Saiba porque as aulas deveriam começar só depois das 8h30

Cientistas discutem esse modelo de escola que começa às 7h, sabiam? 

Dizem que começar as aulas mais tarde permite que os alunos obtenham a quantidade ideal de sono.

Um relatório de 2015 do Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) dos Estados Unidos mostra que a prática de programar o despertador para ter cinco minutinhos a mais de sono não é mera preguiça. 

A maioria dos alunos americanos do ensino fundamental e médio começam seus dias escolares muito cedo e não dormem o suficiente para o desenvolvimento e o sucesso acadêmico, alerta o recente documento.

(Gostaria de ver dados brasileiros, mas não encontrei)

Menos de uma em cada cinco escolas de ensino médio e fundamental nos EUA começam às 8h30 ou depois – horário recomendado pela Academia Americana de Pediatria com base em uma pesquisa que diz que, na parte da manhã, os jovens precisam de mais tempo para dormir. Os dados vêm de uma revisão de pesquisas com cerca de 40 mil escolas públicas de ensino médio, fundamental, ou ambos, durante o ano escolar 2011-12. O relatório mostra que em 42 estados, de 75% a 100% das escolas públicas começam antes das 8h30. A hora de início, em média, é às 8h03.

Começar aulas mais tarde, as 8h30, permite que os alunos obtenham a quantidade ideal de sono, que é de cerca de 8,5-9,5 horas. 

Os dados sugerem que dois em cada três estudantes do ensino médio dormem menos de oito horas por noite. 

A falta de sono pode levar a uma série de problemas de saúde, como maior peso corporal, desempenho acadêmico inferior e uma maior probabilidade de abuso de substâncias.

“Um início mais tarde poderia ajudar a impulsionar o desempenho acadêmico dos alunos e reduzir atrasos e ausências. Nosso senso comum nos diz que estudantes sonolentos não vão bem na escola, mas pesquisa também existe para apoiar essa ligação. Estudos mostram que quando os alunos estão descansados, eles são mais alertas e prontos para aprender”, disse a secretária de Educação Arne Duncan à revista “Time”.

#prapensar

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Sam Shiraishi

Paranaense, Jornalista, mãe de Enzo, Giorgio e Manuela. Mooquense de coração. Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena.

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