Como um professor pode acolher os superdotados

A escola brasileira não sabe reagir ao aluno especial. Seja por uma dificuldade ou por muita facilidade, bastou fugir padrão para ficar marcado negativamente. 

Mas não precisa ser assim.

Inspirem-se na história que trazemos hoje:

Após anos dedicados ao estudo das práticas de ensino para estudantes supertalentosos, também chamados de superdotados, o professor Wilson Pereyra, mestre em Educação e Tecnologias Educacionais pelo Centro Universitário Internacional Uninter, desenvolveu um projeto de robótica que desperta o interesse dessas crianças pelas aulas e prepará-los para serem futuros pesquisadores.

“Construímos uma maquete de estação de tratamento de água automatizada, contextualizada em um ambiente de escassez do recurso. Esse trabalho permitiu aprofundar conceitos de matemática, física, química, solução de problemas, programação com hardwares e softwares, além da utilização de uma série de robôs”, explica Pereyra.

Percebeu-se que os estudantes se sentem respeitados e valorizados pelo que produzem, sentimento essencial para o bom desempenho dos alunos com características de superdotação. “O mais gratificante nesse processo de ensino-aprendizagem mediado pelas tecnologias educacionais foi o reconhecimento do avanço que cada um obteve desde o começo ao término do projeto”, afirma o professor.

“Os professores precisam se capacitar para as tecnologias que estão surgindo, isso não pode mais ser desconsiderado quando lidamos com alunos acostumados com as novas tecnologias”, explica Luciano Frontino de Medeiros, vice-coordenador do Mestrado em Educação e Novas Tecnologias da Uninter.

Pereyra já aplica essa estratégia pedagógica no Colégio Estadual Dr. Ovande do Amaral, em Rio Negro (PR) e, com os resultados atingidos lá, pretende expandir sua pesquisa para, um dia, torná-la nacionalmente conhecida e utilizada. 

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Sam Shiraishi

Cristã, jornalista, mãe de Enzo, Giorgio e Manuela, casada com Guilherme. Paranaense que caiu de amores pela Mooca em 2005. Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena.

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