Voltando ao trabalho sem deixar de amamentar o bebê (e sem medo da mamadeira!)


Fui voluntária em ações de apoio à amamentação e como mãe de três, sempre amamentei em livre demanda e com muita tranquilidade diante das situações cotidianas, acho que me tornei uma grande entusiasta do tema. 

Compartilho minha experiência e ouço com amor quem me pede ajuda porque creio que o melhor para incentivar o aleitamento materno é apoiar e acolher as mães que desejam fazê-lo, sem críticas e sem fórmulas mágicas inatingíveis.

Há um ano eu falava sobre a importância da gente apoiar – e não pilhar! – as amigas que precisam voltar ao trabalho e querem continuar amamentando.

Sofri muito com meu primeiro filho porque todo mundo me dizia para não dar mamadeira porque ele largaria o peito. Nos outros dois, tive tranquilidade e tanto eu quanto meu marido, que sempre me apoiou muito, tanto no aleitamento continuado quanto no trabalho, sabíamos que o mamá da mamãe é mais do que leite. 

Por isso, confiem, o bebê maior não vai largar o peito facilmente. 

E esse papo surgiu de mensagens privadas que recebemos na fanpage.

Uma mãe que deixou mensagem ansiosa com o retorno ao trabalho depois da licença maternidade, perguntando sobre “copinhos” para dar leite e contando da dificuldade para tirar o leite ao longo do dia. Sugeri que usasse uma bombinha e disse a ela que não tivesse medo de oferecer o leite materno em mamadeira no meio do dia, enquanto não está com o bebê.

Ao final da licença maternidade, geralmente o bebê já começa a comer papinhas e é possível alternar bem o leite com a comida. Minha experiência de vida me mostra que a criança que foi amamentada pela mãe com carinho e tranquilidade não deixará de ter este vínculo forte e o desejo da proximidade só porque mama na mamadeira 1 ou 2 vezes durante o dia.


Segurança de estar no caminho certo, confiança no vínculo formado e na própria intuição são os verdadeiros segredos para fazer isso dar certo!

Eu aprendi isso a duras penas. No primeiro filho fugia da mamadeira como o diabo foge da cruz. No segundo precisei deixar que usasse algumas vezes e descobri que com moderação não afeta a rotina de aleitamento. Na terceira, vivo isso com imensa tranquilidade, sem culpa, com sucesso!

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Sam Shiraishi

Cristã, jornalista, mãe de Enzo, Giorgio e Manuela, casada com Guilherme. Paranaense que caiu de amores pela Mooca em 2005. Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena.

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