Obesidade Infantil não é brincadeira!

A obesidade infantil é um grande problema para o sistema de saúde. Ocorre quando uma criança está acima do peso normal para sua idade e altura. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), atualmente uma em cada três crianças no Brasil está pesando mais do que deveria. Em crianças de 5 a 9 anos correspondem a 51,4% dos meninos e 43,8% das meninas. Para os adolescentes, 27,6% dos meninos e 23,4% das meninas apresentaram excesso de peso e obesidade.

Os quilos extras podem causar consequências graves para a saúde desses indivíduos. “Essas complicações vão desde sobrecargas e traumas nas articulações, principalmente dos joelhos, até o desenvolvimento de Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNT), como diabetes, gorduras elevadas no sangue e pressão alta. Algumas alterações neuropsicológicas também são comumente associadas, como tristeza, problemas de aprendizado e baixa autoestima”, explica o Nutricionista Fernando Peixoto.

Causas

As causas da Obesidade Infantil envolvem muitos fatores. Entre os mais comuns estão os fatores externos (95%dos casos), aqueles que têm ligação com os maus hábitos alimentares da criança e da família, bem como a falta de atividades físicas. Além disso, a doença pode ser gerada por fatores relacionados ao sistema neuroendócrino ou genética (5% dos casos), como doenças hormonais ou uso de medicamentos a base de corticoides.

“Uma alimentação balanceada aliada a atividade física é determinante para evitar a obesidade infantil, ainda que exista histórico familiar do problema. Mudança de hábitos pode ajudar a prevenir a doença pelo resto da vida”, sugere Peixoto.

Mas como podemos prevenir ou reduzir a Obesidade Infantil?

Certamente o cuidado e as mudanças vão começar em casa. Os pais, avós ou quem seja o cuidador, têm que ir à luta, resistir e saber dizer não, mesmo que as crianças façam birras, chantagens emocionais e choradeiras. O Ministério da Saúde propõe algumas ações que são fundamentais no combate a obesidade infantil, como:

– Aumentar o consumo de frutas, legumes, verduras e cereais integrais;

– Evitar e eliminar o consumo de bebidas açucaradas como refrigerante; suco de caixinha;

– Evitar o hábito de comer assistindo TV;

– Diminuir a exposição das crianças às propagandas de alimentos não saudáveis;

– Respeitar quando a criança diz que está satisfeita, desde que não seja só para comer a sobremesa e alimentos ricos e açúcares e gorduras;

– Estabelecer e respeitar os horários das refeições;

– Limitar o consumo de alimentos ricos em açúcares e gorduras como biscoitos recheados, salgadinhos de pacote, balas, chocolates, sorvetes, batata frita, lanches, pizzas.

Nos casos de complicações na saúde da criança, causadas pelo excesso de peso e obesidade, é fundamental que os responsáveis busquem a ajuda de um médico. E nos casos de orientações alimentares específicas, como a prescrição de dietas para perda de peso, é fundamental buscar ajuda de um nutricionista, único profissional habilitado legalmente para essa prática. O ideal é que esses dois profissionais trabalhem em parceria para oferecer o melhor tratamento.

“O tratamento da obesidade é complexo, multidisciplinar e exige mudança de estilo de vida. Quanto maior o grau de excesso de peso, maior a gravidade da doença. As crianças devem ser abordadas individualmente e, com certeza, os pais podem começar sendo o exemplo para seus filhos, motivando os bons hábitos. Afinal, obesidade infantil não é brincadeira, é coisa séria!”, conclui Peixoto.

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