O Lar das Crianças Peculiares e o talento de Tim Burton

Ansiosa como todo adolescente, mas disfarçada de adulta, na pele de 36 anos, adentrei a sala do cinema, neste último fim de semana, com um medinho de como as figuras e descrições de cada personagem da obra “O orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares” teriam sido adaptados para as cenas de um dos filmes mais aguardados no ano. Sabendo que esse romance que mistura ficção e fotografia, sonhos e peculiaridades seria dirigido pelo nosso ídolo Tim Burton, a gente fica arrepiado só de pensar…

A história que começa com uma tragédia familiar,  lança Jake, #aos16, em uma jornada até uma ilha remota na costa do País de Gales, onde descobre as ruínas do Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares. Enquanto ele explora os quartos e corredores abandonados, fica claro que as crianças do orfanato são muito mais do que simplesmente peculiares. Elas podem ter sido perigosas e confinadas na ilha deserta por um bom motivo. E, de algum modo – por mais impossível que possa parecer – ainda podem estar vivas. E o encontro com elas poderia ser mais do que ele sempre desejou.

Cada detalhe imaginado e descrito pelo autor Ramson Riggs foi delicadamente apreendido e sintetizado por Tim Burton que, com toda a sua maestria, traduziu para as telas as peculiaridades de cada criança/jovem de modo sutil e agradável. Em algumas cenas do filme eu prendi a respiração, imaginando contida o que meu filho #aos8 diria ou sentiria “se” diante das mesmas circunstâncias. Cito o pequeno, pois recusou-se veementemente a nos acompanhar, o pai, eu e o caçula #aos4. As fotos em preto & branco, a sutileza de argumentos e a sugestão de mensagens ou características físicas o assustaram, mas certamente os gêmeos garantiram essa cadeira vaga no cinema. (Risos)

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Independente se todos assistirão ao Lar das Crianças Peculiares no cinema ou em casa, cada cenário, figurino e efeitos especiais valem os minutos gastos. A história é toda amarradinha e de tão coesa poderia ter rendido um filme ainda mais longo, permitindo-nos curtir um pouco mais cada peculiaridade das crianças apresentadas. Aliás, eu que gosto de “mutantes” e de “excentricidades”, gostaria de ter visto mais ação, mas sei que o tempo de uma sessão era curto. Só devo dizer que deixaria de lado as piadinhas do vilão Sr. Barton (Samuel L. Jackson), embora seu visual estivesse ótimo.

Não posso deixar de mencionar todo o meu apreço pelo jovem Jake, criado perfeitamente para Asa Butterfield (de Hugo Cabret), desengonçado, magricelo, com olhos puros e iniciativa curiosa, totalmente crédulo. Apaixonante, assim como a estranha e delicada Emma (Ella Purnel) ou a sisuda e intrigante Srta. Peregrine (Eva Green), naquele tipo de papel/personagem pelo qual não será esquecida jamais.

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Eu não sei se os críticos já disseram, mas pra mim o filme fez história dentre o gênero de ficção infanto-juvenil. E estou louca para rever!

 

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Paranaense de coração, vivendo há 10 anos na conexão Rio/Niterói. Sou Relações Públicas, especialista em gestão de pessoas. Abraço a maternidade em tempo integral na minha jornada como mãe do @guri_feliz #aos9 e do @guri_valente #aos4. Fotógrafa nas horas livres e paparazzi dos filhos, também amo cinema, sou muito fã da cultura pop, quadrinhos e seriados de TV. Com Caio e Vicente inventamos muito #lazercomfilhos e artes de um modo geral! E se sobra tempo, a gente se joga nas viagens...

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