. As crianças da geração Z, e mais fortemente da Alpha, focam, cada vez mais cedo, em games, histórias em quadrinhos e youtubers/influenciadores e se afeiçoam a um personagem, que não precisa ser necessariamente de um produto de entretenimento. Outras características apontadas pelo Dossiê Gloob que definem a geração Alpha são:
 
– A maioria destas crianças são filhos únicos;
 
– Terão acesso a novos modelos de educação. Mais personalizado e direcionado ao perfil de cada um;
 
– Privacidade é algo que estas crianças não conhecem. Tudo é exposto no mundo virtual;
 
– São exibicionistas. Na ausência de privacidade, o exibicionismo é um fato;
 
– Criadores de conteúdo. Criarão cada vez mais conteúdos, a partir de suas próprias experiências;
 
– Buscam experiências imersivas e interativas. O mundo virtual traz, cada vez mais, estas duas possibilidades.
 
Com estas novas características e com o contexto social e familiar que esta geração encontra, o estudo ainda aponta sete mudanças comportamentais presentes nestas crianças:
 
– O empoderamento das meninas;
 
– A versatilidade dos meninos;
 
– A flexibilidade de gênero;
 
– O reconhecimento dos pais e das mães como os ídolos das crianças e não mais os famosos;
 
– A maior conexão da figura paterna com os filhos;
 
– A mudança na forma de identificação com o personagem (com a atitude do mesmo prevalecendo sobre a beleza estética)
 
– A necessidade de integração dos meios (as crianças acessam, cada vez mais cedo, cerca de 14 meios para conhecerem um produto).
 
Segundo o Dossiê Gloob, são estas sete principais mudanças que podem guiar o futuro nas relações interpessoais e familiares, nas brincadeiras e na forma como o mercado se relaciona com esta nova geração.
 
Na visão de mercado, por exemplo, estas mudanças possibilitam a oferta de produtos com aventura e ação para as meninas e, para as crianças no geral, brinquedos e brincadeiras sem distinção de gênero, e sim com foco na ação e no storytelling. O foco dos brinquedos, aponta a pesquisa, agora precisa ser na experiência, no conteúdo e não mais na estética. E para falar com o público infantil desta geração, uma marca precisa se fazer presente em diversos meios.
 
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Sam Shiraishi

Paranaense, Jornalista, mãe de Enzo, Giorgio e Manuela. Mooquense de coração. Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena.

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