Na oficina Primeiro Livro, toda criança pode virar escritora na #BienalDoLivroSP

Até o dia 04 de setembro, no stand do Itaú na 24° Bienal do Livro de SP, acontecerá a oficina Primeiro Livro, projeto muito bonito e inspirador criado pelo professor Luis Junqueira.

A OFICINA PRIMEIRO LIVRO RECEBERÁ ATÉ 24 CRIANÇAS POR VEZ

Ofereceremos capa, brochura para escrita e temas caso você precise de inspiração. Escolha uma mesa, relaxe a imaginação e escreva sua história. Seu livro terá capa bonita, título, nome e foto de autor, dedicatória e até uma mesa para sessão de autógrafos! E claro, você leva seu livro de presente para casa.

O professor Luis criou o Primeiro Livro em 2009 nas escolas particulares em que dava aula no estado de São Paulo. “Descobri na Unicamp uma professora que desenvolvia essa atividade prática de criação literária com alunos”, relembra, exibindo orgulhoso as edições que seus alunos criaram. “Eu queria ser professor e quando vi esse processo criativo literário tive certeza que não ia só dar aula, que iria acompanhar algum processo de criação de escrita para alunos”.

A ideia de botar os alunos para escrever um livro foi um sucesso, e o professor levou o Primeiro Livro, já estruturado como empresa de atuação social, para onde era mais preciso: a rede pública. Escolas de Heliópolis, periferia de São Paulo, e de Alagoas, receberam treinamento do projeto para que professores de português aplicassem suas oficinas, além da Fundação Casa, que cuida de jovens infratores. “A gente percebeu que a molecada tem muita ideia para colocar no papel, desde que elas sejam respeitadas durante o processo”, insiste o professor sobre a liberdade. “Cada aluno vai desvendar sozinho o mistério da criação, e nós adultos não falamos nada: só auxiliamos, sensibilizamos e damos suporte para expandir a criatividade”.

Ele conta que nas oficinas da Fundação Casa, onde os jovens passaram por situações muito difíceis e o mote da vida é a sobrevivência, “80% dos autores querem contar sua própria história, e aí o distanciamento entre quem é o autor, quem narra e quem é o personagem se dilui”. Em outro extremo social, as escolas particulares, o professor observa que os alunos costumam mais bolar livros sobre ficção científica, heróis mitológicos e histórias de época. “Eles bebem muito na fonte das coisas que leem, também, e isso se reflete na temática e estilo de escrita. É gostoso acompanhar”.

Conheça a história completa no medium do Itaú.

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Aline Kelly

Administradora, mãe de três, facilitadora em processos de interação e gestão de conhecimento em projetos de formação cidadã, direitos básicos e empreendedorismo. Em seu blog escreve sobre participação social, práticas sustentáveis e outros pensamentos aleatórios.

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