10 dicas para agir contra a obesidade infantil

Nesta manhã falei sobre a campanha Obesidade Infantil Não e após falar (ou melhor, escrever) muito sobre o que precisamos ter em foco para uma análise mais profunda e a adoção de uma postura educacional que mude a maneira como nossas crianças estão sendo alimentadas, achei esse artigo da Revista Crescer com dicas enxutas sobre o mesmo assunto. Achei pertinente e simpático, então compartilho com todos vocês.
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1. Reduza o consumo de sal e açúcar

O ideal é que a criança possa comer de tudo, assim como os adultos, com moderação. No entanto, reduzir o consumo dos alimentos processados – que são ricos em sódio e açúcares e pobres em nutrientes – é uma medida importante para controlar o peso.

2. Faça trocas saudáveis

Sempre que possível, substitua alimentos calóricos por outros mais saudáveis nas receitas. Em vez de refrigerante, por exemplo, ofereça suco de frutas (natural ou polpa, sem açúcar) ou água de coco. Ou que tal bolo caseiro em forminhas de cupcake no lugar dos industrializados? Para substituir a bolacha recheada na hora lanche, a nutricionista Jociane Catafesta, de Porto Alegre, sugere uma receita de cookie de aveia. Anote:

Ingredientes:
2 xícaras de farinha de aveia;
1 xícara de aveia em flocos;
1 xícara de água;
1 colher de sobremesa de óleo de coco;
½ de xícara de açúcar mascavo ou mel;
Canela em pó a gosto;
1 colher de sobremesa rasa de fermento em pó;
Raspas de limão

Modo de fazer:
Coloque a aveia em flocos na água por 20 minutos. Depois, misture-a aos demais ingredientes. Monte os biscoitos com a ajuda de uma colher. Leve ao forno e asse até dourar.

3. Evite pular o café da manhã

Como ficamos muitas horas em jejum enquanto dormimos, o organismo tende a gastar o mínimo possível de energia. Por isso, uma das funções da primeira refeição do dia é justamente regularizar o metabolismo. Além disso, estudos mostram que pessoas que deixam de tomar o café da manhã tendem a consumir alimentos mais calóricos e gordurosos nas refeições seguintes, o que pode causar sobrepeso.

4. Desligue os gadgets durante as refeições

TV, celular, tablet ou brinquedos, não importa. Qualquer tipo de distração à mesa interfere na sensação de saciedade. Assim, a criança vai comer mais do que o necessário sem perceber, uma das causas da obesidade.

5. Não obrigue seu filho a raspar o prato

Do contrário, ele nunca saberá distinguir quando já está saciado. Outro problema é questão emocional por trás disso: a criança vai comer além da conta apenas para ter o reconhecimento dos pais e não porque está com fome. No futuro, as brigas ao redor da mesa podem provocar, ainda, inúmeros distúrbios alimentares.

6. Nada de chantagens

Só ganha sobremesa quem comer tudo? Esse tipo de premiação tende a gerar na criança expectativas de reconhecimento e recompensa, hábito que será difícil de largar depois. Isso sem falar que premiar a criança com guloseimas pode aumentar ainda mais o interesse dela por doces – aumentando o risco de compulsão alimentar.

7. Incentive o esporte como lazer

Da influência genética aos maus alimentares, há inúmeras causas que levam à obesidade infantil. O sedentarismo também está entre elas. A boa notícia é que as crianças detestam ficar paradas! Cabe à família, então, incentivar o hábito com passeios a praças e parques, brinquedos que estimulam os movimentos físicos (corda, bambolê, bola etc.) e até mesmo cursos extra-curriculares de iniciação esportiva.

8. Dê a fruta, em vez do suco

Os sucos industrializados, por causa do alto teor de açúcar, sódio e calorias, são os grandes vilões da obesidade infantil atualmente. Por isso, a recomendação é que a bebida seja substituída por suco natural (sem açúcar) ou água, em casa ou na escola. Ao beber um copo de 250 ml suco de laranja, por exemplo, a criança consome aproximadamente 120 calorias. Enquanto ao comer uma unidade da fruta, são 42 calorias, em média. Isso sem falar que quando a fruta é processada, ela perde parte das fibras.

9. Vá à feira – e leve seu filho junto

Ao contrário dos supermercados, ali há pouca ou nenhuma oferta de alimentos industrializados. O passeio é uma explosão de cores, cheiros e sabores, itens essenciais para a formação do paladar. Para começar, seu filho vai conhecer as frutas e verduras in natura. Se quiser, poderá também degustar pedaços oferecidos pelos vendedores. Além disso, ao ajudar na escolha dos alimentos, o compromisso em prová-los nas refeições será maior.

10. Seja o exemplo

Durante as refeições em família, filhos e pais interagem e aprendem uns com os outros. É nessa hora que a criança vai descobrir o jeito certo de usar os talheres, por exemplo, assim como a mastigar corretamente. Em resumo, observando os pais como exemplo, será mais fácil criar e manter bons hábitos alimentares desde cedo.

Fontes consultadas: Camille Gaviolli, psicóloga do Centro de Obesidade Infantil do Hospital Infantil Sabará (SP); Jociane Catafesta, nutricionista; Mário Cícero Falcão, pediatra e nutrólogo, do departamento de pediatria da USP e do Hospital Santa Catarina (SP).

Texto original: Revista Crescer on line 

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Paranaense de coração, vivendo há 10 anos na conexão Rio/Niterói. Sou Relações Públicas, especialista em gestão de pessoas. Abraço a maternidade em tempo integral na minha jornada como mãe do @guri_feliz #aos9 e do @guri_valente #aos4. Fotógrafa nas horas livres e paparazzi dos filhos, também amo cinema, sou muito fã da cultura pop, quadrinhos e seriados de TV. Com Caio e Vicente inventamos muito #lazercomfilhos e artes de um modo geral! E se sobra tempo, a gente se joga nas viagens...

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