As férias chegaram: e agora?

Acredito que essa seja uma pergunta feita por muitas de nós, não é mesmo?

Por aqui, as férias de Julho  já começaram: Gabriel #aos8 estava contando os dias para este momento!

Já compartilhei por aqui os “dilemas” que vivi nesses períodos. Crio meu filho, sozinha desde que ele tem seus 2 aninhos. Ele visita o pai e os avós paternos ( com quem tem uma convivência super harmoniosa e amorosa ) mas morar mesmo é comigo.

Por muito tempo, senti o “peso” de ser mãe (e pai ) em tempo integral. Já que não há nesse tipo de convívio, um compartilhamento de atividades no dia a dia da casa principalmente. Dar conta da casa, do trabalho e de reservar as porções de tempo para estar com meu maior amor, meu filho!

Cuidando, brincando, descobrindo o mundo! Durante as aulas, consigo gerenciar melhor tudo isso e estabelecer o tempo de cada coisa: e tudo fui de forma relativamente bem (às vezes é preciso deixar a casa de lado para focar mais no trabalho, ou largar casa e trabalho para dedicar  100% de atenção ao Gabriel , quando surge por exemplo uma urgência médica. ) 

Mas, as férias de JULHO me geravam uma angústia gigantesca! 


  • Curso de férias | Os valores de modo geral, são equivalentes a mais uma mensalidade da escolinha. Algo IMPOSSÍVEL para minha realidade. 
  • Home Office | Não é mais minha realidade, mas até o ano passado eu trabalhava em regime CLT numa empresa que de modo geral, via com “maus olhos” home office ( ainda que meu trabalho fosse 90% online ) Isso gerou muitos desgastes desnecessários, destruiu minha saúde emocional e física. Durante 3 anos, ajustes e negociações precisaram ser feitas para que eu pudesse passar pelo menos 15 dias com meu filho em CASA E TRABALHANDO. Ou seja, sem dedicar a atenção que ele merece de fato. 

  • As diferenças a cada faixa etária | Sim, esse é um ponto super importante. Quando Gabriel tinha 2 a 6 anos, permaneceu no cursinho de férias que a escola de ensino infantil promovia (pós hiper negociação para conseguir arcar com os custos de mensalidade + curso de férias ) A partir dos 6 ele se mudou para o colégio de ensino fundamental e médio onde estuda hoje. O colégio é católico e faz parte da sua cultura, não criar cursos de férias pois no posicionamento que adotam “Lugar de criança nas férias e com OS PAIS em família.” – algo muito louvável e bonito porém impraticável para muitas de nós que trabahamos fora, em casa e papais com a mesma realidade. A partir dos 6 , Gabriel começou a passar as férias na casa e companhia dos avós paternos ( extremamente adoráveis e amorosos )
Hoje com 8 anos, seguimos essa trilha: ele passa a maior parte das férias na casa dos avós paternos. E eu, reservo 1 semana e os finais de semana para estar com ele. Pois não é possível para mim , parar de trabalhar por um mês ou 15 dias seguidos. 
Eu moro em prédio. No oitavo andar de onde não posso sair pois preciso da Internet para trabalhar. 
Os avós paternos moram numa casa ampla, arejada, com quintal! Lá o Gabriel tem sua bicicleta , patinete e se diverte brincando! Nos falamos sempre que possível e quando a saudade aperta! <3 
Resolvi compartilhar essa minha vivência e experiência ligada as férias do meu filho, porque entendo muito sobre a dor que é, refletir a respeito do que fazer com as crianças nesse período. A realidade que cada uma de nós, mamães principalmente possuímos é atribulada e repleta de pontos que demandam nossa atenção e dedicação extrema. Mas nossos filhos são  nosso teosuro e a vontade de dá é sim ,de poder tirar férias juntos e aproveitar! 

Como vocês estão lidando com isso? Compartilhe como está gerenciando esse períodos por aí, quem sabe assim não podemos ajudar outras de nós? #maecomfilhos ( : 

Um super abraço, com muito carinho! 
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