Como vai o seu coração? #saúde

Ontem, 29 de setembro, foi celebrado o Dia Mundial do Coração e eu, na falta de tempo, não consegui vir aqui compartilhar mais informações sobre este tema que tanto nos interessa. Mas não me prendendo a datas e sim focada na importância dos assuntos, venho hoje (e voltarei muitas vezes) falar sobre a importância de observar nossas sensações juntamente com a pesquisa sobre o histórico familiar cardíaco e claro, a realização de muitos exames.

Em nosso histórico familiar, por exemplo, as irmãs @maecomfilhos (Sam e eu) temos uma série de parentes com patologias cardíacas, incluindo nossos avós maternos, ambos falecidos pós infartos fulminantes numa decorrência de quadro de saúde que incluía obesidade e diabetes. Porém, ambos eram jovens demais quando a saúde falhou, #aos63 num intervalo de 20 anos entre eles. E agora falando dum modo mais amplo, todos sabemos que 63 anos é uma idade muito nova ainda para que esperemos tantos problemas de saúde. Diante de uma ciência única como a medicina e todos os avanços conquistados até aqui, devemos esperar que a qualidade de vida das pessoas seja maior, em proporção também à expectativa pelo tempo de vida. Nossa mãe, por exemplo, já superou essa margem e caminha para os 69 anos, ou seja, observando a saúde familiar e os sinais do próprio organismo, podemos controlar excessos e caminhar para hábitos de vida saudáveis.

A Sociedade Brasileira de Cardiologia – SBC cita 10 mandamentos para o bem estar físico avesso à chegada dos problemas cardíacos. Essas indicações são reforçadas pelas cartilhas e materiais de divulgação oferecidos no site da instituição e em especial, nas campanhas relacionadas às “datas simbólicas”.

  • 1 – Diga não à obesidade e controle o seu peso;
  • 2 – Consulte o seu médico periodicamente;
  • 3 – Meça a sua pressão arterial com freqüência;
  • 4 – Diga não ao fumo;
  • 5 – Verifique a quantidade de sal nos rótulos dos alimentos;
  • 6 – Diga não ao sedentarismo e pratique esportes;
  • 7 – Escolha bem os alimentos;
  • 8 – Saiba se é diabético e se tem colesterol alto para proporcionar o controle;
  • 9 – Evite o estresse;
  • 10 – Ame a vida e o seu coração!

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Então, temos a informação e as melhores indicações sobre o CORAÇÃO dos adultos, ok. E os BEBÊS? As crianças estão diretamente ligadas a índices da saúde do coração, mas a não ser que haja casos próximos a você, o assunto vai ficando distante. Porém, vejam, há uma estimativa de que a cada cem bebês, um venha ao mundo com alguma doença no coração – as chamadas cardiopatias congênitas. No mundo são 130 milhões, segundo informações do Instituto Furlanetto – organização que reúne profissionais capacitados para atender os portadores da patologia. Mas, você sabe o que é essa doença que atinge tantos bebês? Abaixo trago dados levantados pela Revista Crescer que explicam de maneira simples as causas e as referências acerca do tema.

De acordo com os fundadores do Instituto, os cirurgiões cardíacos pediátricos Gláucio e Beatriz Furlanetto, a cardiopatia congênita se caracteriza por alterações na estrutura e função do coração, que podem causar mudanças importantes no organismo, impedindo o coração do bebê de funcionar como deveria. É possível que a ingestão de alguns medicamentos, álcool, contato com produtos químicos e infecções, como rubéola, ou diabetes durante a gravidez possam contribuir para o surgimento da doença, mas, muitas vezes, nenhuma causa pode ser encontrada, de acordo com os especialistas.

Esse tipo de problema não é simples de diagnosticar e tratar. Em torno de 70% dos casos precisam de cirurgia, mas nem todos os hospitais do país contam com profissionais de saúde devidamente preparados para lidar com tais situações. É por esse motivo que algumas famílias saem da maternidade sem sequer desconfiar que o bebê tem uma doença cardíaca. O olhar criterioso do pediatra que faz a sala de parto pode ser um agente determinante em casos mais raros.

Entre a nossa rede de amigos, o bebê de um casal próximo a nós, perfeito e aparentemente saudável, chamou a atenção do médico pediatra já nos dois primeiros dias de vida e com um diagnóstico raro, foi submetido a uma cirurgia que lhe salvou a vida. Hoje, o primogênito daquela família de três crianças lindas é fã dos esportes e leva uma vida plena, graças ao diagnóstico precoce.

“A prevalência dos casos é alta e o coração é vital. Por isso, a morte por cardiopatia é uma das mais comuns entre os bebês. E isso tem um impacto bastante alto na saúde pública”, afirma Sandra Pereira, gerente do serviço de cirurgia cardíaca pediátrica da Perinatal do Rio de Janeiro.

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Diagnóstico de cardiopatia congênita

O acompanhamento médico no pré-natal é importante para o diagnóstico, caso existam fatores que levantem a suspeita clínica de problemas cardíaco-fetais. O ultrassom morfológico também pode apontar indícios de cardiopatia. Entre os exames específicos, vale destacar o ecocardiograma fetal, que pode ser feito durante a gestação, e o “Teste do Coraçãozinho” (ou oximetria de pulso), realizado antes da alta hospitalar, entre 24 e 48 horas após o nascimento. O exame passou a integrar a triagem do Sistema Único de Saúde (SUS) em junho de 2014 e é capaz de detectar precocemente cardiopatias graves nos recém-nascidos.

Sintomas da cardiopatia

Embora a doença cardíaca congênita esteja presente no nascimento, às vezes, os sintomas não aparecem imediatamente. Assim, se o seu filho já é maiorzinho, observe:

• Se a criança larga várias vezes o peito ou a mamadeira durante as mamadas;
• Se respira com dificuldade e parece cansada;
• Se apresenta suor intenso, principalmente na cabeça;
• Se unhas e lábios estão com a cor azulada (roxinha);
• Se há dificuldades para ganhar peso;
• Se apresenta irritabilidade, inchaços e palidez;
• Se possui respiração acelerada com ou sem esforço;
• Se apresenta facilidade de pegar infecções pulmonares.

Existe cura?

Algumas cardiopatias congênitas podem ser tratadas apenas com medicação. Outras, precisam de uma ou mais cirurgias cardíacas. Crianças que passaram por tratamentos e cirurgias levam uma vida normal. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, melhor.

Vamos falar sobre, vamos divulgar e torcer por essas famílias que já tão cedo enfrentam uma luta a mais pela saúde e pela vida!

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Paranaense de coração, vivendo há 10 anos na conexão Rio/Niterói. Sou Relações Públicas, especialista em gestão de pessoas. Abraço a maternidade em tempo integral na minha jornada como mãe do @guri_feliz #aos9 e do @guri_valente #aos4. Fotógrafa nas horas livres e paparazzi dos filhos, também amo cinema, sou muito fã da cultura pop, quadrinhos e seriados de TV. Com Caio e Vicente inventamos muito #lazercomfilhos e artes de um modo geral! E se sobra tempo, a gente se joga nas viagens...

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