Acha que só mãe comum larga a carreira para cuidar dos filhos?

Se você acha que só mães comuns largam a carreira para ficar com os filhos ou precisa se fortalecer na sua escolha, precisa ler essa entrevista republicanos aqui:

Por onde anda Thalma de Freitas?

Por Ana Paula Loureiro

Morando na Califórnia desde 2012, Thalma de Freitas está afastada da televisão desde o mesmo ano, quando atuava em Malhação. A atriz e cantora participou de mais de dez novelas, foi premiada no cinema e fazia parte do grupo Orquestra Imperial. Hoje, ela está no ar no VIVA, em “Laços de Família” (2000), onde interpreta a personagem Zilda. Vivendo uma “mudança de dimensão” como ela define, Thalma está se dedicando a diferentes áreas enquanto cuida de sua primeira filha, Gaelle, de 2 anos.

Na Califrnia, com a filha Gaelle (Foto: Instagram)Na Califórnia, com a filha Gaelle



– Laços de Família estreou no VIVA em fevereiro e vem fazendo muito sucesso. Mesmo estando fora do país, você tem sentido, de alguma forma o sucesso da novela?

Sim, as pessoas começaram a comentar que estavam me vendo na televisão, na novela. Eu mesmo postei uma foto da Zilda no Instagram. Laços de Família eu lia, eu não assistia porque eu não assistia muito à televisão. Eu lia os capítulos inteiros. Eu li como se fosse livro. E durante anos eu mantive todos os capítulos na minha casa.

Thalma de Freitas com Vera Fischer e Carolina Dieckmann em Thalma de Freitas com Vera Fischer e Carolina Dieckmann em “Laços de Família”



– Conte-nos um pouco o que você lembra da personagem Zilda?

Eu tive empregada a vida inteira e a Zilda era inspirada na minha empregada. Eu tinha muitas cenas excelentes. Na minha cabeça, eu tinha ajudado, junto com o Maneco (o autor Manoel Carlos), a transformar o lugar da empregada na família brasileira. As pessoas juravam que eu era baiana e ficavam chateadas comigo quando eu dizia que era de São Paulo – apesar de ter nascido no Rio – era engraçado. Tem uma coisa curiosa é que quando eu, atriz, interpretava a Zilda e ia nos lugares, eu não tinha uma postura subserviente, eu brilhava como uma mulher negra, atriz que trabalha na televisão e está bombando com o papel da empregada. Isso era 2000, então na época tinha um clamor pela presença da atriz negra, as pessoas queriam se ver representadas. Tinha já a Zezé Motta de referência, mas na minha época tinha a Taís Araújo, a Isabel Fillardis, e a gente tinha uma postura de poder fora das câmeras. E depois teve um monte de mulher linda tomando a televisão nessa época. Teve uma virada e a Zilda faz parte dessa virada. E depois só aumentou a presença de mulheres negras e personagens fortes pra elas dentro de um universo que não era só de época, como “Sinhá Moça”, por exemplo.

– E dos bastidores das gravações com Vera Fischer (Helena), Carolina Dieckmann (Camila), Deborah Secco (Íris) e os outros colegas… quais as lembranças desta época?

Era um elenco muito coeso com uma história excelente pra época. Eu lembro que a Vera perdeu a mãe no meio da novela. Isso foi bem marcante. A equipe toda era muito unida e a gente amava muito aquele trabalho e aquela história. Eu continuei encontrando as pessoas que trabalhavam comigo depois da novela, claro. Antes de sair do Brasil, eu malhava na mesma academia da Carolina Dieckmann, por exemplo.

Como a Zilda em Como a Zilda em “Laços de Família” (2000)




– Após Laços de Família, você participou de outros sucessos como O Clone e Caras e Bocas, até se afastar da TV. Por que decidiu se ausentar da televisão e morar em Los Angeles?

Eu engravidei do Brian e ele morava em Los Angeles. Ele tem uma produtora, é fotógrafo, diretor e professor universitário. E eu já sentia essa vontade de mudar, então decidimos morar juntos. Minha última personagem foi a mãe da Jéssica Ellen (Rita) que a Rosane Svartman escreveu pra mim em Malhação. Eu já estava namorando o Brian nessa época e já via esse como o meu último trabalho.

Clicada pelo marido, com a filha Gaelle ainda beb (Foto: Brian Cross)Clicada pelo marido, com a filha Gaelle ainda bebê



– E como tem sido a vida e o trabalho aí? Você segue investindo na carreira musical, certo?


Eu voltei a trabalhar agora, recentemente, quando minha filha fez 2 anos e entrou na escola. Eu estou estudando cinema, fazendo um curso de atuação e fiz um workshop com o Haile Gerima, que é o grande líder do cinema negro independente. Tenho feito fotos e vídeos para eventos. Estudei um pouco de Business também e andei fazendo alguns shows por aqui.

Na novela Na novela “Começar de Novo” (2004)




– Tem planos ou desejo de voltar a atuar? Seja teatro, cinema ou televisão

Eu trabalho como atriz, eu nunca vou deixar de ser atriz porque esse é o meu ofício, é o que eu faço. Se alguém me chamar, porque eu hoje em dia, mais do que nunca, eu faço as coisas em resposta. Mas eu tenho uma outra vida que não é a mesma vida que eu tinha no Brasil, e não estou tentando fazer com que seja, porque eu já tive aquela vida. Mudar é mudar mesmo. Me chamaram para fazer teste, fazer novela, mas eu não quis.


– O que mais sente falta do Brasil e o que não sente a menor falta?

Sinto falta de comer acarajé.

Com Bruna Linzmeyer na pea Com Bruna Linzmeyer na peça “Adeus à Carne” (2012), de Michel Melamed

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