Aprender a poupar, dar valor aos bens adquiridos, planejar gastos, contribuir com projetos coletivos... ensinar as crianças a conviver com o dinheiro é um investimento para a família

Nossa experiência de educação financeira infantil

Quando meus filhos mais velhos, hoje com 14 e 16 anos, eram crianças, uma das atividades dos primeiros dias de janeiro aqui em casa era quebrar o cofrinho do ano anterior e contar o que conseguimos economizar. Depois de fazer as contas, separar as moedas e tudo mais, eles decidiam o que fazer e muitas vezes, felizmente, o dinheiro era depositado na poupança para comprar algo mais tarde.

Em certo ano*, ao juntarem o valor de um ano de poupança, Giorgio, o mais novo, nos surpreendeu doando sua parte para o irmão inteirar o valor de um smartphone de última geração que ele queria muito. No ano seguinte, o mais novo foi o beneficiado.

Fiquei reflexionando sobre o legado que já “colhemos” da educação financeira deles. De aprender a poupar e dar valor para os bens adquiridos a planejar gastos e contribuir com projetos coletivos, unir forças para alcançar objetivos grandes demais para um só.

Desde pequenos meus filhos têm CPFs próprios e se habituaram a guardar no banco parte de sua mesada, que até a adolescência era de 20% do valor (que gira em torno de 1 real por ano de vida), que recebiam uma vez por semana.

Acredito sinceramente que, independente da idade das crianças, é importante ensinar a conviver bem com o dinheiro. Mas aqui preferimos não remunerar a ajuda doméstica quando nós (os pais) fazemos coisas pelo bem da família. Assim, sempre dissemos que realmente doamos um valor para eles como parte deste projeto familiar de educação financeira e que é “um investimento” que faço no futuro deles.

(e a colaboração em casa, esta tem que acontecer por solidariedade, responsabilidade e carinho pelos que vivem junto da gente!)

Começar a educação financeira infantil tem um enorme valor, afinal, as crianças são muito inteligentes, perspicazes e têm plenas condições de participar, basta ensinar e dar espaço a eles!

Conte também as suas vivências e dicas nos comentários do post!

*Essa história foi originalmente contada aqui.
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Sam Shiraishi

Paranaense, Jornalista, mãe de Enzo, Giorgio e Manuela. Mooquense de coração. Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena.

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