Entendendo a plasticidade do cérebro infantil 


Será que ambiente e fatores genéticos interferem nesse processo? De que formas as novas experiências são absorvidas? Este artigo que li no site da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal traz respostas que mostram o que influencia a arquitetura do cérebro. 

Você sabe o que é isso? Que tal começar conhecendo mais a respeito? Veja esse vídeo curtinho que fala do tema. 

Estudos científicos comprovam que nos primeiros anos de vida o cérebro humano tem uma capacidade incrível de absorver informações. Ou seja, o ato de aprender está a mil e promove modificações relativamente permanentes no Sistema Nervoso Central. Isso significa que o aprendizado acontece porque o cérebro tem plasticidade para acolhê-la e vai se modulando de acordo com dois fatores:

– nossos aspectos biológicos e genéticos (fatores intrínsecos)

– o ambiente em que vivemos e as experiências que vivenciamos (fatores extrínsecos)

Conforme esses fatores vão interagindo com o aprendizado, as sinapses (que são os espaços de contato entre as células cerebrais) vão se modificando e as estruturas e funções cerebrais passam por constantes reorganizações.

Há quem acredite que, em determinado momento, o cérebro para de se modificar. Mas, na verdade, ele vai mudando durante toda a vida. Isso significa que aprendemos sempre, mesmo quando não estamos mais na escola formal.

Para entender melhor essa plasticidade do cérebro, é importante conhecer o funcionamento do sistema nervoso: ele é formado por células conhecidas como neurônios, responsáveis por transmitir as informações entre as regiões do cérebro e entre o cérebro e as demais partes do nosso corpo. Por exemplo: para andar, os neurônios do cérebro se comunicam com os neurônios motores localizados na medula espinal. Estes, por sua vez, se comunicam com os músculos das pernas.

No entanto, para que essas informações sejam transmitidas, os neurônios precisam das sinapses (os espaços entre os neurônios), uma espécie de “porta-vozes” da mensagem que o cérebro quer passar.

Quando realizamos uma atividade várias vezes seguidas, ficamos craques naquilo. Isto porque as sinapses “decoraram” bem a mensagem, o que nos torna cada vez melhores no que estamos acostumados a fazer. Por outro lado, se cessarmos a prática dessa atividade, essas comunicações se revertem e perdemos as habilidades. Isso explica porque não lembramos conceitos estudados há muitos anos, que não usamos mais.

No caso de pessoas com necessidades educacionais especiais, as intervenções só são possíveis porque quando determinadas áreas do cérebro não funcionam bem, elas podem ser estimuladas por meio de atividades que permitem que algumas funções cerebrais sejam desenvolvidas (a tal da plasticidade que já citamos), criando outras sinapses nessas regiões. Essa dinâmica possibilita que as pessoas desempenhem algumas tarefas que antes não conseguiam realizar.

Isso tudo reforça a importância dos estímulos e de um ambiente favorável para a criança se desenvolver melhor e aprender mais, especialmente na Primeira Infância (período que vai da gestação aos seis anos). Quanto mais ela puder fazer as conexões cerebrais, com interferências positivas, mais o seu cérebro irá se desenvolver de maneira saudável.

😘 @samegui (mãe de Enzo #aos16, do Giorgio #aos13 e Manu #aos3)  

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Sam Shiraishi

Cristã, jornalista, mãe de Enzo, Giorgio e Manuela, casada com Guilherme. Paranaense que caiu de amores pela Mooca em 2005. Quarentona assumida, me sinto uma representante legítima da minha geração e, por que não, um modelo para as mais jovens que desejam envelhecer sem deixar de lado os pequenos prazeres da vida, da comida, da diversão, dos cuidados com a saúde e a beleza, das relações pessoais que fazem tudo valer a pena.

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