Basta! Por um Mundo com Mães Amigas

O desafio da maternidade começou bonito, participei e até falei que mesmo o que me faz sofrer ou reclamar, depois eu gosto rs

Aí de repente uma mãe diz “odiar ser mãe”, se recusa a participar. O bebê é novo, esqueceram que ela também é uma nova mãe. Em vez de colo, pedras.

Eu recebi muito carinho e apoio de outras mães na internet e clamo que todas recebam também! Minhas mães amigas tem as opiniões mais diversas, mesmo assim formaram a minha vila! Essencial para minha formação como mãe, essenciais para minha vida.

Replico aqui o texto que escrevi em 2010 no antigo blog Universo Materno agradecendo pela “vila de mães” que me acolheu e que continua crescendo. Grata pelas mães amigas que encontrei no caminho como mãe.

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Minha Vila

Durante a gravidez li um livro sobre parto normal que mostrava em determinado momento a diferença do apoio da comunidade à mulher grávida e em resguardo hoje e no passado. Quando ainda se moravam em vilas, pequenas comunidades, a nova mamãe recebia o apoio das mulheres da vila, seja com o bebê ou com os cuidados da casa. Nunca mais esqueci isto. Tão diferente dos tempos modernos no qual mal encontramos tempo para estar com amigos e familiares.

Depois de 40 semanas de gestação meu filho, meu presente, chegou. De repente estava em casa com aquele pacotinho lindo, um sonho realizado…mas e agora? Na primeira noite em casa, talvez por reação de uma vacina, ninguém dormiu. Ele chorava constantemente e eu e meu marido nos entreolhávamos desesperados por não entender o que acontecia. Com 15 dias começaram as cólicas… eu vivia cansada, sem dormir. Em algumas crises eu chorava junto com ele. Mesmo restringindo minha alimentação, tentando diversos métodos, as crises eram fortes e constantes. Conclusão, não conseguia quase passear com ele e me sentia isolada.

Neste período eu acabei conseguindo, de forma virtual, construir a minha vila. Uma comunidade recente no orkut, formada na maioria por mães de primeira viagem. Lá recebia carinho, apoio. Vi mães com dificuldades ainda maiores que a minha, outras não… mas todas passando por uma transformação enorme em suas vidas. De repente não era a única cansada, a única a me questionar se teria mesmo nascido para ser mãe, a única por chorar quando o filho sofria de dor (mesmo sabendo não ser nada grave), a única com mil questionamentos sobre cuidados com o bebê e mais, a perceber como tudo era diferente na prática.

Mamães mais experientes de diversas comunidades e blogs me enviavam dicas, me ofereciam um ombro amigo, arrumavam um tempinho via skype ou msn para simplesmente me escutar. Formei amigas com as quais troquei informações e abobrinhas. Com elas chorei e ri. No curto período entre filho, trabalho e sono era lá que mantinha alguma vida social.

Hoje continuo conhecendo mães pelo mundo virtual e com cada uma aprendo cada vez mais. A vocês mamães, minhas amigas, a minha grande vila, deixo a minha gratidão, o meu muito obrigado!

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Anamaria Mendes, membro do grupo Mães com Filhos. Mãe do Lucas de 8 anos, sempre criando novas formas de conciliar maternidade e vida profissional. Apaixonada por pessoas, marketing e educação. Criativa por natureza.


Colaboradora do canal de YouTube FunToysBrinquedos, criado por seu filho e hoje produzido em família para motivar o brincar com muita imaginação.

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