Dormir faz bem, a gente sabe. E dormir mal faz mal?

Chegamos todos os dias bastante cansados em casa após a rotina de trabalho e exercícios (às vezes até um happy hour) e/ou escola e atividades extra-curriculares, no caso das crianças… Todos têm sua agenda de compromissos e um esquema de sono já estabelecido e de modo geral tudo vai bem até a gente se refletir sobre a qualidade do sono.

Algumas pessoas são mais dispostas de manhã, acordando às vezes antes do sol nascer, e de bom humor, porém outras acordam com dificuldade desejando não sair da cama e assim tem um início de dia menos animado. Independente das suas preferências ou rotina de compromissos, dormir bem fará muita diferença, pois o repouso é um agente reparador para o organismo. Isso é fato!

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Assim também sugere uma reportagem do programa Bem Estar, cuja tema falava do sono e das adversidades da sua falta em nossas vidas. “As televisões têm programação ininterrupta, a internet não desliga nunca, o comércio está aberto até as 22 horas e muitos estabelecimentos, como bares e restaurantes, continuam noite adentro. As cidades são tão iluminadas, agitadas e barulhentas que poucos conseguem dormir no silêncio e no escuro”.

Se pararmos pra pensar, é difícil (para a maioria de nós) lembrar de quando escutamos grilos ao invés de barulhos de automóveis ao cair da noite. Ou ainda, que jantamos em família sem televisão, sem avisos de mensagem chegando nos celulares nos permitindo um contato mais próximo com os familiares e o caminhar para uma noite sem telas, seja televisão, smartphones, tablets ou computadores. Faz tempo. Mas, não pensem que estou condenando alguém… Ao contrário, cada um sabe das suas necessidades e eu, por exemplo, uso muito o celular a noite quando ja me desvencilhei das atividades da casa e dos filhos e posso, enfim, colocar o “tico e teco” para trabalhar/criar.

Especialistas apontam que o agito noturno gera um transtorno maior e mais sério do que podemos imaginar: perdem-se horas de sono e, com isso, surgem muitos problemas decorrentes, desde o simples cansaço diurno, sensação de fadiga crônica, indisposição, sonolência, menor rendimento e produtividade no trabalho ou mais irritação, entre outros tantos. E assim como ocorre com adultos, as crianças também giram nesta roda e acabam indo para a cama mais tarde e acordando cedo para as atividades do dia. Só que isso pode gerar, também, obesidade na adolescência.

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Vamos entender. 
Recentemente foi publicado um estudo em uma importante revista pediátrica, o “Journal of Pediatrics”, onde pesquisadores mostraram que crianças de 5 anos, em média, que têm o hábito de dormir depois das 21 horas têm um risco significativamente maior (50%) de serem obesas na adolescência, comparadas com as que vão para a cama antes das 20 horas. Este estudo não analisa o tempo de sono de cada criança, mas os pesquisadores consideraram que crianças que vão para a cama mais cedo têm mais qualidade e muito provavelmente mais tempo de sono. Outros estudos relacionam a privação de sono em crianças com obesidade na adolescência. Estes dados são explicados uma vez que a privação de sono pode ativar hormônios como a grelina, que faz aumentar o apetite, além de levar à intolerância à glicose e resistência à insulina. Resultado: na hora em que estamos despertos, temos mais vontade de comer e o metabolismo do organismo se desequilibra.

Como consequência, o aporte de energia aumenta e o gasto de energia diminui, promovendo a chance do acúmulo de peso. Em conclusão, os pais devem realmente se esforçar para colocar as crianças mais cedo na cama e principalmente garantir que os pequenos durmam pelo menos 9 horas por noite.

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Pode não ser fácil nos dias de hoje com a rotina pesada e corrida das famílias, mas aqui vão 5 dicas úteis:

1. Uma hora antes do horário das crianças dormirem, diminua o ritmo da casa. Nada de TV alta, jogos eletrônicos, brincadeiras de correr ou que os façam gastar muita energia.

2. Ofereça uma alimentação saudável e mais leve na hora do jantar.

3. Um banho quente antes de dormir ajuda a relaxar.

4. Não coloque TV no quarto do seu filho. Nada de jogos eletrônicos ou quaisquer aparelhos na cama. As luzes dos aparelhos e “agito” que promovem espanta o sono.

5. Leia uma história para seu filho na hora de dormir. Deixe ligada apenas a luz de leitura.Bons hábitos, como dormir e comer bem, são adquiridos na infância. Depois, é muito difícil mudar.

Daqui de casa, fico na torcida por todo mundo que esteja batalhando essa mudança de rotina! Dedos cruzados!

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Paranaense de coração, vivendo há 10 anos na conexão Rio/Niterói. Sou Relações Públicas, especialista em gestão de pessoas. Abraço a maternidade em tempo integral na minha jornada como mãe do @guri_feliz #aos9 e do @guri_valente #aos4. Fotógrafa nas horas livres e paparazzi dos filhos, também amo cinema, sou muito fã da cultura pop, quadrinhos e seriados de TV. Com Caio e Vicente inventamos muito #lazercomfilhos e artes de um modo geral! E se sobra tempo, a gente se joga nas viagens...

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