Carrossel – O sumiço da Maria Joaquina, uma opção para toda a família nessas férias (por @leitoraincomum)

Sempre vou ao cinema receosa para assistir sequências de filmes, afinal na maioria das vezes o segundo filme deixa muito a desejar em relação ao primeiro. Em “Carrossel – O sumiço da Maria Joaquina”, não foi diferente, mesmo eu sendo contagiada pela ansiedade do meu filho e sobrinho para conferir na sessão #mãecomfihos que fomos na sede da Paris Filmes aqui em São Paulo.

Uma foto publicada por Fernanda | Leitora Incomum (@leitoraincomum) em Jun 28, 2016 às 9:02 PDT


No primeiro filme a história acontece em um clima totalmente de férias explorando um acampamento que faz adultos sentirem saudades da infância e crianças terminarem de assistir com vontade de acampar, agora nesse a aventura é toda na cidade para nos deixar com vontade de ocupar melhor a cidade – principalmente quem é Sampa –  e explorar tudo que ela tem de bom. Além disso, fica bem evidente o quanto as crianças da Escola Mundial cresceram e contamos também com o retorno de duas personagens que fizeram falta no outro filme: a Professora Helena e a Vivi.

Toda a história gira em torno do sumiço da Maria Joaquina, personagem que apesar de ser o topo da carreira da atriz Larissa Manoela, não é lá muito simpática e amorosa com seus colegas de classe, principalmente o apaixonado incorrigível Cirilo que faz tudo e mais um pouco por ela. Também conhecemos a popstar Didi Mel vivida por Miá Mello que além de ser querida pelos alunos é uma amiga de infância da professora Helena. O retorno dos vilões Gonzalez e Gonzalito deixa o filme tão divertido quanto o primeiro.

Lembro que vi alguns fãs reclamarem que mais uma vez teriam que salvar a Maria Joaquina, que ela seria o destaque do filme, o quanto isso seria injusto com outros personagens, etc, mas efetivamente no filme, o contrário que aconteceu. Apesar dela ser sequestrada e ter cenas solo, o restante do elenco apareceu mais e teve oportunidade de se destacar mais do que no primeiro filme. Os conflitos amadureceram junto com as crianças que agora já estão bem no auge da adolescência, talvez por isso faz com que as crianças se identifiquem e os pais encontrem muito dos seus filhos nos personagens. Eu que tenho um filho com 10, não pude deixar de pensar que algumas passagens do filme são coisas que meu filho estará vivendo em breve e, o quanto é bacana ele ter uma franquia que ele se identifique e que está sendo toda produzida aqui no Brasil.



Os pontos altos dos dois filmes que são frutos do remake da novela Carrossel produzida pelo SBT, sem nenhuma dúvida é o fato de ter como ligação direta apenas os personagens já que aqui não temos foco em nenhum conflito familiar das crianças, são apenas elas se aventurando pela cidade. Não que isso deixe de trazer alguma reflexão interessante, pelo contrário é o momento em que as crianças mais se identificam com os personagens, tanto que a partir do primeiro filme que meu filho se interessou pela novela. Por isso é sempre bom lembrar que não é um filme feito apenas para fãs da novela, é um filme feito para crianças e pode ser bacana também para os pais.


A trilha sonora do filme novamente nos traz uma música nova da turminha que é “De zero a dez” que contagia tanto quanto “Panapaná”, com a mesma leveza e nos deixa com saudades da infância. Além disso, tem também uma nova versão de “Carro-ceu”, o tema de abertura da novela que deixa a conexão com a novela bem viva. 

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