Cada etapa a seu tempo: os marcos do desenvolvimento do bebê

A maternidade é marcada por momentos de ansiedade. Desde o momento da descoberta da gravidez até a chegada do bebê, os pais enfrentam uma jornada permeada por dúvidas, incertezas e muitas expectativas. O nascimento da criança encerra um ciclo de preocupações e dá início a outro: com o bebê nos braços e a rotina diária a todo vapor questionamentos como “quando meu filho irá engatinhar?”ou “quando começará a falar ou andar?” não demoram a surgir.

O desenvolvimento motor das crianças passa por algumas etapas, como sentar sem apoio, engatinhar e ficar de pé. Existe uma previsão para o cumprimento de cada fase, porém cada bebê segue um ritmo natural. De qualquer forma, é essencial que crianças entre 0 e 12 meses de idade visitem periodicamente um pediatra para que o profissional avalie se seu desenvolvimento está acontecendo de maneira adequada.

Marcos do desenvolvimento:

  • 0- 1 mês: o bebê observa um rosto, reage ao som, eleva a cabeça
  • 1-2 meses: sorri quando estimulado, emite sons, movimenta os quatro membros
  • 2-4 meses: dá gargalhadas, segura objetos, levanta a cabeça apoiando-se nos antebraços
  • 2-4 meses: leva objetos à boca, rola, localiza sons
  • 6-9 meses: senta-se sem apoio, transfere objetos de uma mão para outra
  • 9-12 meses: imita gestos, anda com apoio
  • 12 – 15 meses: mostra o que quer, diz uma palavra, anda sem apoio
  • 15-18 meses: fala três palavras, anda para trás

Fabíola Peixoto, pediatra do Hospital Leforte, explica que é preciso entender o tempo de cada criança e não deixar que o excesso de preocupação gere uma expectativa desnecessária. Bebês prematuros, por exemplo, têm um desenvolvimento mais lento. Porém, após o 15° mês de vida, a diferença entre seu desenvolvimento e o de uma criança não prematura provavelmente não existirá mais. “Quando o pediatra percebe que existe uma dificuldade real ou um atraso no desenvolvimento da criança, solicita exames que possibilitam um diagnóstico preciso. Porém, no geral, esses casos são acompanhados de perto e com o suporte de outros especialistas, como fisioterapeutas, psicólogos e fonoaudiólogos, podemos reverter o quadro”, afirma a pediatra.

Alguns estímulos podem partir dos pais, em casa. Para bebês que ainda não engatinham, a dica é deixá-los menos tempo no berço e incentivar brincadeiras no chão ou tapete, permitindo que a curiosidade em explorar o meio os encoraje a engatinhar. No entanto, mesmo para essas medidas caseiras é necessário buscar a orientação do médico, pois se feitas de maneira incorreta podem prejudicar o bebê.

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