Filme Cegonhas resgata a importância do tempo junto

Na sexta feira proporcionamos uma tarde da rapaziada no cinema, incluindo meus guris, dois colegas da escola e Sofia, a mascotinha da turma, filha de uma colaboradora eventual do Mãe com Filhos. Preparados para descobrir como as cegonhas realmente entregariam os bebês em casa, diferente das mães voltando da maternidade com seus recém-nascidos no colo, a curiosidade dava margem à imaginação.

No enredo da Warner Bros Pictures, as cegonhas costumavam entregar os bebês para as famílias a cada cartinha enviada (o desejo mais profundo de um filho/irmãozinho), mas um acidente fez com que uma criança ficasse sem destinho, o que coloca em dúvida a efetividade das entregas e o real papel das cegonhas. Deste modo, as protagonistas da história passam a entregar produtos comprados online, numa espécie de “entrega rápida”, como a do Sedex 10, aqui do Brasil.

Então, tudo ia bem com as entregas rápidas e a assertividade dos serviços até que conhecemos Júnior (Andy Samberg no original e Klebber Toledo no Brasil), o melhor entregador da empresa, cuja carreira promissora pode levá-lo ao topo do organograma empresarial. Sem ambições pessoais, além da carreira, este Cegonha na verdade ainda não se encontrou até que um desafio aparece diante dele. Com o pretexto de alçar a promoção imediatamente, ele é designado a cuidar de Tulipa (Katie Crown no original e Tess Amorim no Brasil), a criança perdida criada pelas cegonhas, que, depois de causar muitos problemas, precisa ser demitida. Na tentativa de mostrar seu valor, Tulipa cria um bebê não autorizado e que precisará ser entregue para sua nova família. Para evitar problemas, Júnior parte em uma missão secreta ao lado de Tulipa, transportando o bebê para o seu novo lar.

Com uma grande oferta de animações nos cinemas todos os anos, os estúdios precisam buscar ideias cada vez mais inovadoras. Cegonhas – A História Que Não Te Contaram é um desses casos. Um conceito diferente apresentado com êxito, principalmente no humor. (Fonte: site Omelete)

Realmente indicamos o filme, pois além das aventuras vividas por Tulipa e Júnior a fim de entregar a bebezinha criada por acaso, personagens secundários dão uma apimentada nas relações sociais e profissionais nos impulsionando às reflexões sobre o mundo empresarial e acima de tudo sobre a vida familiar e as escolhas com as quais nos deparamos quando optamos pela maternidade.

 

Falo isso pois a família que aguarda a chegada desta bebê, vivia seus dias em uma rotina perfeita de negócios cumpridos, metas alcançadas e outros esteriótipos pré-estabelecidos, ignorando as necessidades de atenção e afeto de seu filho único, Nando, que conseguia apenas 5 minutos – preciosos, diga-se de passagem – para seus sonhos e brincadeiras. Por conta da solidão é que Nando deseja a chegada de um irmão (com características ninjas – o que me fez rir ao pensar nos meus dois lutadores) e essa nova perspectiva coloca em cheque a vida familiar dos seus pais, prontos para o trabalho e cegos para a real importância da vida familiar.

Enfim, é uma história muito bacana, muito possível e muito real quando o foco é este, das escolhas sobre o que é realmente importante. E não se preocupem, assuntos sérios surgem, mas tudo com bom humor, uma trilha sonora cativante e piadas na medida certa, prontas para agradar crianças e adultos, ou seja, a família toda!

Cegonhas, a história que não te contaram vale a pena ser visto e revisto, com direito a muitos “oin”, “ah”, “Omg de fofura” quando apresentados a muitos bebês fofos e um universo de ternura que nos é bem peculiar.

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Paranaense de coração, vivendo há 10 anos na conexão Rio/Niterói. Sou Relações Públicas, especialista em gestão de pessoas. Abraço a maternidade em tempo integral na minha jornada como mãe do @guri_feliz #aos9 e do @guri_valente #aos4. Fotógrafa nas horas livres e paparazzi dos filhos, também amo cinema, sou muito fã da cultura pop, quadrinhos e seriados de TV. Com Caio e Vicente inventamos muito #lazercomfilhos e artes de um modo geral! E se sobra tempo, a gente se joga nas viagens...

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